quarta-feira, março 25, 2026

“Eles Vão te Matar” (They Will Kill You)

Foto: Warner Bros
Dirigido por Kirill Sokolov, “Eles Vão te Matar” (They Will Kill You) é um filme de terror com um ritmo acelerado – lembrei muito de “Um Drink no Inferno” em alguns momentos, e muito, muito sangue jorrando na tela. e membros decepados, mas logo regenerados. Sim, a trama ainda traz momentos sobrenaturais.
A personagem Asia Reaves (Zazie Beetz) arranja um emprego de empregada em um antigo prédio nova-iorquino, o Virgil (na realidade as filmagens foram realizadas na Cidade do Cabo, na África do Sul). Mas logo percebe que caiu em uma tremenda furada – os proprietários do local são membros de um culto satanista, que exigem frequentemente sacríficios humanos, para manterem suas imortalidades. E ela é, digamos assim, a vítima da vez para ser sacrificada.
Mas Asia não foi ao local impunemente. A garota tem uma missão, tentar resgatar sua irmã Maria (Myha'la), que estava trabalhando no prédio, e acabou desaparecendo. E Asia, mesmo sem saber com o que lidaria, foi preparada para enfrentar o desconhecido, e se torna um alvo muito difícil de ser derrubado.
E em meio a facadas, tiros, machadadas, os personagens se embrenham pelos corredores e interiores do prédio. O ritmo de “Eles Vão Te Matar” é insano...pausas para respirar apenas quando surgem flashbacks para explicar como as personagens, principalmente Maria, foi parar naquela situação. Ela carrega uma grande culpa por, dez anos antes, ter deixado a irmã para trás, sob o controle de um pai abusivo – mesmo assim, passou a década presa por tentativa de homicídio.
O filme segue um espiral de violência explicita praticamente do começo ao fim. Zazie Beetz assume com muito vigor o protagonismo, com sua personagem sofrendo todo tipo de sofrimento físico, mas sabendo que não pode vacilar, pois isso custaria a vida.
“Eles Vão Te Matar” tem ainda as participações de Patricia Arquette como uma governanta muito, muito maligna, Heather Graham, Tom Felton, Myha'La e Paterson Joseph.
Cotação: regular
Duração: 1h35min
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=NkcaGqZ8jUY

“Tatame”

Foto: Kajá Filmes
Em época onde o Irã está nas manchetes, envolvido em uma guerra contra os Estados Unidos e Israel, chega o filme “Tatame”, com direção de Guy Nattiv (vencedor do Oscar de curta-metragem por “Skin”) e Zar Amir Ebrahimi (Melhor Atriz no Festival de Cannes por “Holy Spider”), sendo a primeira coprodução cinematográfica dirigida por cineastas do Irã e de Israel.
Irã e Israel tem uma rixa violenta no Oriente Médio, pois o país islâmico, além de não reconhecer o estado judeu, ainda fomenta os grupos guerrilheiros palestinos, como por exemplo o Hamas.
E a trama de “Tatame”, baseada em eventos reais, é ambientada durante a disputa de um Campeonato Mundial de Judô. A judoca iraniana Leila (Arienne Mandi) vai vencendo todas as suas competidoras, e o seu caminho para ganhar a medalha de ouro acaba esbarrando em uma questão totalmente política.
Os líderes políticos de seu país se dão conta que ela, com grande potencial para chegar à decisão, pode ter de enfrentar uma judoca israelense, e isso é inadmissível para eles, visto não reconhecerem o estado de Israel – aí fiquei pensando, como são burros, deveriam deixar Leila combater com a israelense, pois caso ganhassem, poderiam dizer que seu país é mais forte do que os rivais...
Então para evitar um conflito interno, passam a exigir que Leila abandone o campeonato ou finja uma lesão para evitar ter de lutar com a israelense.
Leila passa a sofrer pressão de todos os lados, inclusive de sua treinadora, Maryam (a própria diretora Zar Amir), que carrega traumas semelhantes do passado. As duas sofrem chantagens e veem suas famílias serem ameaçadas, caso não acatem as ordens vindas de Tehran.
“Tatame” é um grande retrato de como a política é suja, interferindo no desenvolvimento esportivo. Cena forte e marcante é quando Leila tira seu lenço, deixando os cabelos à mostra durante uma luta, provocando o regime iraniano – onde as mulheres devem, pelas leis islâmicas, sempre deixarem os cabelos escondidos, pois eles “podem provocar a libido masculina”.
Fotografado em preto e branco, com câmera móvel e próxima aos corpos das personagens, “Tatame” transforma cada luta em cena de alta tensão cinematográfica.
O filme recebeu o Brian Award no Festival de Veneza, prêmio dedicado a obras que promovem valores como direitos humanos, democracia e liberdade de consciência, sem distinção de gênero ou religião — distinção que, em 2024, também foi concedida a “O Quarto ao Lado”, de Pedro Almodóvar. Além disso, “Tatame” conquistou dois prêmios no 36º Festival Internacional de Cinema de Tóquio: o Prêmio Especial do Júri e o de Melhor Atriz para Zar Amir Ebrahimi, codiretora e também atriz do filme.
Cotação: ótimo
Duração: 105 min
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=Ocb_2uH55CQ</blockquote>

“Ditto: Conexões do Amor” (Ditto)

Foto: Sato Company
“Ditto: Conexões do Amor”, dirigido por Eun-young Seo, é a releitura do filme homônimo de 2000, que teve a direção de Kim Jung Kwon, e acompanha a vida de Yoo So-Eun (Kim Ha Neul), uma estudante universitária, em 1979, que se comunicava com Ji In (Yoo Ji Tae), e apesar de serem estudantes da mesma universidade, o garoto vivia algumas décadas depois da que ela estava.
A nova versão apresenta mudanças tecnológicas e comportamentais, mas sem deixar de lado a essência romântica que transformou o original em um cult.
O novo filme conta a história de Kim Yong (Yeo Jin Goo), um jovem estudante de Engenharia Mecânica em 1999, e que sofre de amor por sua grande paixão, Seo Han Sol (Kim Hye Yoon), sua grande paixão, ele encontra um rádio-amador antigo. Só que sem saber, o aparelho é uma espécie de máquina do tempo. E através dele, Seo passa a se comunicar com Kim Mu Nee (Cho Yi Hyun), uma estudante de Sociologia da mesma universidade. Os dois vão criando um forte laço de amizade pelas ondas do rádio, e combinam de se encontrar.
No entanto, existe entre eles um grande empecilho: Mu Nee vive em 2022. Até os dois entenderem o que se passa, ocorrem muitos desentendidos entre os dois – um acha que o outro está zoando do outro e vice-versa. A sacada é genial.
E apesar do laço atemporal, surge entre eles uma grande conexão e um laço de amizade profunda, pois passam a dividir histórias, sonhos e sentimentos. A dupla acaba construindo uma relação que atravessa o tempo, apresentando afinidades e uma ligação surpreendentes.
Cotação: bom
Duração: 1h54min
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=BBpRCsImsMo

“13 Dias, 13 Noites” (13 Jours, 13 Nuits)

Foto: California Filmes
“13 Dias, 13 Noites” (13 Jours, 13 Nuits), dirigido por Martin Bourboulon (Os Três Mosqueteiros: D'Artagnan; Os Três Mosqueteiros: Milady; Eiffel), mostra o retorno do Talibã ao controle do Afeganistão após mais de duas décadas. O filme é baseado no livro do comandante Mohamed Bida, chefe da segurança da embaixada francesa durante o período em que tropas internacionais ocuparam o território afegão.
Em 2020, os Estados Unidos, que controlavam o território do país asiático havia quase 30 anos e que expulsara os fanáticos do Talibã, anunciou que retiraria suas tropas do Afeganistão no começo do ano seguinte.
A população, que vivia em extrema pobreza, pelo menos, tinha o controle de suas vidas e as mulheres haviam podido voltar a trabalhar, estudar e ter suas liberdades individuais. Porém, sabiam que sob o Talibã, tudo ruiria.
E os fanáticos religiosos, tão logo os Estados Unidos e seus países aliados, foram embora, voltaram para a capital Cabul, trazendo o pânico à população – lembrando muito o que ocorreu no Vietnã e Camboja em 1975, quando da saída dos americanos – as tropas vencedoras tomaram as ruas das cidades, provocaram o caos, e passaram a perseguir aqueles que haviam trabalhado ao lado dos ocupantes do país.
E com Cabul tomada pelos Talibãs, uma das únicas chances de refúgio para os afegãos é a Embaixada da França, que ainda mantinha alguns funcionários. Sob proteção do comandante Mohamed Bida (vivido no filme por Roschdy Zem), e das tropas francesas, o local tornou-se palco de refúgio para cerca de 300 afegãos caçados pela milícia talibã.
Durante exatos 13 dias e 13 noites, Bida e seus poucos soldados tiveram de lidar com várias pessoas desesperadas dentro da embaixada, e também com a pressão dos talibãs, que ameaçavam invadir o local, mesmo desrespeitando leis internacionais, para capturarem suas vítimas.
Desde fazer listas de quem teria direito a ir embora sob o cuidado dos franceses, alimentação, higiene, foram dias cruéis. E a última missão da tropa era, ainda, atravessar Cabul com centenas de pessoas, e tentar chegar até o aeroporto, para a evacuação.
O filme, apesar de se conhecer como tudo acabou, mantém a tensão e o suspense em suas quase duas horas de intensas cenas de ação, e com grande reconstituição dos eventos.
Cotação: excelente
Duração: 112 min
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=benAcXswGv4

