quarta-feira, setembro 09, 2026

“DA MAGIA À SEDUÇÃO: FEITIÇO DO AMOR” (Practical Magic 2)

Fotos: Warner Bros. Pictures
“Da Magia À Sedução: Feitiço de Amor” (Practical Magic 2) sai exatos 28 anos depois de "Da Magia à Sedução", onde Sandra Bullock e Nicole Kidman, que seguem tão lindas quase três décadas depois, interpretam as irmãs feiticeiras Sally e Gillian Owens, respectivamente, com direção de Susanne Bier. A história é baseada no romance “O Livro de Magia”, de Alice Hoffman.
A trama foca em uma maldição que acompanha as mulheres Owen desde os tempos dos puritanos, impedindo que elas possam ter relacionamentos – quando uma passa a amar o companheiro, ele acaba morrendo.
Agora, nesta sequência, a maldição afeta uma das filhas de Gillian, Kylie, vivida por Joey King, que se apaixona pelo jovem Gideon (Xolo Maridueña). A jovem desconhece o mal que afeta a família, pois ela e a irmã Antonia (Maisie Williams), tiveram as memórias apagadas devido aos incidentes ocorridos no primeiro filme. Mas ao ser afetada, quando o namorado sofre um grave acidente, ela decide partir para a Inglaterra, terra ancestral dos seus antepassados, em busca da solução para acabar com a maldição.
Ao saberem da viagem de Kylie, Sally e Gillian, também atravessam o oceano, para tentar salvar a garota, que não sabe os riscos que corre, ao se envolver com bruxos malignos.
“Da Magia À Sedução: Feitiço de Amor” tem mais erros do que acertos. Faz uma boa ponte com a primeira parte, de 1998. Porém não explica bem a passagem de tempo – afinal, quanto tempo se passou entre as sequências, pois Kylie e Antonia parecem ter pouco mais de 20 anos, quando se fossemos somar a diferença de anos entre um filme ou outro, as personagens deveriam ter quase 40 anos. E as cenas de batalhas entre feiticeiros são completamente ridículas. Tem quem goste. E alguns diálogos são, por demais, forçados. Além do que, o filme poderia ter, tranquilamente, meia-hora a menos.
Por outro lado, a trama se mantém fiel à primeira parte, não mudando o jeito de ser das protagonistas. E traz de volta as veteranas Stockard Channing e Dianne Wiest como as adoráveis tias feiticeiras Franny e Jetty, que proporcionam os momentos mais tristes desta sequência.
Duração: 2h10
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=qCQWKOHtQ4Y

quarta-feira, setembro 02, 2026

“NÃO EXISTE ALMOÇO GRÁTIS”

Foto: Descoloniza Filmes
O documentário "Não Existe Almoço Grátis", dirigido por Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel, acompanha a vida de três mulheres negras, Bizza, Jurailde e Socorro, que lideram uma Cozinha Solidária na maior favela do país, Sol Nascente, a apenas 30 km do centro de Brasília.
Todo o processo começou por causa dos danos causados pela pandemia da Covid-19, que além do mortal vírus, também trouxe outro fantasma para as populações carentes: a fome. A falta de políticas públicas para enfrentar a grave situação levou o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) a organizar dezenas de Cozinhas Solidárias, distribuindo almoços grátis por todo o país.
Assim, quando a terrível época do governo Bolsonaro estava terminando, e às vésperas da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Bizza, Jurailde e Socorro, ficaram encarregadas de cozinhar para as centenas de militantes do movimento que chegariam em Brasília para assistir à cerimônia no dia 1º de janeiro de 2023.
As três protagonistas possuem arcos narrativos singulares, apresentados de modo não linear ao longo do filme. Bizza sonha em construir sua casa e abrir seu próprio negócio no lote que conquistou através da luta no MTST. Jurailde, evangélica, vincula sua conexão com a terra à sua ancestralidade indígena e seu passado de trabalho infantil. Socorro, por sua vez, descobre o orgulho de si ao formar sua própria família depois de ter sido abandonada pelo pai na infância.
"Costurando relatos íntimos ao registro vivo e em movimento da força da organização coletiva, o filme é um manifesto contra as máximas neoliberais da meritocracia, do individualismo e do lucro. Sua linguagem visual e sonora marca o contraste da desigualdade social no Distrito Federal, fazendo de Brasília uma personagem símbolo de injustiças a serem superadas. É nesta cidade partida que Socorro, Jurailde e Bizza se conhecem e se tornam coordenadoras de uma das Cozinhas Solidárias do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, distribuindo almoços grátis diariamente", refletem os diretores Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel.
Em meio a ameaças de golpe e crescente violência política, "Não Existe Almoço Grátis" acompanha esta saga de preparação logística e culinária massiva no contexto da posse presidencial mais paradigmática desde a redemocratização. Ao mesmo tempo, o filme traz entrevistas profundas com Bizza, Jurailde e Socorro, cujas vidas têm sido cheias de dificuldades, mas de muita resistência.
O filme traz, ainda, reflexões sobre a importância da organização coletiva e como laços de afeto e comunidade são essenciais para combater estruturas injustas e desafiar máximas de mérito e lucro individual. Na luta diária por moradia e contra a fome, Bizza, Jurailde e Socorro já antecipam muito do que sonham e provam que o futuro se cozinha hoje e a muitas mãos.
Duração: 1h14min
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=VyizSpDFB1Q

quarta-feira, agosto 26, 2026

“PONTO SEM RETORNO” (Point of No Return)

