terça-feira, março 17, 2026

AGNÈS VARDA GANHA RETROSPECTIVA NA CINEMATECA PAULO AMORIM, A PARTIR DESTA QUINTA-FEIRA, 19 DE MARÇO

Foto: TV Zoom
Figura fundamental na história do cinema mundial e uma das pioneiras no rol de mulheres diretoras, Agnès Varda ganha uma retrospectiva na Cinemateca Paulo Amorim, instituição da Secretaria de Estado da Cultura.
O programa “DE LÁ PARA CÁ: UMA MOSTRA DA VARDA” reúne 19 títulos que destacam o olhar apurado da cineasta sobre as questões da sua época, entre longas e curtas, ficção, documentários e biografias. A mostra vai de 19 a 25 de março, em quatro sessões diárias, e integra as comemorações do Mês da Mulher e o calendário de programações especiais pelos 40 anos da Cinemateca Paulo Amorim.
Agnès Varda nasceu na Bélgica, em 1928, mas foi na França que construiu sua trajetória como cineasta, fotógrafa e artista visual. Reconhecida por retratar o cotidiano com arte e poesia e apresentar histórias autênticas e criativas, Varda começou no cinema em 1955, com "La Pointe-Courte", e se tornou uma personagem central do movimento da Nouvelle Vague. Em 1962 ela lançou "Cléo das 5 às 7", uma de suas obras mais conhecidas e considerada até hoje um marco do protagonismo feminino. Outro filme marcado pelo debate em torno de questões das mulheres é “Uma Canta, a Outra Não”, de 1977.
O diálogo com as questões cotidianas também foi muito presente nos documentários que produziu, caso de "Saudações, Cubanos!" (1963), Os Catadores e Eu” (2000) ou “As Praias de Agnès” (2008). Seu último filme foi a autobiografia “Varda por Agnès”, que completou meses antes de morrer, em 2019, aos 90 anos. Companheira do cineasta Jacques Demy por quase três décadas, Agnès teve dois filhos, Rosalie Varda e Mathieu Demy, ambos ligados ao universo da Sétima Arte. Em 2017, ela recebeu um Oscar honorário pelo conjunto da obra.
Confira os horários de exibições (as sinopses estão disponíveis em www.cinematecapauloamorim.com.br)
Sala Paulo Amorim:
LA POINTE COURTE (80min, 1955) - quinta (dia 19), às 14h
AS PRAIAS DE AGNÈS (110min, 2008) - quinta (dia 19) e sábado (dia 21), às 15h30min
KUNG-FU MASTER! (80min, 1988) - sexta (dia 20) e quarta (dia 25), às 14h
DOCUMENTIRA (65min, 1981) - sexta (dia 20) e terça (23), às 15h30min
DAGUERREÓTIPOS (80min, 1975) - sábado (dia 21), às 14h
OS CATADORES E EU (82min, 2000) - terça (dia 24), às 14h
MUR MURS (82min, 1981) - domingo (dia 22), às 14h
CLÉO DAS 5 ÀS 7 (90min, 1962) - domingo (dia 22); quarta (dia 25), às 15h30min
Sala Eduardo Hirtz:
LA POINTE COURTE (80min, 1955) - sábado (dia 21), às 17h
AS CENTO E UMA NOITES (105min, 1995) - quinta (dia 19), às 17h; domingo (dia 22), às 19h
OS RENEGADOS (105min, 1985) - quinta (dia 19), às 19h; terça (dia 24), às 17h
JACQUOT DE NANTES (118min, 1991) - sexta (dia 20), às 19h; quarta (dia 25), às 17h
AS CRIATURAS (94min, 1966) - sexta (dia 20), às 17h; terça (dia 24), às 19h
OS CATADORES E EU (82min, 2000) - sábado (dia 21), às 19h
UMA CANTA, A OUTRA NÃO (122min, 1977) - domingo (dia 22), às 17h
JANE B. POR AGNÈS V. (97min, 1988) - quarta (dia 25), às 19h
Curtas-metragens:
TIO YANCO (18min, 1967) - sexta-feira (dia 20) às 17h (antes do longa “As Criaturas”)
AO LONGO DA COSTA (26min, 1958) – sábado (dia 21), às 17h (antes do longa “La Pointe Courte”)
ULISSES (22min, 1983) – sábado (dia 21) às 19h (antes do longa “Os Catadores e Eu”)
A ÓPERA-MOUFFE (16min, 1958) - terça-feira (dia 24), às 15h30 (antes do longa “Documentira”)
PANTERAS NEGRAS (28min, 1968) - terça-feira (dia 24), às 19h (antes do longa “As Criaturas”)
Veja o trailer de “Cléo das 5 às 7” no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=JF5d8JXyFWk