"Velhos Bandidos"

Foto: Paris Filmes
"Velhos Bandidos", direção de Cláudio Torres, é simplesmente um desperdício de tempo, talentos e tudo de errado em um filme, que conta com um elenco estelar nacional. Mas se afunda na falta de carisma dos personagens, nas piadas sem graça, nos tiques nervosos e desnecessários de seus personagens.
E olha que “Velhos Bandidos” traz ninguém mais, ninguém menos do que nossa primeira dama do cinema nacional, Fernanda Montenegro. Será que a aposentadoria dela atrasou, para ela embarcar e, tal furada:
Na trama, ela vive Marta, que ao lado de R odolfo, interpretado por Ary Fontoura, são um casal de aposentados que planejam o crime perfeito, após terem o dinheiro de uma vida ser afanado deles – a ideia é simplesmente um grande assalto a um banco.
Para concretizar o plano, obrigam o jovem casal de ladrões Nancy e Sid (sim, você não leu errado), interpretados por Bruna Marquezine e Vladimir Brichta, a se juntarem a eles.
Mas enquanto planejam o assalto, passam a ser investigados pelo detetive Oswaldo Aranha, papel de Lázaro Ramos, cuja filha está desenganada em um hospital, pois o remédio que precisa para sobreviver, custa muito mais do que o salário de um policial honesto consegue pagar. Pistas...
O elenco de apoio também naufraga vergonhosamente, com nomes de veteranos como Tony Tornado, Vera Fischer, Reginaldo Faria, Nathália Timberg e Teca Pereira.
Tudo em "Velhos Bandidos" é desperdiçado, previsível, soluções fáceis e incoerentes. Traz um roteiro tantas vezes explorado no cinema, mas com muito mais graça. Aliás, era para ser uma comédia...e nenhuma cena provoca uma mínima risada, só vergonha alheia.
Cotação: ruim
Duração: 1h38
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=FWIX2wi9nNU

Filme sobre a Palestina será exibido na Sala Redenção durante a I Conferência Nacional Antifascista em Porto Alegre

Foto: Fabulário Filmes
O documentário “Notas Sobre um Desterro”, dirigido por Gustavo Castro, terá uma sessão especial em Porto Alegre, neste sábado, dia 28 de março, às 10h15, na Sala Redenção, na Rua Engenheiro Luiz Englert, 333, Parque Farroupilha, Bom Fim.
A exibição integra a programação da I Conferência Internacional Antifascista e será seguida de um debate com o diretor e com a participação de Ualid Rabah, presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL). A conversa com o público terá mediação de Kelly Demo Christ, diretora de comunicação do Clube de Cinema de Porto Alegre, que participa da atividade como parceiro da sessão.
O documentário aborda a realidade da Palestina sob ocupação israelense, reunindo registros realizados na Cisjordânia, imagens de arquivo e materiais produzidos pelos próprios palestinos durante a guerra em Gaza. Ao costurar esses diferentes materiais, o documentário constrói um relato sensível e político sobre os impactos da ocupação militar, do apartheid institucionalizado e da violência colonial na vida cotidiana da população palestina.
As filmagens começaram em 2018, quando Castro e o fotógrafo Rafael de Oliveira viajaram à Cisjordânia com a intenção inicial de investigar histórias de convivência entre diferentes comunidades e religiões na região. Durante cerca de um mês, a equipe percorreu cidades e vilarejos palestinos, sendo acolhida por uma família palestino-brasileira no vilarejo de Kobar.
Com a escalada da violência na região e os acontecimentos iniciados em outubro de 2023, o projeto foi revisitado e ganhou nova forma. O material original foi reeditado e combinado com registros históricos e vídeos compartilhados nas redes sociais por palestinos que documentam, em tempo real, os efeitos da guerra sobre a população civil.
A sessão na Sala Redenção, aberta à comunidade e gratuita, será uma oportunidade para que o público assista ao filme em sala de cinema e participe de um debate com o diretor Gustavo Castro e com Ualid Rabah sobre o processo de realização da obra, os desafios éticos envolvidos na utilização de imagens de guerra e o papel do audiovisual na construção de memória e reflexão política.
Serviço
O que: Sessão do filme “Notas Sobre um Desterro” (Gustavo Castro, 2025), seguida de bate-papo com o diretor e com Ualid Rabah (FEPAL). Parte da programação da I Conferência Nacional Antifascista em parceria com o Clube de Cinema de Porto Alegre
Local: Sala Redenção – UFRGS
Endereço: Rua Engenheiro Luiz Englert, 333, Parque Farroupilha, Bom Fim
Quando: 28 de março, sábado
Horário: 10h15
Entrada: Gratuita
Veja o Trailer "Notas Sobre um Desterro" no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=Sc0bfTbM7Fw

quarta-feira, março 18, 2026

“Enzo”

Foto: Mares Filmes
“Enzo”, com direção de Laurent Cantet e Robin Campillo, é um filme que foca em tema sensível, mostrando a vida de um garoto de 16 anos que busca entender seu lugar no mundo.
Enzo, o estreante Eloy Pohu, vem de uma família de posses no sul da França – o irmão mais velho estuda para entrar em uma das universidades mais prestigiadas do país. Porém, ele rejeita os planos dos pais, e deseja algo bem mais simples: ser pedreiro. Desta forma, consegue uma colocação como aprendiz em uma obra na região, apesar de não conseguir mostrar nenhuma aptidão para a profissão.
Só que Enzo não desiste, apesar das exigências de seu chefe, que resolve dar mais chances ao adolescente. Porém, as coisas começam a mudar na vida de Enzo, que vai descobrindo os desejos sexuais, inicialmente com uma amiga. Mas logo, ele se encanta por um colega de trabalho ucraniano, o encantador Vlad (Maksym Slivinskyi).
Enzo começa a ter dúvidas de sua sexualidade. Ele seria gay ou é apenas um desejo passageiro? O garoto investe no colega, que vive preocupado, pois não sabe se fica na segura França ou retorna para sua terra natal e lutar na guerra entre Rússia e Ucrânia.
“Enzo” é um bom filme, conseguindo tratar com sensibilidade assuntos como escolhas de vida, amadurecimento e sexualidade. Simples e honesto.
Cotação: bom
Duração: 1h42min
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=HQ32_n2FfqQ

“Casamento Sangrento: A Viúva” (Ready or Not 2: Here I Come)

Foto: 20th Century Fox
“Casamento Sangrento: A Viúva” (Ready or Not 2: Here I Come), dirigido pela dupla Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, é a continuação do filme “Casamento Sangrento”, de 2019. Nesse, protagonista Grace ( Samara Weaving) casou com o herdeiro de uma família satânica e precisou escapar dos psicopatas durante toda uma noite para sobreviver. Agora, o novo filme mostra os dias seguintes aos eventos iniciais, mais gore e violento do que seu antecessor.
Gracie acorda no hospital, algemada, sendo acusada de ter praticado vários assassinatos. Eis que surge sua irmã, Faith (Kathryn Newton). E as duas, brigadas, não se falavam há 7 anos. O problema é que a família de seu ex-noivo, os Le Domas, faziam parte de uma organização de várias outras famílias satanistas, que dominam a região. E estas famílias, lideradas pelo magnata Chester Danforth (nada mais que o cineasta David Cronenberg) acham que Grace é a chave para os clãs manterem seus poderes e fortunas.
As famílias, vindas de diversas partes do mundo, se unem na mansão de Danforth para caçar Grace e Faith, que seguindo o clichê de duplas improváveis, no começo se odeiam, mas obrigadas a unirem forças para escapar da morte, criam uma grande empatia. As duas têm de escapar de assassinos durante quase 24 horas – só serão livres se se mantiverem vivas até o amanhecer.
“Casamento Sangrento: A Viúva”, assim como o filme anterior, traz um elenco de peso, desde Cronenberg, passando pela eterna Buffy (Sarah Michelle Gellar, Shawn Hatosy (talvez o grande destaque dos vilões), Néstor Carbonell, Olivia Cheng, Elijah Wood, Kevin Durand, entre outros. Todos parecendo se divertir muito, ainda mais que seus personagens vão morrendo das formas violentas, algumas até de forma engraçada.
O filme deixa alguns pontos soltos, mas mesmo assim, consegue manter a essência do longa-metragem original, mantendo o humor e o gore. A gente sabe que as mocinhas vão sobreviver, mas mesmo assim sofremos e torcemos para que elas escapem de seus perseguidores.
Cotação: ótimo
Duração: 1h48min
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=tpWh7NWRnJI

