“NUREMBERG”, estreia no Brasil em 26 de março e traz uma das mais potentes performances de Russell Crowe (“Gladiador”) nas últimas décadas, como destacam grandes nomes da crítica internacional. No papel de um dos protagonistas, o marechal alemão Hermann Göring, conhecido como o braço direito de Hitler, Crowe “mostra o porquê ele é uma das últimas estrelas do cinema além de um grande performer”, segundo Matt Zoller Seitz no portal Roger Ebert.
Ainda enfatizando a brilhante atuação de Crowe, Peter Bradshaw escreve para o The Guardian que “Russell Crowe foi escalado de forma sagaz como o corpulento e pomposo marechal do Reich Göring; é o melhor trabalho dele em muito tempo, um astuto e ardiloso manipulador brincando de gato e rato psicológico com os americanos”. Já Mick LaSalle, do San Francisco Chronicle, afirma: “não é possível falar o suficiente sobre o quão forte ele [Crowe] está nesse filme, e o quão bem-vinda é cada vez em que ele aparece nas telas. Ele parece capaz de ler as pessoas.”
Para a Variety, Clayton Davis aponta que a “atuação transformadora” de Crowe no filme seria capaz de colocá-lo de novo na corrida pelo Oscar. “Ele não entregava um trabalho tão poderoso desde ‘A Luta pela Esperança’, de Ron Howard. Aqui, Crowe capta o paradoxo entre o carisma e a monstruosidade de Göring, retratando um homem capaz de seduzir uma sala inteira mesmo enquanto seus crimes horrorizam o mundo”.
Com direção de Kristoffer Borgli (“Doente de Mim Mesma” e “O Homem dos Sonhos”), o filme traz Zendaya (“Rivais”, “Duna”) e Robert Pattinson (“Batman”, “Morra, Amor”) como o casal Emma e Charlie, que está prestes a subir ao altar quando uma revelação chocante sobre o passado da noiva coloca futuro do relacionamento em risco. Misturando momentos divertidos com tensão e questionamentos, o filme levanta perguntas como “até onde você conhece a pessoa que está ao seu lado?” e “o que pode ou não ser superado dentro de uma relação?”.
Além da atuação de Russell Crowe e das intenções mais gerais do filme, outro nome recebeu uma atenção especial da crítica: Leo Woodall (“White Lotus” e “Um Dia”), intérprete do Sargento Howie Triest. O filme, dirigido por James Vanderbilt (“Conspiração e Poder”), ainda conta com Rami Malek (“Bohemian Rhapsody”) como o Dr. Douglas Kelley, outro destaque da história como oposição a Göring. Completam o elenco nomes como Michael Shannon (“The Flash”), Richard E. Grant ("Saltburn"), Colin Hanks ("Anônimo 2") e o alemão Andreas Pietschmann (“Dark”).
A trama é centrada no momento após o final da 2ª Guerra Mundial, quando os líderes nazistas remanescentes são capturados e levados a julgamento - o qual dá nome ao filme. Nesse contexto, o psiquiatra norte-americano Douglas Kelley é enviado como o responsável por cuidar da saúde mental dos prisioneiros e garantir que permaneçam vivos. O que ele não esperava era a relação complexa que desenvolveu com um deles, o controverso e carismático Göring, que levou a dilemas éticos e a reflexões sobre bem e mal. Em sua crítica, Seitz sintetiza o longa como um projeto que “quer educar e inspirar ao mesmo tempo em que busca entreter, e não é tímido sobre essas ambições”.
Com estreia nacional marcada para 26 de março, o filme é distribuído pela Diamond Films.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=k0gWBRiN-j8


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