terça-feira, março 10, 2026

Documentário "Cancheiros da Caxuxa” será lançado neste domingo, em Porto Alegre

Foto: Divulgação
Neste próximo domingo, dia 15 de março, estreia o documentário "Cancheiros da Caxuxa”, dirigido pelo jornalista Douglas Torraca. O lançamento ocorre no Clube Glória, na Rua Lima e Silva, 426, na Cidade Baixa, em Porto Alegre, a partir das 18h30min. A entrada é franca.
O filme de 45 minutos propõe um mergulho na história de mais de 70 anos do futebol amador de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A produção reúne depoimentos de jogadores, técnicos, árbitros, dirigentes, torcedores e cronistas esportivos que ajudaram a construir a trajetória do esporte de várzea no município.
Com mais de 40 entrevistas realizadas, o documentário apresenta relatos inéditos de personagens centrais do futebol local, desde o período anterior à emancipação de Cachoeirinha de Gravataí até os dias atuais. A narrativa também estabelece um paralelo com o surgimento da Sociedade Esportiva Cachoeirinha (SEC) e a chegada do Cruzeiro, primeiro clube profissional da cidade.
Produzido por uma equipe que inclui Jean Guerra (cinegrafista) e Gabriel Silveira (jornalista), o projeto foi financiado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) e apoiado pela Prefeitura de Cachoeirinha (SMCEL).
Confira o documentário na integra: https://www.youtube.com/watch?v=e6X_JU_09Ug&t=2649s

“IRON LUNG”

Foto: Paris Filmes
“Iron Lung” é uma ficção científica dirigida por Mark "Markiplier" Fischbach, que também protagoniza o filme, como o personagem Simon. Ele é um homem condenado, que para obter a liberdade, deve realizar uma missão no espaço.
E a trama ocorre num futuro pós-apocalíptico, onde um evento denominado “The Quiet Rapture” resultou no desaparecimento de todas as estrelas e planetas habitáveis do universo.
Assim, Simon é enviado dentro de uma nave em forma de submarino chamada de “Iron Lung”. Sua missão é explorar um oceano de sangue localizado em uma lua distante. A esperança é de tentar encontrar recursos necessários para a sobrevivência dos seres humanos.
E por mais de duas horas, o espectador é torturado por um roteiro ruim, com uma atuação de fazer chorar do diretor/ator, tentando encarnar um Keanu Reeves. Há cada minuto passado, eu me sentia como se estivesse sendo chicoteado.
Um dos piores filmes dos últimos tempos. Sem sombra de dúvida.
Cotação: ruim
Duração: 2h05
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=MM_jLdng4Eo

O filme “Caso 137”, vencedor do César de melhor atriz, ganha data de estreia no Brasil