ESTRELA DE “NUREMBERG”, RUSSELL CROWE É ACLAMADO PELA CRÍTICA INTERNACIONAL: “O MELHOR TRABALHO DELE EM MUITO TEMPO”

Foto: Diamond Films
“NUREMBERG”, estreia no Brasil em 26 de março e traz uma das mais potentes performances de Russell Crowe (“Gladiador”) nas últimas décadas, como destacam grandes nomes da crítica internacional. No papel de um dos protagonistas, o marechal alemão Hermann Göring, conhecido como o braço direito de Hitler, Crowe “mostra o porquê ele é uma das últimas estrelas do cinema além de um grande performer”, segundo Matt Zoller Seitz no portal Roger Ebert.
Ainda enfatizando a brilhante atuação de Crowe, Peter Bradshaw escreve para o The Guardian que “Russell Crowe foi escalado de forma sagaz como o corpulento e pomposo marechal do Reich Göring; é o melhor trabalho dele em muito tempo, um astuto e ardiloso manipulador brincando de gato e rato psicológico com os americanos”. Já Mick LaSalle, do San Francisco Chronicle, afirma: “não é possível falar o suficiente sobre o quão forte ele [Crowe] está nesse filme, e o quão bem-vinda é cada vez em que ele aparece nas telas. Ele parece capaz de ler as pessoas.”
Para a Variety, Clayton Davis aponta que a “atuação transformadora” de Crowe no filme seria capaz de colocá-lo de novo na corrida pelo Oscar. “Ele não entregava um trabalho tão poderoso desde ‘A Luta pela Esperança’, de Ron Howard. Aqui, Crowe capta o paradoxo entre o carisma e a monstruosidade de Göring, retratando um homem capaz de seduzir uma sala inteira mesmo enquanto seus crimes horrorizam o mundo”.
Com direção de Kristoffer Borgli (“Doente de Mim Mesma” e “O Homem dos Sonhos”), o filme traz Zendaya (“Rivais”, “Duna”) e Robert Pattinson (“Batman”, “Morra, Amor”) como o casal Emma e Charlie, que está prestes a subir ao altar quando uma revelação chocante sobre o passado da noiva coloca futuro do relacionamento em risco. Misturando momentos divertidos com tensão e questionamentos, o filme levanta perguntas como “até onde você conhece a pessoa que está ao seu lado?” e “o que pode ou não ser superado dentro de uma relação?”.
Além da atuação de Russell Crowe e das intenções mais gerais do filme, outro nome recebeu uma atenção especial da crítica: Leo Woodall (“White Lotus” e “Um Dia”), intérprete do Sargento Howie Triest. O filme, dirigido por James Vanderbilt (“Conspiração e Poder”), ainda conta com Rami Malek (“Bohemian Rhapsody”) como o Dr. Douglas Kelley, outro destaque da história como oposição a Göring. Completam o elenco nomes como Michael Shannon (“The Flash”), Richard E. Grant ("Saltburn"), Colin Hanks ("Anônimo 2") e o alemão Andreas Pietschmann (“Dark”).
A trama é centrada no momento após o final da 2ª Guerra Mundial, quando os líderes nazistas remanescentes são capturados e levados a julgamento - o qual dá nome ao filme. Nesse contexto, o psiquiatra norte-americano Douglas Kelley é enviado como o responsável por cuidar da saúde mental dos prisioneiros e garantir que permaneçam vivos. O que ele não esperava era a relação complexa que desenvolveu com um deles, o controverso e carismático Göring, que levou a dilemas éticos e a reflexões sobre bem e mal. Em sua crítica, Seitz sintetiza o longa como um projeto que “quer educar e inspirar ao mesmo tempo em que busca entreter, e não é tímido sobre essas ambições”.
Com estreia nacional marcada para 26 de março, o filme é distribuído pela Diamond Films.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=k0gWBRiN-j8