DOCUMENTÁRIO DO IRON MAIDEN TEM TRAILER DIVULGADO

Foto: Camila F. Cara
Os fãs de heavy metal já têm motivo pra contar os dias: o primeiro trailer de “Iron Maiden: Burning Ambition” foi divulgado e antecipa um mergulho profundo na trajetória de uma das maiores bandas de todos os tempos.
O documentário estreia nos cinemas brasileiros em 7 de maio e os ingressos já podem ser adquiridos através do site Ingresso.Com.
O filme revisita os 50 anos de história do Iron Maiden, acompanhando a jornada de nomes como Steve Harris, Bruce Dickinson e companhia, além de revelar bastidores inéditos com acesso direto aos arquivos oficiais da banda.
Entre os convidados especiais, aparecem figuras como Lars Ulrich, o ator e superfã Javier Bardem e o lendário Chuck D, trazendo diferentes visões sobre o impacto e a influência do grupo ao longo das décadas.
Como resume a própria prévia: “Se você é fã do Iron Maiden, você faz parte de uma família”. E pelo que o trailer já mostrou, essa história promete ser contada com a grandiosidade que só o Maiden consegue entregar.
Veja o trailer: https://www.youtube.com/watch?v=_O0iq-VndQo

“UMA SEGUNDA CHANCE” (Reminders Of Him)

Foto: Universal Pictures
O longa “Uma Segunda Chance” (Reminders Of Him) é baseado no livro do mesmo nome da autora Colleen Hoover, e dirigido por Vanessa Caswill. O roteiro é da própria Colleen, com colaboração de Lauren Levine.
A trama tem como protagonista Kenna (Maika Monroe), que após cumprir 5 anos de prisão, acusada de ter causado o acidente que vitimou seu noivo, Scotty (Rudy Pankov), retorna à sua pequena cidade. E em sua mente, apenas a ideia de poder conhecer sua filha, Diem (Zoe Kosovic), fruto de seu relacionamento com Scotty, sempre mostrado em flash-backs.
Porém, desde o início de seu retorno, podemos observar a dificuldade de uma ex-presidiária se inserir novamente no mercado de trabalho. Ela vai dependendo da boa vontade de desconhecidos para se restabelecer.
E começa um flerte com o ex-jogador de futebol americano e agora dono de uma cafeteria, Ledger (Tyriq Withers). Que pelas coincidências do roteiro, ops, destino, vem a ser o melhor amigo de Scotty e que é um tipo de pai adotivo de Diem. A garotinha é criada pelos avós paternos, Patrick (o sempre antipático Bradley Whitford) e Grace (Lauren Graham, do finado seriado The Gilmore Girls).
Quando todos ficam sabendo que Kenna deseja ver a filha, que não conhece (a garota foi retirada dela logo após o parto), cria-se um clima de animosidade. Os pais de Scotty culpam a protagonista pela perda do filho, e ela mesma acabou se incriminando no julgamento que a sentenciou. Kenna passa a ser escorraçada até mesmo por Ledger, que no entanto, aos poucos, vai conhecendo a garota e criando fortes laços com ela.
“Uma Segunda Chance” tenta mostrar que todo mundo tem direito à novas oportunidades na vida. A protagonista cria empatia com o público, por seu sofrimento, seu desejo de se conectar com a filha pequena. Maika Monroe convence, com olhares perdidos, repletos de dor, dando credibilidade ao papel de Kenna, que ganha um parceiro negro – e isto é visto com naturalidade, sem olhares racistas tão comuns nos dias de hoje.
O filme consegue ser intimista, e mesmo as cenas de sexo não são apelativas, bem construídas...claro que sendo um romance, o final é previsível. Mas bem construído.
Cotação: bom
Duração: 1h55
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=-9H2CgjdxOU

terça-feira, março 17, 2026

AGNÈS VARDA GANHA RETROSPECTIVA NA CINEMATECA PAULO AMORIM, A PARTIR DESTA QUINTA-FEIRA, 19 DE MARÇO

Foto: TV Zoom
Figura fundamental na história do cinema mundial e uma das pioneiras no rol de mulheres diretoras, Agnès Varda ganha uma retrospectiva na Cinemateca Paulo Amorim, instituição da Secretaria de Estado da Cultura.
O programa “DE LÁ PARA CÁ: UMA MOSTRA DA VARDA” reúne 19 títulos que destacam o olhar apurado da cineasta sobre as questões da sua época, entre longas e curtas, ficção, documentários e biografias. A mostra vai de 19 a 25 de março, em quatro sessões diárias, e integra as comemorações do Mês da Mulher e o calendário de programações especiais pelos 40 anos da Cinemateca Paulo Amorim.
Agnès Varda nasceu na Bélgica, em 1928, mas foi na França que construiu sua trajetória como cineasta, fotógrafa e artista visual. Reconhecida por retratar o cotidiano com arte e poesia e apresentar histórias autênticas e criativas, Varda começou no cinema em 1955, com "La Pointe-Courte", e se tornou uma personagem central do movimento da Nouvelle Vague. Em 1962 ela lançou "Cléo das 5 às 7", uma de suas obras mais conhecidas e considerada até hoje um marco do protagonismo feminino. Outro filme marcado pelo debate em torno de questões das mulheres é “Uma Canta, a Outra Não”, de 1977.
O diálogo com as questões cotidianas também foi muito presente nos documentários que produziu, caso de "Saudações, Cubanos!" (1963), Os Catadores e Eu” (2000) ou “As Praias de Agnès” (2008). Seu último filme foi a autobiografia “Varda por Agnès”, que completou meses antes de morrer, em 2019, aos 90 anos. Companheira do cineasta Jacques Demy por quase três décadas, Agnès teve dois filhos, Rosalie Varda e Mathieu Demy, ambos ligados ao universo da Sétima Arte. Em 2017, ela recebeu um Oscar honorário pelo conjunto da obra.
Confira os horários de exibições (as sinopses estão disponíveis em www.cinematecapauloamorim.com.br)
Sala Paulo Amorim:
LA POINTE COURTE (80min, 1955) - quinta (dia 19), às 14h
AS PRAIAS DE AGNÈS (110min, 2008) - quinta (dia 19) e sábado (dia 21), às 15h30min
KUNG-FU MASTER! (80min, 1988) - sexta (dia 20) e quarta (dia 25), às 14h
DOCUMENTIRA (65min, 1981) - sexta (dia 20) e terça (23), às 15h30min
DAGUERREÓTIPOS (80min, 1975) - sábado (dia 21), às 14h
OS CATADORES E EU (82min, 2000) - terça (dia 24), às 14h
MUR MURS (82min, 1981) - domingo (dia 22), às 14h
CLÉO DAS 5 ÀS 7 (90min, 1962) - domingo (dia 22); quarta (dia 25), às 15h30min
Sala Eduardo Hirtz:
LA POINTE COURTE (80min, 1955) - sábado (dia 21), às 17h
AS CENTO E UMA NOITES (105min, 1995) - quinta (dia 19), às 17h; domingo (dia 22), às 19h
OS RENEGADOS (105min, 1985) - quinta (dia 19), às 19h; terça (dia 24), às 17h
JACQUOT DE NANTES (118min, 1991) - sexta (dia 20), às 19h; quarta (dia 25), às 17h
AS CRIATURAS (94min, 1966) - sexta (dia 20), às 17h; terça (dia 24), às 19h
OS CATADORES E EU (82min, 2000) - sábado (dia 21), às 19h
UMA CANTA, A OUTRA NÃO (122min, 1977) - domingo (dia 22), às 17h
JANE B. POR AGNÈS V. (97min, 1988) - quarta (dia 25), às 19h
Curtas-metragens:
TIO YANCO (18min, 1967) - sexta-feira (dia 20) às 17h (antes do longa “As Criaturas”)
AO LONGO DA COSTA (26min, 1958) – sábado (dia 21), às 17h (antes do longa “La Pointe Courte”)
ULISSES (22min, 1983) – sábado (dia 21) às 19h (antes do longa “Os Catadores e Eu”)
A ÓPERA-MOUFFE (16min, 1958) - terça-feira (dia 24), às 15h30 (antes do longa “Documentira”)
PANTERAS NEGRAS (28min, 1968) - terça-feira (dia 24), às 19h (antes do longa “As Criaturas”)
Veja o trailer de “Cléo das 5 às 7” no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=JF5d8JXyFWk

ESTRELA DE “NUREMBERG”, RUSSELL CROWE É ACLAMADO PELA CRÍTICA INTERNACIONAL: “O MELHOR TRABALHO DELE EM MUITO TEMPO”