Fotos: 20th Century
“Ponto Sem Retorno”, dirigido pelo veterano Ridley Scott, é baseado no livro “The Dog Stars”, escrito por Peter Heller, e transcorre num futuro pós-apocaliptico, onde a maioria da população mundial acabou morrendo por causa de um violento vírus – e aí vem uma crítica subliminar aos antivacinas, que não aprendem o quanto elas se fazem necessárias para a história da humanidade.
O filme tem como protagonista um mecânico, Hig (Jacob Elordi), que vive isolado num hangar abandonado no Colorado, ao lado de um ex-fuzileiro naval, Bangley (Josh Brolin). Mas com seu cão, passa os dias percorrendo a região em seu pequeno avião, em busca de suprimentos, inclusive ajudando uma comunidade religiosa nas montanhas.
Inquieto e vivendo o luto pela perda de sua mulher e de sua filha pequena, o seu objetivo é sair dali, após escutar uma transmissão de rádio, acreditando que exista um local onde a humanidade possa viver tranquilamente. Por isso, um dia parte, indo parar em uma fazenda também isolada, habitada pela jovem viúva Cima (Margareth Qualey, de A Substância) e seu pai, Pops, um quase irreconhecível Guy Pearce.
Após ser quase expulso do lugar, Hig começa a ganhar a simpatia da dupla. Porém, a calmaria desaba quando são atacados por uma tribo de selvagens, tendo de partir às pressas da fazenda, para mais à frente, encarar outros perigos.
“Ponto Sem Retorno” é um filme com muita ação, suspense, boas cenas de batalhas. E apesar disso, é um requentado de muita coisa que já se viu em filmes pós-apocalípticos. A primeira parte é quase uma cópia de “Eu Sou A Lenda”, com o herói e seu cão vasculhando um lugar abandonado. E depois, surgem as tribos violentas e até canibais pelo caminho. Não tira a força do longa-metragem, mas não traz nada de novo.
Duração: 1h58
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=EpDrdWcksg4

“NOSSO SEGREDO”

Foto: Entre Filmes
A trama foca em uma família preta, que tenta retomar o seu cotidiano ao mesmo tempo em que lida com o luto pela perda do pai. Cada uma das pessoas da casa tem o seu jeito de enfrentar a dor e o silêncio, mas é Tutu, o filho caçula, quem guarda um segredo que pode ajudá-los a confrontar os sentimentos e encontrar um novo caminho.
Duração: 103min
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=p_E7fhQ5EoI

“MUITO PRAZER”

Fotos: Globo Filmes
“Muito Prazer”, de Jorge Furtado, é uma comédia que tem a mesma pegada de filmes impagáveis do diretor, como “Saneamento Básico”, por exemplo. A trama se passa em Porto Alegre, que porém não é identificada, mas em suas cenas iniciais, aparecem imagens das pontes próximas ao Guaíba.
A história fica em Rubem, vivido por Daniel Oliveira, que trabalha como motorista de aplicativo, e totalmente falido. E ele recebe de herança de um tio o decadente Motel Pérola, que está abandonado. A herança, na realidade, para Rubem, significa também ter de resolver as inúmeras dívidas do tio.
Ao chegar no motel, o herdeiro acaba deparando com uma antiga funcionária do lugar, que mora ali por não ter para onde ir, Grace, interpretada por Luisa Arraes.
Depois de um começo de estranhamento entre os dois, chegam num acordo para tirar o motel do buraco. Após alguns tropeços, eles conhecem a técnica em TI Nalva (Samantha Jones, simplesmente sensacional), e criam um plano, onde gravam, com câmeras escondidas nos quartos, os fregueses transando e postando as imagens em sites eróticos. É quando começam a resolver os problemas, mas também a encontrar percalços da era digital.
No entanto, ao serem descobertos, eles terão que provar que os vídeos são falsos, iniciando assim novas filmagens inesperadas para fugirem da cadeia.
A pegada do filme é de muitas tiradas engraçadas, e apesar de “Muito Prazer” falar de sexo, as imagens das pessoas transando são leves, nada de apelativo. E muito, muito divertido. E o trio centra, Daniel de Oliveira, Luísa Arraes e Samantha Jones exibem uma química incrível, passando a impressão de estarem se divertindo muito em cena.
Duração: 1h38min
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=4y7i1Uai9IA