Foto: Autoral Filmes
Stéphanie, uma policial da Corregedoria, é designada para um caso envolvendo um jovem gravemente ferido durante uma manifestação tensa e caótica em Paris. Embora não encontre evidências de violência policial irregular, o caso toma um rumo pessoal quando ela descobre que a vítima é de sua cidade natal.
Com esta premissa, "Caso 137" ("Dossier 137"), de Dominik Moll, chega aos cinemas brasileiros no dia 16 de abril de 2026. O thriller policial teve sua estreia mundial na competição principal do último Festival de Cannes, onde foi indicado à Palma de Ouro. No recente Prêmio César, considerado o Oscar francês, recebeu oito indicações, vencendo na categoria de melhor atriz para Léa Drucker ("Custódia"). A distribuição é da Autoral Filmes.
"Primeiramente, trata-se de uma investigação cativante, muito precisa e técnica, que se transforma em uma obsessão para a policial", destaca Léa, sobre sua impressão inicial ao ler o roteiro. "Mas o que realmente me impressionou foi a jornada de Stéphanie, sua personagem. No final, fiquei tomada pela emoção. Acho que foi o contraste entre seu rigor extremo e sua humanidade que me impactou", acrescenta. Na França, "Dossier 137" foi um sucesso de público, onde registrou mais de 750 mil ingressos vendidos.
"Caso 137" deu à atriz seu segundo César. O primeiro foi por seu trabalho em "Custódia", de Xavier Legrand.
"Achei a personagem muito comovente. Em uma situação de crise onde a violência dos relacionamentos parece destruir tudo, ela exala muita humanidade. E também inquietação", explica. "É o tipo de papel que não se encontra todos os dias. O filme levanta questões importantes sobre a sociedade sem ser moralista. E, ao ler o roteiro, já era possível sentir seu enorme poder cinematográfico", resume a artista.
O trabalho da IGPN, divisão de Assuntos Internos da polícia francesa, sempre intrigou o diretor Dominik Moll. "Por serem policiais investigando outros policiais, esses homens e mulheres se encontram em uma posição desconfortável", avalia. "São vistos de forma negativa, frequentemente desprezados e às vezes odiados por seus colegas, enquanto são criticados simultaneamente por certos veículos de comunicação que os acusam de serem juízes e júri", complementa.
"Essas tensões me interessaram e, intuitivamente, senti que havia caminhos interessantes para explorar em uma obra de ficção", aponta o realizador do premiado "Harry Chegou para Ajudar". "Como alguém lida com o fato de estar no meio de um fogo cruzado? E com a necessidade de investigar colegas que não fazem segredo de sua animosidade?", questiona Moll, que divide o roteiro com seu parceiro habitual, Gilles Marchand.
Além das premiações e da recepção do público, "Caso 137" também foi bem recebido pela crítica. "Feito com a mesma precisão de corte a laser de seus trabalhos anteriores, mas com uma ênfase maior no processo, o novo thriller de Moll levanta questões para as quais não há respostas fáceis", avalia o The Hollywood Reporter. A Variety ressalta a atuação de Léa como "soberba", enquanto define o filme como "impactante e eficaz". Para o site Collider, o longa é "uma versão francesa emocionante e realista" da série "The Wire".
Veja o trailer de “Césio 137” no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=fw9M3mjvn5c