Foto: Diamond Films
“NUREMBERG”, estreia no Brasil em 26 de março e traz uma das mais potentes performances de Russell Crowe (“Gladiador”) nas últimas décadas, como destacam grandes nomes da crítica internacional. No papel de um dos protagonistas, o marechal alemão Hermann Göring, conhecido como o braço direito de Hitler, Crowe “mostra o porquê ele é uma das últimas estrelas do cinema além de um grande performer”, segundo Matt Zoller Seitz no portal Roger Ebert.
Ainda enfatizando a brilhante atuação de Crowe, Peter Bradshaw escreve para o The Guardian que “Russell Crowe foi escalado de forma sagaz como o corpulento e pomposo marechal do Reich Göring; é o melhor trabalho dele em muito tempo, um astuto e ardiloso manipulador brincando de gato e rato psicológico com os americanos”. Já Mick LaSalle, do San Francisco Chronicle, afirma: “não é possível falar o suficiente sobre o quão forte ele [Crowe] está nesse filme, e o quão bem-vinda é cada vez em que ele aparece nas telas. Ele parece capaz de ler as pessoas.”
Para a Variety, Clayton Davis aponta que a “atuação transformadora” de Crowe no filme seria capaz de colocá-lo de novo na corrida pelo Oscar. “Ele não entregava um trabalho tão poderoso desde ‘A Luta pela Esperança’, de Ron Howard. Aqui, Crowe capta o paradoxo entre o carisma e a monstruosidade de Göring, retratando um homem capaz de seduzir uma sala inteira mesmo enquanto seus crimes horrorizam o mundo”.
Com direção de Kristoffer Borgli (“Doente de Mim Mesma” e “O Homem dos Sonhos”), o filme traz Zendaya (“Rivais”, “Duna”) e Robert Pattinson (“Batman”, “Morra, Amor”) como o casal Emma e Charlie, que está prestes a subir ao altar quando uma revelação chocante sobre o passado da noiva coloca futuro do relacionamento em risco. Misturando momentos divertidos com tensão e questionamentos, o filme levanta perguntas como “até onde você conhece a pessoa que está ao seu lado?” e “o que pode ou não ser superado dentro de uma relação?”.
Além da atuação de Russell Crowe e das intenções mais gerais do filme, outro nome recebeu uma atenção especial da crítica: Leo Woodall (“White Lotus” e “Um Dia”), intérprete do Sargento Howie Triest. O filme, dirigido por James Vanderbilt (“Conspiração e Poder”), ainda conta com Rami Malek (“Bohemian Rhapsody”) como o Dr. Douglas Kelley, outro destaque da história como oposição a Göring. Completam o elenco nomes como Michael Shannon (“The Flash”), Richard E. Grant ("Saltburn"), Colin Hanks ("Anônimo 2") e o alemão Andreas Pietschmann (“Dark”).
A trama é centrada no momento após o final da 2ª Guerra Mundial, quando os líderes nazistas remanescentes são capturados e levados a julgamento - o qual dá nome ao filme. Nesse contexto, o psiquiatra norte-americano Douglas Kelley é enviado como o responsável por cuidar da saúde mental dos prisioneiros e garantir que permaneçam vivos. O que ele não esperava era a relação complexa que desenvolveu com um deles, o controverso e carismático Göring, que levou a dilemas éticos e a reflexões sobre bem e mal. Em sua crítica, Seitz sintetiza o longa como um projeto que “quer educar e inspirar ao mesmo tempo em que busca entreter, e não é tímido sobre essas ambições”.
Com estreia nacional marcada para 26 de março, o filme é distribuído pela Diamond Films.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=k0gWBRiN-j8

DITTO: CONEXÕES DO AMOR, ROMANCE SUL-COREANO QUE ATRAVESSA GERAÇÕES, GANHA TRAILER E PÔSTER INÉDITOS

Foto: SATO Company
A nova versão de “DITTO: CONEXÕES DO AMOR”, uma das comédias românticas mais cultuadas do cinema sul-coreano, acaba de ganhar pôster e trailer inéditos e chega aos cinemas brasileiros no dia 26 de março.
Distribuído pela SATO Company, o longa é protagonizado por duas grandes estrelas dos k-dramas já conhecidas pelo público brasileiro: Yeo Jin-goo, de “Hotel del Luna” e “Apostando Alto”, e Cho Yi-hyun, de “All of Us Are Dead” e “A Fada e o Pastor”. O filme é também o terceiro longa-metragem da diretora e roteirista Seo Eun-Young.
Ambientado entre o fim dos anos 1990 e a atualidade, “DITTO: CONEXÕES DO AMOR” é uma versão atualizada do longa de mesmo nome lançado em 2000, no auge da retomada do cinema sul-coreano e que se tornou um cult entre o público local. A refilmagem acompanha as mudanças da tecnologia, mas mantém os elementos-chave do longa original, marcado pela nostalgia e pela delicadeza.
Na trama, dois estudantes universitários, um de 1999 e outro de 2022, descobrem que conseguem se comunicar através de um rádio amador. Na tentativa de compreender como essa relação é possível, os personagens passam a compartilhar suas histórias, ambições e sentimentos, gerando uma história de amor e amizade capaz de atravessar as linhas do tempo.
Veja o trailer: https://www.youtube.com/watch?v=BBpRCsImsMo

“O ESTRANGEIRO”, POR FRANÇOIS OZON, CHEGA AOS CINEMAS EM ABRIL

Foto: California Filmes
Um dos maiores clássicos da literatura mundial, “O ESTRANGEIRO”, obra-prima do franco-argelino Albert Camus, ganha uma nova versão cinematográfica pelas mãos de François Ozon. O longa-metragem, que estreou no Festival de Veneza, chega aos cinemas brasileiros em 16 de abril, com distribuição da California Filmes. Na versão de Ozon, o papel das mulheres na história ganha mais espaço e o filme assume uma postura mais questionadora sobre o colonialismo francês.
O filme é estrelado por Benjamin Voisin, parceiro de Ozon em Verão de 85. Ele interpreta Meursault, um francês que vive na Argélia dos anos 1930 e parece indiferente a tudo e a todos. Essa apatia começa a se transformar quando ele recebe a notícia da morte de sua mãe e, pouco depois, vive um encontro trágico que termina em assassinato. O elenco ainda traz Rebecca Marder, Pierre Lottin, Swann Arlaud e a dupla Denis Lavant e Mireille Perrier, astros do cult francês “Sangue Ruim”.
Marco do existencialismo, a novela de Camus já havia sido adaptada para o cinema por Luchino Visconti e inspirou a letra de “Killing an Arab”, clássico da banda The Cure (usado na trilha sonora do novo filme). “O ESTRANGEIRO” teve quatro indicações ao César, principal prêmio do cinema francês, com Pierre Lottin vencendo como Melhor Ator Coadjuvante. Benjamin Voisin conquistou o Prêmio Lumière, o equivalente francês ao Globo de Ouro, que também premiou o longa como Melhor Filme e Melhor Fotografia.
Veja o trailer: https://www.youtube.com/watch?v=7e3DoPyFH0M

terça-feira, março 10, 2026

Documentário "Cancheiros da Caxuxa” será lançado neste domingo, em Porto Alegre

Foto: Divulgação
Neste próximo domingo, dia 15 de março, estreia o documentário "Cancheiros da Caxuxa”, dirigido pelo jornalista Douglas Torraca. O lançamento ocorre no Clube Glória, na Rua Lima e Silva, 426, na Cidade Baixa, em Porto Alegre, a partir das 18h30min. A entrada é franca.
O filme de 45 minutos propõe um mergulho na história de mais de 70 anos do futebol amador de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A produção reúne depoimentos de jogadores, técnicos, árbitros, dirigentes, torcedores e cronistas esportivos que ajudaram a construir a trajetória do esporte de várzea no município.
Com mais de 40 entrevistas realizadas, o documentário apresenta relatos inéditos de personagens centrais do futebol local, desde o período anterior à emancipação de Cachoeirinha de Gravataí até os dias atuais. A narrativa também estabelece um paralelo com o surgimento da Sociedade Esportiva Cachoeirinha (SEC) e a chegada do Cruzeiro, primeiro clube profissional da cidade.
Produzido por uma equipe que inclui Jean Guerra (cinegrafista) e Gabriel Silveira (jornalista), o projeto foi financiado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) e apoiado pela Prefeitura de Cachoeirinha (SMCEL).
Confira o documentário na integra: https://www.youtube.com/watch?v=e6X_JU_09Ug&t=2649s

“IRON LUNG”

Foto: Paris Filmes
“Iron Lung” é uma ficção científica dirigida por Mark "Markiplier" Fischbach, que também protagoniza o filme, como o personagem Simon. Ele é um homem condenado, que para obter a liberdade, deve realizar uma missão no espaço.
E a trama ocorre num futuro pós-apocalíptico, onde um evento denominado “The Quiet Rapture” resultou no desaparecimento de todas as estrelas e planetas habitáveis do universo.
Assim, Simon é enviado dentro de uma nave em forma de submarino chamada de “Iron Lung”. Sua missão é explorar um oceano de sangue localizado em uma lua distante. A esperança é de tentar encontrar recursos necessários para a sobrevivência dos seres humanos.
E por mais de duas horas, o espectador é torturado por um roteiro ruim, com uma atuação de fazer chorar do diretor/ator, tentando encarnar um Keanu Reeves. Há cada minuto passado, eu me sentia como se estivesse sendo chicoteado.
Um dos piores filmes dos últimos tempos. Sem sombra de dúvida.
Cotação: ruim
Duração: 2h05
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=MM_jLdng4Eo

O filme “Caso 137”, vencedor do César de melhor atriz, ganha data de estreia no Brasil