DITTO: CONEXÕES DO AMOR, ROMANCE SUL-COREANO QUE ATRAVESSA GERAÇÕES, GANHA TRAILER E PÔSTER INÉDITOS

Foto: SATO Company
A nova versão de “DITTO: CONEXÕES DO AMOR”, uma das comédias românticas mais cultuadas do cinema sul-coreano, acaba de ganhar pôster e trailer inéditos e chega aos cinemas brasileiros no dia 26 de março.
Distribuído pela SATO Company, o longa é protagonizado por duas grandes estrelas dos k-dramas já conhecidas pelo público brasileiro: Yeo Jin-goo, de “Hotel del Luna” e “Apostando Alto”, e Cho Yi-hyun, de “All of Us Are Dead” e “A Fada e o Pastor”. O filme é também o terceiro longa-metragem da diretora e roteirista Seo Eun-Young.
Ambientado entre o fim dos anos 1990 e a atualidade, “DITTO: CONEXÕES DO AMOR” é uma versão atualizada do longa de mesmo nome lançado em 2000, no auge da retomada do cinema sul-coreano e que se tornou um cult entre o público local. A refilmagem acompanha as mudanças da tecnologia, mas mantém os elementos-chave do longa original, marcado pela nostalgia e pela delicadeza.
Na trama, dois estudantes universitários, um de 1999 e outro de 2022, descobrem que conseguem se comunicar através de um rádio amador. Na tentativa de compreender como essa relação é possível, os personagens passam a compartilhar suas histórias, ambições e sentimentos, gerando uma história de amor e amizade capaz de atravessar as linhas do tempo.
Veja o trailer: https://www.youtube.com/watch?v=BBpRCsImsMo

“O ESTRANGEIRO”, POR FRANÇOIS OZON, CHEGA AOS CINEMAS EM ABRIL

Foto: California Filmes
Um dos maiores clássicos da literatura mundial, “O ESTRANGEIRO”, obra-prima do franco-argelino Albert Camus, ganha uma nova versão cinematográfica pelas mãos de François Ozon. O longa-metragem, que estreou no Festival de Veneza, chega aos cinemas brasileiros em 16 de abril, com distribuição da California Filmes. Na versão de Ozon, o papel das mulheres na história ganha mais espaço e o filme assume uma postura mais questionadora sobre o colonialismo francês.
O filme é estrelado por Benjamin Voisin, parceiro de Ozon em Verão de 85. Ele interpreta Meursault, um francês que vive na Argélia dos anos 1930 e parece indiferente a tudo e a todos. Essa apatia começa a se transformar quando ele recebe a notícia da morte de sua mãe e, pouco depois, vive um encontro trágico que termina em assassinato. O elenco ainda traz Rebecca Marder, Pierre Lottin, Swann Arlaud e a dupla Denis Lavant e Mireille Perrier, astros do cult francês “Sangue Ruim”.
Marco do existencialismo, a novela de Camus já havia sido adaptada para o cinema por Luchino Visconti e inspirou a letra de “Killing an Arab”, clássico da banda The Cure (usado na trilha sonora do novo filme). “O ESTRANGEIRO” teve quatro indicações ao César, principal prêmio do cinema francês, com Pierre Lottin vencendo como Melhor Ator Coadjuvante. Benjamin Voisin conquistou o Prêmio Lumière, o equivalente francês ao Globo de Ouro, que também premiou o longa como Melhor Filme e Melhor Fotografia.
Veja o trailer: https://www.youtube.com/watch?v=7e3DoPyFH0M

terça-feira, março 10, 2026

Documentário "Cancheiros da Caxuxa” será lançado neste domingo, em Porto Alegre

Foto: Divulgação
Neste próximo domingo, dia 15 de março, estreia o documentário "Cancheiros da Caxuxa”, dirigido pelo jornalista Douglas Torraca. O lançamento ocorre no Clube Glória, na Rua Lima e Silva, 426, na Cidade Baixa, em Porto Alegre, a partir das 18h30min. A entrada é franca.
O filme de 45 minutos propõe um mergulho na história de mais de 70 anos do futebol amador de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A produção reúne depoimentos de jogadores, técnicos, árbitros, dirigentes, torcedores e cronistas esportivos que ajudaram a construir a trajetória do esporte de várzea no município.
Com mais de 40 entrevistas realizadas, o documentário apresenta relatos inéditos de personagens centrais do futebol local, desde o período anterior à emancipação de Cachoeirinha de Gravataí até os dias atuais. A narrativa também estabelece um paralelo com o surgimento da Sociedade Esportiva Cachoeirinha (SEC) e a chegada do Cruzeiro, primeiro clube profissional da cidade.
Produzido por uma equipe que inclui Jean Guerra (cinegrafista) e Gabriel Silveira (jornalista), o projeto foi financiado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) e apoiado pela Prefeitura de Cachoeirinha (SMCEL).
Confira o documentário na integra: https://www.youtube.com/watch?v=e6X_JU_09Ug&t=2649s

“IRON LUNG”