“Zico, o Samurai de Quintino”, documentário sobre um dos maiores ídolos do esporte, divulga seu primeiro trailer e pôster

Foto: Vudoo Filmes
Em homenagem ao legado de Arthur Antunes Coimbra, Zico, ídolo máximo do Flamengo e do futebol, a Downtown Filmes lançou o primeiro trailer e o pôster oficial de “Zico, o Samurai de Quintino”, dirigido por João Wainer.
O documentário, que estreia nos cinemas brasileiros em 30 de abril, mergulha na trajetória do craque e apresenta ao público imagens raras, registros de arquivo e bastidores inéditos. A produção revisita não apenas gols antológicos e conquistas marcantes, mas também episódios pouco conhecidos da carreira, os desafios enfrentados ao decidir jogar no Japão e a construção de um legado e inspiração que ultrapassa gerações.
O filme aposta em uma abordagem sensível e inédita, combinando depoimentos exclusivos e conversas com personagens-chave, ex-parceiros e fãs que se tornaram ídolos, como Júnior Maestro, Carpegiani, Carlos Alberto Parreira, Ronaldo Fenômeno, o radialista José Carlos Araújo, entre outros. Além deles, os três filhos de Zico e sua esposa, Sandra, visitam o vasto acervo pessoal do Galinho de Quintino. Ao equilibrar emoção, contexto histórico e análise esportiva, o filme dialoga tanto com quem acompanhou de perto a trajetória do camisa 10 quanto com novas gerações que continuam a descobrir a dimensão de sua influência dentro e fora dos gramados.
“Mais do que as conquistas e glórias do Zico, venho aprendendo com ele lições que vão além do futebol, como humildade, respeito e gentileza. Posso garantir que toda a equipe trabalhou com muita dedicação e afeto para construir um filme emocionante e repleto de informação”, afirma o diretor João Wainer.
O produtor André Wainer complementa e fala que a proposta do projeto é colocar Zico no lugar e na dimensão que ele merece. “Trabalhamos não apenas para trazer elementos novos, mas para usar esses elementos na construção de uma narrativa inédita sobre o Galinho. Gostamos de dizer que este é um filme de não ficção, apesar de muitas jogadas do Zico parecerem fora da realidade”, destaca o produtor.
As filmagens tiveram início em 2023, ano em que Zico completou 70 anos, e passaram por locais emblemáticos como a casa do jogador em Quintino, ruas do Rio de Janeiro e um set especialmente montado para receber convidados. O projeto também percorreu o Japão, país onde ele se tornou um pioneiro e desenvolvedor do futebol, do time operário do Sumitomo à seleção, de quem foi técnico.
A produção reúne ainda um vasto acervo pessoal, com dezenas de fitas VHS, filmes Super-8 e objetos históricos, entre eles, a camisa 10 usada na final do Mundial de 1981 e um caderno com anotações detalhadas de gols ao longo da carreira. Produzido pela Vudoo Filmes e Guará Entretenimento, “Zico, o Samurai de Quintino" é uma coprodução da Globo Filmes, SporTV, Pontos de Fuga e Investimage com patrocínio master do Sicoob e patrocínio da Tim e Austral. Parceiro e facilitador do projeto, o Clube de Regatas do Flamengo também esteve ao lado da produção na viabilização de conteúdos, acervos e conexões institucionais, reforçando o compromisso do clube com a preservação e valorização de sua história e de seus maiores ídolos.
Veja o trailer: https://www.youtube.com/watch?v=Mwt21FirOjA