Foto: Autoral Filmes
Stéphanie, uma policial da Corregedoria, é designada para um caso envolvendo um jovem gravemente ferido durante uma manifestação tensa e caótica em Paris. Embora não encontre evidências de violência policial irregular, o caso toma um rumo pessoal quando ela descobre que a vítima é de sua cidade natal.
Com esta premissa, "Caso 137" ("Dossier 137"), de Dominik Moll, chega aos cinemas brasileiros no dia 16 de abril de 2026. O thriller policial teve sua estreia mundial na competição principal do último Festival de Cannes, onde foi indicado à Palma de Ouro. No recente Prêmio César, considerado o Oscar francês, recebeu oito indicações, vencendo na categoria de melhor atriz para Léa Drucker ("Custódia"). A distribuição é da Autoral Filmes.
"Primeiramente, trata-se de uma investigação cativante, muito precisa e técnica, que se transforma em uma obsessão para a policial", destaca Léa, sobre sua impressão inicial ao ler o roteiro. "Mas o que realmente me impressionou foi a jornada de Stéphanie, sua personagem. No final, fiquei tomada pela emoção. Acho que foi o contraste entre seu rigor extremo e sua humanidade que me impactou", acrescenta. Na França, "Dossier 137" foi um sucesso de público, onde registrou mais de 750 mil ingressos vendidos.
"Caso 137" deu à atriz seu segundo César. O primeiro foi por seu trabalho em "Custódia", de Xavier Legrand.
"Achei a personagem muito comovente. Em uma situação de crise onde a violência dos relacionamentos parece destruir tudo, ela exala muita humanidade. E também inquietação", explica. "É o tipo de papel que não se encontra todos os dias. O filme levanta questões importantes sobre a sociedade sem ser moralista. E, ao ler o roteiro, já era possível sentir seu enorme poder cinematográfico", resume a artista.
O trabalho da IGPN, divisão de Assuntos Internos da polícia francesa, sempre intrigou o diretor Dominik Moll. "Por serem policiais investigando outros policiais, esses homens e mulheres se encontram em uma posição desconfortável", avalia. "São vistos de forma negativa, frequentemente desprezados e às vezes odiados por seus colegas, enquanto são criticados simultaneamente por certos veículos de comunicação que os acusam de serem juízes e júri", complementa.
"Essas tensões me interessaram e, intuitivamente, senti que havia caminhos interessantes para explorar em uma obra de ficção", aponta o realizador do premiado "Harry Chegou para Ajudar". "Como alguém lida com o fato de estar no meio de um fogo cruzado? E com a necessidade de investigar colegas que não fazem segredo de sua animosidade?", questiona Moll, que divide o roteiro com seu parceiro habitual, Gilles Marchand.
Além das premiações e da recepção do público, "Caso 137" também foi bem recebido pela crítica. "Feito com a mesma precisão de corte a laser de seus trabalhos anteriores, mas com uma ênfase maior no processo, o novo thriller de Moll levanta questões para as quais não há respostas fáceis", avalia o The Hollywood Reporter. A Variety ressalta a atuação de Léa como "soberba", enquanto define o filme como "impactante e eficaz". Para o site Collider, o longa é "uma versão francesa emocionante e realista" da série "The Wire".
Veja o trailer de “Césio 137” no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=fw9M3mjvn5c

“Zico, o Samurai de Quintino”, documentário sobre um dos maiores ídolos do esporte, divulga seu primeiro trailer e pôster

Foto: Vudoo Filmes
Em homenagem ao legado de Arthur Antunes Coimbra, Zico, ídolo máximo do Flamengo e do futebol, a Downtown Filmes lançou o primeiro trailer e o pôster oficial de “Zico, o Samurai de Quintino”, dirigido por João Wainer.
O documentário, que estreia nos cinemas brasileiros em 30 de abril, mergulha na trajetória do craque e apresenta ao público imagens raras, registros de arquivo e bastidores inéditos. A produção revisita não apenas gols antológicos e conquistas marcantes, mas também episódios pouco conhecidos da carreira, os desafios enfrentados ao decidir jogar no Japão e a construção de um legado e inspiração que ultrapassa gerações.
O filme aposta em uma abordagem sensível e inédita, combinando depoimentos exclusivos e conversas com personagens-chave, ex-parceiros e fãs que se tornaram ídolos, como Júnior Maestro, Carpegiani, Carlos Alberto Parreira, Ronaldo Fenômeno, o radialista José Carlos Araújo, entre outros. Além deles, os três filhos de Zico e sua esposa, Sandra, visitam o vasto acervo pessoal do Galinho de Quintino. Ao equilibrar emoção, contexto histórico e análise esportiva, o filme dialoga tanto com quem acompanhou de perto a trajetória do camisa 10 quanto com novas gerações que continuam a descobrir a dimensão de sua influência dentro e fora dos gramados.
“Mais do que as conquistas e glórias do Zico, venho aprendendo com ele lições que vão além do futebol, como humildade, respeito e gentileza. Posso garantir que toda a equipe trabalhou com muita dedicação e afeto para construir um filme emocionante e repleto de informação”, afirma o diretor João Wainer.
O produtor André Wainer complementa e fala que a proposta do projeto é colocar Zico no lugar e na dimensão que ele merece. “Trabalhamos não apenas para trazer elementos novos, mas para usar esses elementos na construção de uma narrativa inédita sobre o Galinho. Gostamos de dizer que este é um filme de não ficção, apesar de muitas jogadas do Zico parecerem fora da realidade”, destaca o produtor.
As filmagens tiveram início em 2023, ano em que Zico completou 70 anos, e passaram por locais emblemáticos como a casa do jogador em Quintino, ruas do Rio de Janeiro e um set especialmente montado para receber convidados. O projeto também percorreu o Japão, país onde ele se tornou um pioneiro e desenvolvedor do futebol, do time operário do Sumitomo à seleção, de quem foi técnico.
A produção reúne ainda um vasto acervo pessoal, com dezenas de fitas VHS, filmes Super-8 e objetos históricos, entre eles, a camisa 10 usada na final do Mundial de 1981 e um caderno com anotações detalhadas de gols ao longo da carreira. Produzido pela Vudoo Filmes e Guará Entretenimento, “Zico, o Samurai de Quintino" é uma coprodução da Globo Filmes, SporTV, Pontos de Fuga e Investimage com patrocínio master do Sicoob e patrocínio da Tim e Austral. Parceiro e facilitador do projeto, o Clube de Regatas do Flamengo também esteve ao lado da produção na viabilização de conteúdos, acervos e conexões institucionais, reforçando o compromisso do clube com a preservação e valorização de sua história e de seus maiores ídolos.
Veja o trailer: https://www.youtube.com/watch?v=Mwt21FirOjA