“DAMA”, CURTA-METRAGEM MUSICAL COM A CANTORA DAYA MORAES, ESTREIA NESTA SEXTA-FEIRA, DIA 28

Foto: Divulgação
Nesta sexta-feira, dia 28 de agosto, estreia “Dama”, curta-metragem musical de ficção protagonizado pela cantora, compositora e apresentadora gaúcha Daya Moraes.
A produção audiovisual estabelece um diálogo direto com o universo de seu novo álbum autoral, “Dama do Jogo”, e marca uma nova etapa na trajetória da artista ao conectar música e cinema em um mesmo projeto.
“Dama” não é uma cinebiografia e não retrata a vida de Daya Moraes. O filme apresenta uma história original protagonizada por Luana, personagem que conduz o público por uma jornada marcada por escolhas, expectativas, amadurecimento e pela necessidade de assumir o controle da própria trajetória.
Luana vive cercada por padrões, expectativas e decisões que parecem sempre ser tomadas por outras pessoas. Ao longo de sua jornada, ela se vê diante da necessidade de rever escolhas, enfrentar medos e romper ciclos para compreender que assumir o próprio caminho também significa lidar com as consequências das próprias decisões.
A narrativa aborda temas como identidade, autonomia, autoestima, liberdade, sonhos interrompidos e recomeços, colocando em perspectiva os desafios enfrentados por mulheres diante das expectativas sociais e das escolhas que atravessam a vida adulta.
“Dama fala sobre aquele momento em que a gente percebe que não pode continuar vivendo a história que outras pessoas escolheram para nós. A Luana é uma personagem, não sou eu, mas existem questões nela que reconheço em muitas mulheres. É sobre ter coragem para olhar para a própria vida, fazer escolhas e entender que sempre existe a possibilidade de recomeçar”, disse Daya Moraes.
Um filme que dialoga com o álbum
Embora possam ser apreciados separadamente, “Dama” e “Dama do Jogo” foram concebidos para dialogar. O curta não é um videoclipe, nem uma adaptação literal das músicas. Trata-se de uma obra de ficção que expande, por meio do audiovisual, questões presentes no universo do álbum.
Enquanto as canções percorrem diferentes momentos da experiência feminina, como autoestima, autonomia, afetos, sensualidade, ambição, desafios financeiros, renúncias e coragem, o filme apresenta esses questionamentos por meio de personagens e situações ficcionais.
São, portanto, duas narrativas complementares construídas em linguagens diferentes. O álbum utiliza a música para explorar emoções, conflitos e estados de espírito; o curta utiliza personagens e imagens para ampliar essas discussões. A proposta integra a pesquisa de Daya Moraes sobre as possibilidades de diálogo entre música e audiovisual e representa uma expansão do formato tradicional de lançamento de um trabalho musical.
Com “Dama”, Daya amplia as possibilidades de seu trabalho autoral e propõe uma relação entre música e cinema na qual cada linguagem preserva sua autonomia, mas contribui para a construção de um universo artístico comum.
SERVIÇO
“Dama” – curta-metragem musical de ficção
Estreia: 28 de agosto de 2026
Onde assistir: www.youtube.com/dayamoraes
Duração: 16 minutos e 22 segundos

quarta-feira, agosto 19, 2026

“SÓ POR UMA NOITE” (One Night Only)

Fotos: Universal Pictures
“Só Por Uma Noite” (One Night Only), é dirigido por Will Gluck – conhecido por filmes como "A Mentira" (2010), "Amizade Colorida" (2011) e "Todos Menos Você" (2023), e tem roteiro assinado pelo cineasta em parceria com Travis Braun. A trama, uma história de amor, é ambientada em um universo distópico onde ter relações sexuais antes do casamento é proibido – e as pessoas tem apenas uma noite por ano para transarem, caso sejam solteiras, em uma janela de 12 horas aberta pelo governo – sim, a história remete diretamente para a cinessérie “Uma Noite de Crime”, mas aqui, ao invés de as pessoas cometerem assassinatos, podem legalmente fazer sexo. E não deixa de ser uma crítica a crescente onda conservadora cristã que cresce nos Estados Unidos.
Então “Só Por Uma Noite” coloca o pizzaiolo Owen (Callum Turner) no caminho da cantora de jingles Allie (Monica Barbaro). Ele tem uma namorada, Malika, que horas antes de ser aberta a janela para os casais irem para a cama, diz que usará a noite para transar com um vizinho. Já Allie é uma solteira que quer deixar a solidão para trás.
E durante horas daquela noite única do ano, Owen e Allie se cruzam pelas ruas de Nova Iorque, enquanto tentam achar alguém para transar. E quando encontram, alguma coisa acontece para evitar que o momento se concretize. O filme tem ótimas piadas e o casal protagonista mostra uma química incrível. “Só Por Uma Noite” é daqueles filmes para quem ainda acredita ser possível achar um amor só para chamar de seu.
A ex-musa adolescente Molly Ringwald, quase irreconhecível, interpreta a mãe de Owen e que namora o personagem de LeVar Burton, ator negro da fantástica série ‘Raízes” (1977) e do seriado “Jornada nas Estrelas: Generations”.
Duração: 1h42 min
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=5QtZALyr3kw

“DA MAGIA À SEDUÇÃO: FEITIÇO DO AMOR” (Practical Magic 2)

Fotos: Warner Bros. Pictures “Da Magia À Sedução: Feitiço de Amor” (Practical Magic 2) sai exatos 28 anos depois de "Da Magia à Seduçã...