O CINEMA DE REALIZADORAS GAÚCHAS É O TEMA DE MOSTRA QUE COMEÇA NESTA QUINTA-FEIRA NO CAPITÓLIO

Foto: “O Último Poema" (2015), de Mirela Kruel / Besouro Filmes
A Cinemateca Capitólio, na Rua Demétrio Ribeiro, 1085, no Centro Histórico de Porto Alegre, recebe a partir desta quinta-feira, dia 12, o ciclo de cinema “A Leoa Vai à Caça”, voltado a valorizar diretoras gaúchas. A mostra vai até o domingo, dia 15, com entrada gratuita, apresentando filmes curtas, médias e longas-metragens.
A programação traz 15 filmes, em sessões às 17h e às 19h, e um debate sobre políticas públicas para mulheres no audiovisual. Idealizada e realizada por Betânia Furtado e Renata de Lélis, a mostra tem apoio da Secretaria da Cultura (Sedac) – por meio do Instituto Estadual de Cinema (Iecine) – e de Link Digital, Objetivas, Cinemateca Capitólio e Prefeitura de Porto Alegre.
O ciclo reúne trabalhos de realizadoras pretas, indígenas, brancas e trans, enfatizando a importância do pioneirismo de mulheres que abriram espaços de representatividade. A homenageada desta primeira edição é Ítala Nandi, primeira diretora gaúcha a realizar um longa-metragem no Rio Grande do Sul, intitulado “In Vino Veritas” (1981) – rodado em Caxias do Sul, o documentário será exibido na primeira noite. Além disso, o nome da mostra é inspirado por um filme não concluído de Ítala.
A programação também inclui produções dirigidas por Adalgisa Luz, Ana Luiza Azevedo, Britney Federline, Camila de Moraes, Cristiane Oliveira, Flávia Seligman, Flávia Moraes, Juliana Balhego, Liliana Sulzbach, Lisiane Cohen, Mariani Ferreira, Marta Biavaschi, Mirela Kruel e Patrícia Ferreira Yxapy.
Conforme uma das idealizadoras, Betânia Furtado, “a mostra se assume como início de um movimento. Ela evidencia o quanto ainda há por pesquisar, mapear, restaurar, exibir e reconhecer no cinema feito por mulheres no Rio Grande do Sul”.
A outra organizadora, Renata de Lélis, destaca que “ao reunir inicialmente obras realizadas desde a década de 1980, a mostra propõe um arco histórico que conecta diferentes gerações de realizadoras. Os trabalhos revelam um cinema feito na urgência, na precariedade e na coragem – muitas vezes à margem dos grandes centros e dos circuitos oficiais –, mas profundamente atento às transformações sociais, políticas e culturais de seu tempo”.
No último dia do evento, as diretoras da mostra se reúnem para o debate “Políticas públicas para mulheres no audiovisual”, com participação da diretora do Iecine, Sofia Ferreira. O longa documental “O Caso do Homem Errado” (2017), de Camila de Morais, encerra a atração. Mais informações podem ser conferidas na página do Instagram da mostra.
Programação
Quinta-feira (12/03)
Sessão das 19h
Curta “O Brinco” (1989), 6min. Direção: Flávia Moraes
Sinopse: uma joia presenteada a alguém vai parar na orelha errada, provocando uma série de revelações surpreendentes.
Longa “In Vino Veritas” (1981), 63min. Direção: Ítala Nandi
Sinopse: Ítala Nandi retorna à sua cidade natal, Caxias do Sul, para revisitar suas origens e a história da imigração italiana na região. Entre memórias pessoais e investigação documental, o filme percorre a formação cultural, social e econômica da Serra gaúcha, tendo a uva e o vinho como fios condutores.
Sexta-feira (13/3)
Sessão das 17h
Média “Bola de Fogo” (1997), 45min. Direção: Marta Biavaschi
Sinopse: um casal passa o feriado de Carnaval numa praia paradisíaca, onde vive uma pequena comunidade de pescadores em via de transformação com a chegada de veranistas.
Longa “O Último Poema” (2015), 72min. Direção: Mirela Kruel
Sinopse: Helena Maria se correspondeu com Carlos Drummond de Andrade durante 25 anos. Que belezas da existência essa correspondência revela? “O Último Poema” nos leva a uma viagem às profundidades dessa correspondência em imagens surpreendentemente poéticas e cheias de ternura.
Sessão das 19h
Curta “Léo” (2015), 15min. Direção: Mariani Ferreira