Foto: Paris Filmes
“Iron Lung” é uma ficção científica dirigida por Mark "Markiplier" Fischbach, que também protagoniza o filme, como o personagem Simon. Ele é um homem condenado, que para obter a liberdade, deve realizar uma missão no espaço.
E a trama ocorre num futuro pós-apocalíptico, onde um evento denominado “The Quiet Rapture” resultou no desaparecimento de todas as estrelas e planetas habitáveis do universo.
Assim, Simon é enviado dentro de uma nave em forma de submarino chamada de “Iron Lung”. Sua missão é explorar um oceano de sangue localizado em uma lua distante. A esperança é de tentar encontrar recursos necessários para a sobrevivência dos seres humanos.
E por mais de duas horas, o espectador é torturado por um roteiro ruim, com uma atuação de fazer chorar do diretor/ator, tentando encarnar um Keanu Reeves. Há cada minuto passado, eu me sentia como se estivesse sendo chicoteado.
Um dos piores filmes dos últimos tempos. Sem sombra de dúvida.
Cotação: ruim
Duração: 2h05
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=MM_jLdng4Eo

O filme “Caso 137”, vencedor do César de melhor atriz, ganha data de estreia no Brasil

Foto: Autoral Filmes
Stéphanie, uma policial da Corregedoria, é designada para um caso envolvendo um jovem gravemente ferido durante uma manifestação tensa e caótica em Paris. Embora não encontre evidências de violência policial irregular, o caso toma um rumo pessoal quando ela descobre que a vítima é de sua cidade natal.
Com esta premissa, "Caso 137" ("Dossier 137"), de Dominik Moll, chega aos cinemas brasileiros no dia 16 de abril de 2026. O thriller policial teve sua estreia mundial na competição principal do último Festival de Cannes, onde foi indicado à Palma de Ouro. No recente Prêmio César, considerado o Oscar francês, recebeu oito indicações, vencendo na categoria de melhor atriz para Léa Drucker ("Custódia"). A distribuição é da Autoral Filmes.
"Primeiramente, trata-se de uma investigação cativante, muito precisa e técnica, que se transforma em uma obsessão para a policial", destaca Léa, sobre sua impressão inicial ao ler o roteiro. "Mas o que realmente me impressionou foi a jornada de Stéphanie, sua personagem. No final, fiquei tomada pela emoção. Acho que foi o contraste entre seu rigor extremo e sua humanidade que me impactou", acrescenta. Na França, "Dossier 137" foi um sucesso de público, onde registrou mais de 750 mil ingressos vendidos.
"Caso 137" deu à atriz seu segundo César. O primeiro foi por seu trabalho em "Custódia", de Xavier Legrand.
"Achei a personagem muito comovente. Em uma situação de crise onde a violência dos relacionamentos parece destruir tudo, ela exala muita humanidade. E também inquietação", explica. "É o tipo de papel que não se encontra todos os dias. O filme levanta questões importantes sobre a sociedade sem ser moralista. E, ao ler o roteiro, já era possível sentir seu enorme poder cinematográfico", resume a artista.
O trabalho da IGPN, divisão de Assuntos Internos da polícia francesa, sempre intrigou o diretor Dominik Moll. "Por serem policiais investigando outros policiais, esses homens e mulheres se encontram em uma posição desconfortável", avalia. "São vistos de forma negativa, frequentemente desprezados e às vezes odiados por seus colegas, enquanto são criticados simultaneamente por certos veículos de comunicação que os acusam de serem juízes e júri", complementa.
"Essas tensões me interessaram e, intuitivamente, senti que havia caminhos interessantes para explorar em uma obra de ficção", aponta o realizador do premiado "Harry Chegou para Ajudar". "Como alguém lida com o fato de estar no meio de um fogo cruzado? E com a necessidade de investigar colegas que não fazem segredo de sua animosidade?", questiona Moll, que divide o roteiro com seu parceiro habitual, Gilles Marchand.
Além das premiações e da recepção do público, "Caso 137" também foi bem recebido pela crítica. "Feito com a mesma precisão de corte a laser de seus trabalhos anteriores, mas com uma ênfase maior no processo, o novo thriller de Moll levanta questões para as quais não há respostas fáceis", avalia o The Hollywood Reporter. A Variety ressalta a atuação de Léa como "soberba", enquanto define o filme como "impactante e eficaz". Para o site Collider, o longa é "uma versão francesa emocionante e realista" da série "The Wire".
Veja o trailer de “Césio 137” no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=fw9M3mjvn5c

AGNÈS VARDA GANHA RETROSPECTIVA NA CINEMATECA PAULO AMORIM, A PARTIR DESTA QUINTA-FEIRA, 19 DE MARÇO

Foto: TV Zoom Figura fundamental na história do cinema mundial e uma das pioneiras no rol de mulheres diretoras, Agnès Varda ganha uma retr...