O CINEMA DE REALIZADORAS GAÚCHAS É O TEMA DE MOSTRA QUE COMEÇA NESTA QUINTA-FEIRA NO CAPITÓLIO

Foto: “O Último Poema" (2015), de Mirela Kruel / Besouro Filmes
A Cinemateca Capitólio, na Rua Demétrio Ribeiro, 1085, no Centro Histórico de Porto Alegre, recebe a partir desta quinta-feira, dia 12, o ciclo de cinema “A Leoa Vai à Caça”, voltado a valorizar diretoras gaúchas. A mostra vai até o domingo, dia 15, com entrada gratuita, apresentando filmes curtas, médias e longas-metragens.
A programação traz 15 filmes, em sessões às 17h e às 19h, e um debate sobre políticas públicas para mulheres no audiovisual. Idealizada e realizada por Betânia Furtado e Renata de Lélis, a mostra tem apoio da Secretaria da Cultura (Sedac) – por meio do Instituto Estadual de Cinema (Iecine) – e de Link Digital, Objetivas, Cinemateca Capitólio e Prefeitura de Porto Alegre.
O ciclo reúne trabalhos de realizadoras pretas, indígenas, brancas e trans, enfatizando a importância do pioneirismo de mulheres que abriram espaços de representatividade. A homenageada desta primeira edição é Ítala Nandi, primeira diretora gaúcha a realizar um longa-metragem no Rio Grande do Sul, intitulado “In Vino Veritas” (1981) – rodado em Caxias do Sul, o documentário será exibido na primeira noite. Além disso, o nome da mostra é inspirado por um filme não concluído de Ítala.
A programação também inclui produções dirigidas por Adalgisa Luz, Ana Luiza Azevedo, Britney Federline, Camila de Moraes, Cristiane Oliveira, Flávia Seligman, Flávia Moraes, Juliana Balhego, Liliana Sulzbach, Lisiane Cohen, Mariani Ferreira, Marta Biavaschi, Mirela Kruel e Patrícia Ferreira Yxapy.
Conforme uma das idealizadoras, Betânia Furtado, “a mostra se assume como início de um movimento. Ela evidencia o quanto ainda há por pesquisar, mapear, restaurar, exibir e reconhecer no cinema feito por mulheres no Rio Grande do Sul”.
A outra organizadora, Renata de Lélis, destaca que “ao reunir inicialmente obras realizadas desde a década de 1980, a mostra propõe um arco histórico que conecta diferentes gerações de realizadoras. Os trabalhos revelam um cinema feito na urgência, na precariedade e na coragem – muitas vezes à margem dos grandes centros e dos circuitos oficiais –, mas profundamente atento às transformações sociais, políticas e culturais de seu tempo”.
No último dia do evento, as diretoras da mostra se reúnem para o debate “Políticas públicas para mulheres no audiovisual”, com participação da diretora do Iecine, Sofia Ferreira. O longa documental “O Caso do Homem Errado” (2017), de Camila de Morais, encerra a atração. Mais informações podem ser conferidas na página do Instagram da mostra.
Programação
Quinta-feira (12/03)
Sessão das 19h
Curta “O Brinco” (1989), 6min. Direção: Flávia Moraes
Sinopse: uma joia presenteada a alguém vai parar na orelha errada, provocando uma série de revelações surpreendentes.
Longa “In Vino Veritas” (1981), 63min. Direção: Ítala Nandi
Sinopse: Ítala Nandi retorna à sua cidade natal, Caxias do Sul, para revisitar suas origens e a história da imigração italiana na região. Entre memórias pessoais e investigação documental, o filme percorre a formação cultural, social e econômica da Serra gaúcha, tendo a uva e o vinho como fios condutores.
Sexta-feira (13/3)
Sessão das 17h
Média “Bola de Fogo” (1997), 45min. Direção: Marta Biavaschi
Sinopse: um casal passa o feriado de Carnaval numa praia paradisíaca, onde vive uma pequena comunidade de pescadores em via de transformação com a chegada de veranistas.
Longa “O Último Poema” (2015), 72min. Direção: Mirela Kruel
Sinopse: Helena Maria se correspondeu com Carlos Drummond de Andrade durante 25 anos. Que belezas da existência essa correspondência revela? “O Último Poema” nos leva a uma viagem às profundidades dessa correspondência em imagens surpreendentemente poéticas e cheias de ternura.
Sessão das 19h
Curta “Léo” (2015), 15min. Direção: Mariani Ferreira
Sinopse: Rodrigo não aceita a homossexualidade do irmão caçula. Por conta disso, terá que sofrer as consequências de seus atos. Escrito e dirigido pela estreante Mariani Ferreira, o filme tem argumento de Jaqueline Loreto e é produzido por Renate Ritzel Melgar. Muitas das funções da ficha técnica são assinadas pela produtora gaúcha Praça de Filmes, que integrou a equipe na fase de elaboração do projeto e tem à sua frente o diretor de fotografia Maurício Borges de Medeiros. Obra filmada em Porto Alegre e financiada pelo Edital Curta-Afirmativo, do Ministério da Cultura.
Longa “Mulher do Pai” (2015), 94min. Direção: Cristiane Oliveira
Sinopse: Ruben e Nalu moram no campo, perto da fronteira Brasil-Uruguai. Quando ele percebe que a filha, aos 16 anos, já é uma mulher, uma nova proximidade surge entre os dois. O estranhamento inicial dá lugar ao ciúme quando Rosario, uma atraente uruguaia, ganha espaço na vida de ambos.
Sábado (14/3)
Sessão das 17h
Curta “Hoje Tem Felicidade” (2005), 14min. Direção: Lisiane Cohen
Sinopse: Rui queria muito ser feliz. Mesmo que fosse ao extremo.
Curta “A Noite do Sr. Lanari (2002)”, 11min. Direção: Flavia Seligman
Sinopse: baseado no conto “Cabecita Negra”, do escritor argentino Germán Rozenmacher, o filme aborda a autoridade presente nos anos das ditaduras, na América Latina.
Média “A Invenção da Infância” (2000), 26min. Direção: Liliana Sulzbach
Sinopse: ser criança não significa ter infância.
Média “As Bicicletas de Nhanderu” (2011), 45min. Direção: Patrícia Ferreira Yxapy
Sinopse: documentário imersivo produzido pelo Coletivo Mbyá-Guarani de Cinema e Vídeo nas Aldeias. Retrata a vida, espiritualidade e conflitos da aldeia Koenju, em São Miguel das Missões (RS). O filme aborda o impacto da cultura branca sobre os Mbyá-Guarani e a necessidade de fortalecer as tradições, focando na construção de uma nova casa de reza.
Sessão das 19h
Curta “Quero Ir para Los Angeles” (2019), 19min. Direção: Juliana Balhego
Sinopse: Maria é uma menina negra universitária que decide fazer sua primeira viagem internacional, e o destino escolhido é Los Angeles. Entretanto, o que se revela é que o esforço próprio não é o único propulsor para o alcance desse objetivo.
Longa “Antes que o Mundo Acabe” (2009), 100min. Direção: Ana Luiza Azevedo
Sinopse: Daniel é um adolescente crescendo em seu pequeno mundo com problemas que lhe parecem insolúveis: como lidar com uma namorada que não sabe o que quer, como ajudar um amigo que está sendo acusado de roubo e como sair da pequena cidade onde vive. Tudo começa a mudar quando ele recebe uma carta do pai que ele nunca conheceu. Em meio a todas essas questões, ele será chamado a realizar suas primeiras escolhas adultas e descobrir que o mundo é muito maior do que ele pensa.
Domingo (15/3)
Sessão e debate das 17h
Curta “Logos” (2025), 11min. Direção: Britney Federline
Sinopse: após uma internação hospitalar, Britney segue numa viagem de carro onde o tempo se embaralha. Ao longo do trajeto, ela tenta compreender sua relação com as pessoas, com o afeto e com a própria corporalidade.
Debate “Políticas públicas para mulheres no audiovisual”, com a presença de diretoras da mostra e da diretora do Iecine, Sofia Ferreira
Sessão das 19h
Curta “Café Paris” (2004), 9min. Direção: Adalgisa Luz
Sinopse: uma garota que toma muito café e nunca esteve em Paris.
Longa “O Caso do Homem Errado” (2017), 77min. Direção: Camila de Morais
Sinopse: o documentário conta a história do jovem operário negro Júlio César de Melo Pinto, que foi executado pela Brigada Militar, nos anos 1980, em Porto Alegre. O crime ganhou notoriedade após a imprensa divulgar fotos de Júlio César sendo colocado com vida na viatura e, 37 minutos depois, chegar ao hospital morto a tiros. O filme traz o depoimento do fotógrafo que fez as imagens que tornaram o caso conhecido, Ronaldo Bernardi, da viúva do operário, Juçara Pinto, e de nomes respeitados da luta pelos direitos humanos e do movimento negro no Brasil.
Serviço
Mostra de filmes “A Leoa Vai à Caça”
Local: Cinemateca Capitólio
Endereço: Rua Demétrio Ribeiro, 1085, Centro Histórico, Porto Alegre
Quando: De quinta-feira (12/3) a domingo (15/3)
Horário: 17h e 19h
Entrada gratuita
Mais informações na página do Instagram: https://www.instagram.com/mostra.aleoavaiacaca/
Veja trailer “O Último Poema” no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=Y2AXmMikclk

quarta-feira, março 04, 2026

“A NOIVA” (The Bride)

Foto: Warner Bros
Com direção de Maggie Gyllenhaal, “A NOIVA” (The Bride) faz uma releitura feminista da história do monstro criado por Victor Frankenstein, da obra imortal de Mary Shelley escrita em 1818, “Frankenstein”.
A primeira versão da subtrama do romance de Shelley, “A Noiva de Frankenstein” foi lançada em 1935. Agora, a história se passa mais de cem anos após a criação do monstro, aqui vivido por Christian Bale em fabulosa atuação e com uma grande maquiagem do personagem. Sozinho no mundo, a solidão bate à sua porta, e ele viaja até a Chicago dos anos 1930, onde entra em contato com a cientista Dra. Euphronious (Annette Bening). Ele, apaixonado pelo cinema e fã do ator Ronnie Reed, vivido por Jack Gyllenhaal, pede que ela crie uma companheira para o solitário ser.
Então, juntos, os dois tiram de uma cova a jovem assassinada Ida (Jessie Buckley, também em excelente atuação), que revivida, se transforma na Noiva, ou Penelope para o monstro, que passa a ser chamado de Frank – e o monstro ser chamado de Frankenstein é um erro básico criado ao longo dos tempos. Ele nunca teve nome, e Frankenstein é na realidade o cientista que o criou.
Bem, voltando ao filme. A Noiva não se lembra do que ocorreu com ela, mas tem flashs de sua vida passada, e solta palavras como se fosse portadora da Sindrome de Tourette. E no começo, ela se mostra indiferente ao monstro, mas aos poucos os dois vão criando laços de afetividade, ainda mais quando são vistos como anormais pelas pessoas. Só lhes resta fugir e tentar viver um amor, no caso deles, quase impossível, enquanto são caçados por dois detetives, Myrna (Penélope Cruz) e Jake (Peter Sarsgaard).
“A Noiva” é repleto de referências cinematográficas, como os nomes de vários personagens homenageando atores e atrizes, como Ida e Lupino (um dos gângsteres), em referência a Ida Lupino, Annete e Penelope. Além disso, o filme apresenta cenas recordando “Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas” – o casal fugindo da polícia, sendo fuzilado e por aí vai. E também traz momentos atuais para algo passado nos anos 1930, como as mulheres tomando o protagonismo das ações.
Cotação: ótimo
Duração: 2h06
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=y2wQOA_nfOM

KOKUHO - O PREÇO DA PERFEIÇÃO (Kokuho)