Sinopse: Rodrigo não aceita a homossexualidade do irmão caçula. Por conta disso, terá que sofrer as consequências de seus atos. Escrito e dirigido pela estreante Mariani Ferreira, o filme tem argumento de Jaqueline Loreto e é produzido por Renate Ritzel Melgar. Muitas das funções da ficha técnica são assinadas pela produtora gaúcha Praça de Filmes, que integrou a equipe na fase de elaboração do projeto e tem à sua frente o diretor de fotografia Maurício Borges de Medeiros. Obra filmada em Porto Alegre e financiada pelo Edital Curta-Afirmativo, do Ministério da Cultura.
Longa “Mulher do Pai” (2015), 94min. Direção: Cristiane Oliveira
Sinopse: Ruben e Nalu moram no campo, perto da fronteira Brasil-Uruguai. Quando ele percebe que a filha, aos 16 anos, já é uma mulher, uma nova proximidade surge entre os dois. O estranhamento inicial dá lugar ao ciúme quando Rosario, uma atraente uruguaia, ganha espaço na vida de ambos.
Sábado (14/3)
Sessão das 17h
Curta “Hoje Tem Felicidade” (2005), 14min. Direção: Lisiane Cohen
Sinopse: Rui queria muito ser feliz. Mesmo que fosse ao extremo.
Curta “A Noite do Sr. Lanari (2002)”, 11min. Direção: Flavia Seligman
Sinopse: baseado no conto “Cabecita Negra”, do escritor argentino Germán Rozenmacher, o filme aborda a autoridade presente nos anos das ditaduras, na América Latina.
Média “A Invenção da Infância” (2000), 26min. Direção: Liliana Sulzbach
Sinopse: ser criança não significa ter infância.
Média “As Bicicletas de Nhanderu” (2011), 45min. Direção: Patrícia Ferreira Yxapy
Sinopse: documentário imersivo produzido pelo Coletivo Mbyá-Guarani de Cinema e Vídeo nas Aldeias. Retrata a vida, espiritualidade e conflitos da aldeia Koenju, em São Miguel das Missões (RS). O filme aborda o impacto da cultura branca sobre os Mbyá-Guarani e a necessidade de fortalecer as tradições, focando na construção de uma nova casa de reza.
Sessão das 19h
Curta “Quero Ir para Los Angeles” (2019), 19min. Direção: Juliana Balhego
Sinopse: Maria é uma menina negra universitária que decide fazer sua primeira viagem internacional, e o destino escolhido é Los Angeles. Entretanto, o que se revela é que o esforço próprio não é o único propulsor para o alcance desse objetivo.
Longa “Antes que o Mundo Acabe” (2009), 100min. Direção: Ana Luiza Azevedo
Sinopse: Daniel é um adolescente crescendo em seu pequeno mundo com problemas que lhe parecem insolúveis: como lidar com uma namorada que não sabe o que quer, como ajudar um amigo que está sendo acusado de roubo e como sair da pequena cidade onde vive. Tudo começa a mudar quando ele recebe uma carta do pai que ele nunca conheceu. Em meio a todas essas questões, ele será chamado a realizar suas primeiras escolhas adultas e descobrir que o mundo é muito maior do que ele pensa.
Domingo (15/3)
Sessão e debate das 17h
Curta “Logos” (2025), 11min. Direção: Britney Federline
Sinopse: após uma internação hospitalar, Britney segue numa viagem de carro onde o tempo se embaralha. Ao longo do trajeto, ela tenta compreender sua relação com as pessoas, com o afeto e com a própria corporalidade.
Debate “Políticas públicas para mulheres no audiovisual”, com a presença de diretoras da mostra e da diretora do Iecine, Sofia Ferreira
Sessão das 19h
Curta “Café Paris” (2004), 9min. Direção: Adalgisa Luz
Sinopse: uma garota que toma muito café e nunca esteve em Paris.
Longa “O Caso do Homem Errado” (2017), 77min. Direção: Camila de Morais
Sinopse: o documentário conta a história do jovem operário negro Júlio César de Melo Pinto, que foi executado pela Brigada Militar, nos anos 1980, em Porto Alegre. O crime ganhou notoriedade após a imprensa divulgar fotos de Júlio César sendo colocado com vida na viatura e, 37 minutos depois, chegar ao hospital morto a tiros. O filme traz o depoimento do fotógrafo que fez as imagens que tornaram o caso conhecido, Ronaldo Bernardi, da viúva do operário, Juçara Pinto, e de nomes respeitados da luta pelos direitos humanos e do movimento negro no Brasil.
Serviço
Mostra de filmes “A Leoa Vai à Caça”
Local: Cinemateca Capitólio
Endereço: Rua Demétrio Ribeiro, 1085, Centro Histórico, Porto Alegre
Quando: De quinta-feira (12/3) a domingo (15/3)
Horário: 17h e 19h
Entrada gratuita
Mais informações na página do Instagram: https://www.instagram.com/mostra.aleoavaiacaca/
Veja trailer “O Último Poema” no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=Y2AXmMikclk

quarta-feira, março 04, 2026

“A NOIVA” (The Bride)

Foto: Warner Bros
Com direção de Maggie Gyllenhaal, “A NOIVA” (The Bride) faz uma releitura feminista da história do monstro criado por Victor Frankenstein, da obra imortal de Mary Shelley escrita em 1818, “Frankenstein”.
A primeira versão da subtrama do romance de Shelley, “A Noiva de Frankenstein” foi lançada em 1935. Agora, a história se passa mais de cem anos após a criação do monstro, aqui vivido por Christian Bale em fabulosa atuação e com uma grande maquiagem do personagem. Sozinho no mundo, a solidão bate à sua porta, e ele viaja até a Chicago dos anos 1930, onde entra em contato com a cientista Dra. Euphronious (Annette Bening). Ele, apaixonado pelo cinema e fã do ator Ronnie Reed, vivido por Jack Gyllenhaal, pede que ela crie uma companheira para o solitário ser.
Então, juntos, os dois tiram de uma cova a jovem assassinada Ida (Jessie Buckley, também em excelente atuação), que revivida, se transforma na Noiva, ou Penelope para o monstro, que passa a ser chamado de Frank – e o monstro ser chamado de Frankenstein é um erro básico criado ao longo dos tempos. Ele nunca teve nome, e Frankenstein é na realidade o cientista que o criou.
Bem, voltando ao filme. A Noiva não se lembra do que ocorreu com ela, mas tem flashs de sua vida passada, e solta palavras como se fosse portadora da Sindrome de Tourette. E no começo, ela se mostra indiferente ao monstro, mas aos poucos os dois vão criando laços de afetividade, ainda mais quando são vistos como anormais pelas pessoas. Só lhes resta fugir e tentar viver um amor, no caso deles, quase impossível, enquanto são caçados por dois detetives, Myrna (Penélope Cruz) e Jake (Peter Sarsgaard).
“A Noiva” é repleto de referências cinematográficas, como os nomes de vários personagens homenageando atores e atrizes, como Ida e Lupino (um dos gângsteres), em referência a Ida Lupino, Annete e Penelope. Além disso, o filme apresenta cenas recordando “Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas” – o casal fugindo da polícia, sendo fuzilado e por aí vai. E também traz momentos atuais para algo passado nos anos 1930, como as mulheres tomando o protagonismo das ações.
Cotação: ótimo
Duração: 2h06
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=y2wQOA_nfOM

KOKUHO - O PREÇO DA PERFEIÇÃO (Kokuho)

Foto: Imovision
“Kokuho – O Preço da Perfeição” (Kokuho), direção de Sang-il Lee, é um belo filme de resiliência, persistência, e de muito sacrifício, mas também de escândalos e traições, tudo por causa da busca incessante pela fama.
A trama se inicia em 1964 na ainda traumatizada Nagasaki (uma das duas cidades afetadas pelo lançamento da bomba atômica no final da II Guerra Mundial) e transcorre por mais 50 anos, focando no jovem Kikuo Tachibana (Ryô Yoshizawa). Ele tem 14 anos e é filho do líder de uma gangue da organização criminosa Yakuza, que acaba assassinado por rivais.
Órfão, Kikuo é adotado por Hanai Hanjiro (Ken Watanabe), um famoso ator de Kabuki – tradicional teatro japonês, com mais de 400 anos de história, caracterizado por maquiagens pesadas, figurinos extravagantes, música e dança, mostrando dramas históricos e conflitos de amorm, e onde todos os papéis, sejam masculinos ou femininos são interpretados por homens.
E ao lado de Shunsuke (Ryusei Yokohama), o único biológico filho do astro, Kikuo decide se dedicar à arte por trás dom Kabuki e se afastar de uma possível vida de crimes. Os dois jovens criam fortes laços, enquanto se dedicam aos estudos do Kabuki, sendo severamente tratados pelo mestre, que não dispensa até violência para ensiná-los a serem astros. Porém, já na fase adulta, Kikuo mostra mais talento para a arte dramática exigida, sendo o preferido de Hanjiro.
Uma crise entre os dois colegas acaba acontecendo, com Shunsuke aparentemente desistindo e Kikuo seguindo em frente, mas perdendo os escrúpulos para se tornar o melhor ator de kabuki da história – em determinado momento, ele chega a contar para a filha pequena ter feito um pacto com o diabo para chegar aonde almejava.
Em certos momentos, o filme perde um pouco o ritmo e suas quase 3 horas de duração são exageradas. Mesmo assim, o drama é muito bom, mostrando o que um ser humano pode fazer para alcançar suas metas.
O filme é o mais assistido da história do Japão, com mais de 12 milhões de espectadores.
Cotação: bom
Duração: 2h55min
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=QLH4c-L7F6I

Documentário "Cancheiros da Caxuxa” será lançado neste domingo, em Porto Alegre

Foto: Divulgação Neste próximo domingo, dia 15 de março, estreia o documentário "Cancheiros da Caxuxa”, dirigido pelo jornalista Doug...