Foto: Imovision
“Kokuho – O Preço da Perfeição” (Kokuho), direção de Sang-il Lee, é um belo filme de resiliência, persistência, e de muito sacrifício, mas também de escândalos e traições, tudo por causa da busca incessante pela fama.
A trama se inicia em 1964 na ainda traumatizada Nagasaki (uma das duas cidades afetadas pelo lançamento da bomba atômica no final da II Guerra Mundial) e transcorre por mais 50 anos, focando no jovem Kikuo Tachibana (Ryô Yoshizawa). Ele tem 14 anos e é filho do líder de uma gangue da organização criminosa Yakuza, que acaba assassinado por rivais.
Órfão, Kikuo é adotado por Hanai Hanjiro (Ken Watanabe), um famoso ator de Kabuki – tradicional teatro japonês, com mais de 400 anos de história, caracterizado por maquiagens pesadas, figurinos extravagantes, música e dança, mostrando dramas históricos e conflitos de amorm, e onde todos os papéis, sejam masculinos ou femininos são interpretados por homens.
E ao lado de Shunsuke (Ryusei Yokohama), o único biológico filho do astro, Kikuo decide se dedicar à arte por trás dom Kabuki e se afastar de uma possível vida de crimes. Os dois jovens criam fortes laços, enquanto se dedicam aos estudos do Kabuki, sendo severamente tratados pelo mestre, que não dispensa até violência para ensiná-los a serem astros. Porém, já na fase adulta, Kikuo mostra mais talento para a arte dramática exigida, sendo o preferido de Hanjiro.
Uma crise entre os dois colegas acaba acontecendo, com Shunsuke aparentemente desistindo e Kikuo seguindo em frente, mas perdendo os escrúpulos para se tornar o melhor ator de kabuki da história – em determinado momento, ele chega a contar para a filha pequena ter feito um pacto com o diabo para chegar aonde almejava.
Em certos momentos, o filme perde um pouco o ritmo e suas quase 3 horas de duração são exageradas. Mesmo assim, o drama é muito bom, mostrando o que um ser humano pode fazer para alcançar suas metas.
O filme é o mais assistido da história do Japão, com mais de 12 milhões de espectadores.
Cotação: bom
Duração: 2h55min
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=QLH4c-L7F6I

“A VIDA SECRETA DE MEUS TRÊS HOMENS”

Foto: Embaúba Filmes
A diretora baiana Letícia Simões exorcizou a história de sua família no sensacional documentário “A Vida Secreta de Meus Três Homens”, que revisita mais de cem anos de seus antepassados.
Letícia reuniu três fantasmas: seu avô Arnaud (vivido por Murilo Sampaio), que adolescente, se envolveu com um grupo de cangaceiros, tendo inclusive conhecido o maior deles, Lampião, o pai Fernando (Giordano Castro), um homem bem-humorado, inteligente, mas ao mesmo tempo colaborador da Ditadura Militar, e o tio Sebastião (Guga Patriota), fotógrafo negro e gay que perdeu o amor de sua vida.
A obra, com uma atmosfera sensorial e investigativa, promove o encontro dos três fantasmas reunidos em torno de uma pergunta fundamental: como chegamos ao Brasil de hoje? A partir dessa convocação, o filme constrói uma fábula histórica que interroga a identidade do país diante de seu passado e de suas estruturas de violência.
A narrativa é conduzida por uma narradora, personagem vivida por Nash Laila, que guia o encontro com Fernando, Arnaud e Sebastião. “O que une esses três homens, na minha visão de documentarista, pesquisadora, poeta, é a experiência da violência”, disse Letícia Simões.
A semente do projeto surgiu durante a pesquisa de “Casa”, ensaio de autoficção em que a diretora abordou conflitos geracionais a partir da relação com a mãe e a avó. Foi nesse processo que descobriu fotografias feitas por Sebastião, imagens que atravessam boa parte do Século XX e que abriram caminho para a investigação sobre silêncios familiares e memórias apagadas.
“Através de um exercício de encarar uma imagem e escutá-la, interrogá-la, atravessá-la. Mesmo sabendo que uma imagem, por fim, é silenciosa. Só nos resta indagar, criar os acontecimentos em torno dela”, completou.
Cotação: ótimo
Duração: 1h15min
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=102vx9hOASU

“DE VOLTA À BAHIA”

Foto: Swen Filmes
A comédia romântica “De Volta à Bahia”, dirigida por Eliezer Lipnik e Joana di Carso, que também é a roteirista, é na realidade uma peça publicitária sobre Salvador, a bela capital baiana. E era isso, pois o filme é de uma pobreza dramática terrível.
O filme é estrelado por Barbara França (“As Aventuras de Poliana - O Filme”) e Lucca Picon ("Confissões de uma Garota Excluída" e da série "De Volta aos 15").
A história começa quando a jovem herdeira Maya (Barbara França) é salva de um afogamento pelo surfista Pedro (Picon) e o resgate é filmado, viralizando. Os dois, treinados pelo mesmo professor, PH (Felipe Roque), irão participar de uma competição na cidade, mas sonham em disputar um campeonato no Havaí, mas seus pais são contra.
E além disso, aos poucos vão descobrindo que estão se apaixonando um pelo outro, e até nisso o filme erra, pois o casal não aparenta ter a mínima química. “De Volta à Bahia” tem um fio de história, e Salvador parece ser do tamanho de um ovo, pois todo mundo se conhece.
Então, enquanto treinam à revelia de seus pais, Maya e Pedro enfrentam conflitos familiares – o pai dela é um milionário arrogante e dono de um resort em Salvador, interpretado por Werner Schünemann, e a mãe de Pedro é uma viúva, dona de um restaurante, que parece ter apenas um funcionário, o próprio filho dela.
Além do casal principal e Werner Schünemann ( atualmente na novela "Dona Beja", da HBO Max), “De Volta a Bahia” conta no elenco com Felipe Roque (“Os Farofeiros” e a novela “Dona de Mim”), Juliano Laham (da série "DOM" e das novelas "Reis" e "Orgulho e Paixão"), Mariana Freire (“O Homem Que Não Dormia”), Rico Ayade (“Finding Josef” e do curta "Curva Acentuada"), e marca a estreia no cinema da atriz Maria Paula Caetano e da estilista e influenciadora de moda brasileira Natalia Santos.
Para os dois protagonistas, as filmagens em Salvador foram um mergulho na cultura local.
“Gravar em Salvador foi uma experiência transformadora. A cidade entra no filme como um personagem vivo, e muitas cenas foram influenciadas pela energia real das praias desse lugar.”, disse Lucca Picon.
“Filmamos em locações lindíssimas, com muita natureza e uma vibe muito boa. O filme vai ter muito surfe, amor, reconciliação e tenho a certeza que o público vai se identificar e se sentir tocado por essa história”, completou Barbara França.
Cotação: ruim
Duração: 1h38min
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=Z97pYmytXAU

Fantaspoa divulga programação de longas-metragens de sua 22ª edição

O "Fantaspoa - Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre" - retorna às telas da capital gaúcha entre os dias 8 e 26 de abril, reafirmando seu protagonismo como uma das principais janelas de exibição do cinema de gênero mundial.
Em sua 22ª edição, o evento celebra duas efemérides fundamentais da história do cinema fantástico: os 50 anos de Carrie, A Estranha, dirigido por Brian De Palma, e o centenário de Fausto, clássico expressionista de F. W. Murnau. A identidade visual da 22ª edição presta homenagem à força imagética e simbólica de Carrie.
A arte do cartaz foi criada pela artista visual Elizabeth Schuch, que também atua como diretora de arte do festival. Inspirando-se no impacto visual e emocional do clássico de 1976, Elizabeth desenvolveu uma proposta estética que dialoga com o horror psicológico e com a intensidade dramática que transformaram o filme em um marco do gênero. A homenagem reafirma o compromisso do Fantaspoa com a memória do cinema fantástico e sua constante reinvenção.
Como já é tradição, o festival terá início com uma sessão musicada especial. No dia 8 de abril, a abertura oficial acontecerá com a exibição de Fausto (1926), obra-prima do expressionismo alemão dirigida por F. W. Murnau, que completa 100 anos. O evento ocorrerá no Instituto Ling e será conduzido pelo violonista e compositor argentino, Germán Suane, que apresentará trilha especialmente composta para a ocasião.
A 22ª edição do Fantaspoa apresentará uma programação robusta, com a exibição de 200 filmes em competição, sendo 81 longas-metragens e 119 curtas-metragens, além de sessões especiais, palestras, masterclasses, debates e festas – incluindo a já clássica Festa no Barco à Fantasia.
Entre os longas-metragens selecionados, o festival apresentará 10 premières mundiais, oito premières internacionais, 42 premières latino-americanas, 11 nacionais e 10 regionais, com produções oriundas de 41 países.
A lista completa de longas-metragens presentes na programação do 22º Fantaspoa:
ACAMPAMENTO (dir. Avalon Fast. 2025, 111 min, Canadá, Première Latino-Americana)
ADORÁVEIS HUMANOS (dir. Anders Jon, Michael Kunov, Kasper Juhl, Michael Panduro. 2025, 117 min, Dinamarca, Première Nacional)
ANIMAIS DA TERRA (dir. Luke Jaden. 2026, Estados Unidos, Première Mundial)
ANTÔNIO ODISSEIA (dir. Thales Banzai. 2026, 105 min, Brasil, Estados Unidos, Première Latino-Americana)
APOFENÍACOS (dir. Chris Marrs Piliero. 2025, 90 min, Estados Unidos, Première Latino-Americana)
ÁRBITRO, O (dir. Marc Price. 2025, 110 min, Reino Unido, Première Internacional)
ASSOVIADOR, O (dir. Diego Velasco. 2026, 102 min, Venezuela, Estados Unidos, Première Mundial)
BAGWORM (dir. Oliver Bernsen. 2025, 96 min, Estados Unidos, Première Latino-Americana)
BAIRRO TRISTE (dir. STILLZ. 2025, 84 min, Colômbia, Estados Unidos, Première Regional)
BLUEBIRD (dir. Jay Arden Black. 2026, 91 min, Estados Unidos, Première Mundial)
BODY BLOW (dir. Dean Francis. 2025, 99 min, Austrália, Première Regional)
BUFFET LIVRE (dir. Zoe Berriatúa. 2025, 110 min, Espanha, Première Latino-Americana)
BULK (dir. Ben Wheatley. 2025, 90 min, Reino Unido, Première Latino-Americana)
CARNE MATA (dir. Martijn Smits. 2025, 86 min, Países Baixos, Première Latino-Americana)
CATIVEIRO (dir. Sebastian Jimenez Franco, Omar Calvo. 2026, 80 min, Panamá, Première Mundial)
CERCA, A (dir. Dmitry Davydov. 2025, 92 min, Rússia, Première Nacional)
CIDADE PROIBIDA, A (dir. Gabriele Mainetti. 2025, 139 min, Itália, Première Latino-Americana)
CIELO (dir. Alberto Sciamma. 2025, 109 min, Bolívia, Reino Unido, Première Regional)
COMPLIANCE (dir. Kyle Mangione-Smith. 2026, 104 min, Estados Unidos, Première Mundial)
CORAÇÃO DAS TREVAS (dir. Rogério Andrade Nunes. 2025, 82 min, Brasil, França, Première Regional)
COVIL (dir. Rodrigo Lages. 2026, 93 min, Brasil, Première Mundial)
CRAMPS: UMA OBRA DE ÉPOCA, THE (dir. Brooke H Cellars. 2025, 90 min, Estados Unidos, Première Internacional)
DEAD EYES (dir. Richard E. Williams. 2026, 81 min, Austrália, Première Latino-Americana)
DEATHGASM 2: GOREMAGEDDON (dir. Jason Lei Howden. 2025, 102 min, Nova Zelândia, Première Nacional)
DEATHSTALKER: O GUERREIRO INVENCÍVEL (dir. Steven Kostanski. 2025, 102 min, Canadá, Première Nacional)
DEBAIXO DO SOL ESCALDANTE (dir. Yun Xie. 2025, 65 min, Estados Unidos, Première Latino-Americana)
DUELO ESCOLAR, O (dir. Todd Wiseman Jr.. 2024, 90 min, Estados Unidos, Première Latino-Americana)
ENCANTADOR (dir. José María Cicala. 2025, 96 min, Argentina, Première Latino-Americana)
ESTRADA PARA O ARMAGEDDON (dir. Karen Lam. 2026, 85 min, Canadá, Première Mundial)
ESTRANGEIRA (dir. Ava Maria Safai. 2025, 80 min, Canadá, Première Latino-Americana)
EXÍLIO (dir. Mehdi Hmili. 2025, 88 min, Luxemburgo, Catar, França, Arábia Saudita, Tunísia, Première Latino-Americana)
FÁBULA (dir. Michiel ten Horn. 2025, 125 min, Países Baixos, Bélgica, Alemanha Première Regional)
FREQUÊNCIA KIRLIAN: O FILME, A (dir. Cristian Ponce. 2025, 90 min, Argentina, Première Nacional)
GAUA (dir. Paul Urkijo. 2025, 87 min, Espanha, Estados Unidos, Première Latino-Americana)
GAROTA BARBADA, A (dir. Jody Wilson. 2025, 101 min, Canadá, Première Internacional)
GODZILLA EM SANTA FÉ (dir. Alexander Duré. 2025, 65 min, Argentina, Première Nacional)
GOSH!! (dir. Joe Odagiri. 2025, 98 min, Japão, Première Internacional)
GRAVIDADE (dir. Leo Tabosa. 2025, 62 min, Brasil, Première Regional)
HERANÇA DE NARCISA (dir. Clarissa Appelt, Daniel Dias. 2025, 85 min, Brasil, Première Regional)
IAI (dir. Zenzo Sakai. 2026, 90 min, Japão, Première Latino-Americana)
IMPOSTORES (dir. Caleb Phillips. 2026, 102 min, Estados Unidos, Première Internacional)
INFIÉIS, OS (dir. Tomás Fleck. 2025, 87 min, Brasil, Première Latino-Americana)
INTERIOR (dir. Pascal Schuh. 2025, 96 min, Alemanha, Première Latino-Americana)
JOGO DOS FANTASMAS, O (dir. Dong-wan Son. 2025, 94 min, Coreia do Sul, Première Latino-Americana)
JORNADA SEM FIM, A (dir. Xiang Chen. 2025, 93 min, China, Première Latino-Americana)
KARMADONNA (dir. Aleksandar Radivojevic. 2025, 118 min, Sérvia, Première Latino-Americana)
LABIRINTO DOS GAROTOS PERDIDOS (dir. Matheus Marchetti. 2025, 82 min, Brasil, Première Regional)
LEVITANDO (dir. Wregas Bhanuteja. 2026, 119 min, Indonésia, Singapura, Taiwan, França, Première Latino-Americana)
LIFE AT SANDY'S (dir. Aleksandra Hansen. 2026, 75 min, Noruega, Estados Unidos, Première Mundial)
LOUCURA NOS BASTIDORES (dir. Amanbek Azhymat. 2025, 80 min, Quirguistão, Première Latino-Americana)
LUA ROSA: A 7ª ASCENÇÃO DE ATABEY (dir. Omar Rodríguez-López. 2025, 115 min, Porto Rico, México, Alemanha, Première Nacional)
LUCID (dir. Deanna Milligan, Ramsey Fendall. 2025, 108 min, Canadá, Première Latino-Americana)
LUGER (dir. Bruno Martín. 2025, 95 min, Espanha, Première Nacional)
MAD MASKS (dir. Nagano, Katsuya Arai. 2025, 73 min, Japão, Première Latino-Americana)
MAG MAG (dir. Yuriyan Retriever. 2025, 112 min, Japão, Première Nacional)
MALDIÇÃO, A (dir. Kenichi Ugana. 2025, 94 min, Japão, Première Latino-Americana)
MALDITA MESA TURCA (dir. Can Evrenol. 2025, 90 min, Turquia, Première Nacional)
MARAMA (dir. Taratoa Stappard. 2025, 90 min, Nova Zelândia, Reino Unido, Première Latino-Americana)
MARIDO ERRADO (dir. Zacharias Kunuk. 2025, 100 min, Canadá, Première Latino-Americana)
MÁSCARA VERMELHA, A (dir. Ritesh Gupta. 2025, 91 min, Estados Unidos, Première Latino-Americana)
MATAPANKI (dir. Diego "Mapache" Fuentes Badilla. 2026, 71 min, Chile, Première Nacional)
MULHER CHAMADA MÃE, UMA (dir. Randolph Zaini. 2025, 119 min, Indonésia, Première Latino-Americana)
NA BOCA (dir. Cory Santilli. 2025, 83 min, Estados Unidos, Première Internacional)
NINHO (dir. Chloé Cinq-Mars. 2025, 103 min, Canadá, Première Latino-Americana)
OLIVIA E AS NUVENS (dir. Tomás Pichardo Espaillat. 2024, 80 min, República Dominicana, Première Regional)
PELE DA SERPENTE, A (dir. Alice Maio Mackay. 2025, 83 min, Austrália, Première Nacional)
PEEPING TODD (dir. Josh Munds. 2025, 87 min, Estados Unidos, Première Internacional)
PERIGO EM PINCER POINT, O (dir. Jake Kuhn, Noah Stratton-Twine. 2026, 83 min, Reino Unido, Première Latino-Americana)
QUINZE (dir. Yossy Zagha, Jack Zagha. 2026, 97 min, México, Argentina, Première Latino-Americana)
REMANENTE: VOLTAGEM (dir. Kapel Furman. 2026, 84 min, Brasil, Première Mundial)
RETIRO CORPORATIVO (dir. Aaron Fisher. 2026, 89 min, Estados Unidos, Première Latino-Americana)
SACRIFÍCIOS (dir. Mauricio Chernovetzky. 2025, 91 min, México, Première Latino-Americana)
SUNSHINE EXPRESS (dir. Amirali Navaee. 2025, 100 min, Irã, Première Latino-Americana)
TEATRO ESTÁ MORTO, O (dir. Katherine Dudas. 2025, 86 min, Estados Unidos, Première Latino-Americana)
TRAVESSIA, A (dir. Meekaaeel Adam. 2026, 105 min, África do Sul, Première Latino-Americana)
TRILHA DO LOBO, A (dir. Ángeles Hernández. 2026, 110 min, Espanha, Première Internacional)
VILE, THE (dir. Majid Al Ansari. 2025, 97 min, Emirados Árabes Unidos, Première Latino-Americana)
VIOLENCE (dir. Connor Marsden. 2025, 82 min, Canadá, Première Latino-Americana)
VIRTUOSAS (dir. Cíntia Domit Bittar. 2025, 90 min, Brasil, Première Regional)
VOCÊ É O FILME (dir. Makoto Ueda. 2026, 60 min, Japão, Première Latino-Americana)
VOZES DE NOSSA MÃE, AS (dir. Mark O'Brien. 2026, 93 min, Canadá, Première Mundial)

“A MALDIÇÃO DA MÚMIA” (Lee Cronin’s The Mummy)

Foto: Warner Bros. “A Maldição da Múmia” ((Lee Cronin’s The Mummy), dirigido por Lee Cronin, é mais um filme da franquia sobrenatural, que ...