quinta-feira, fevereiro 23, 2012
A Invenção de Hugo Cadret
O pequeno Hugo Cabret assiste embevecido ao filme Viagem à Lua com sua nova amiga, Isabelle, que nunca havia estado num cinema. Os olhos dos dois brilham intensamente. A cena diz muito do que o fascínio da sétima arte provoca nas pessoas. A Invenção de Hugo Cabret, direção de Martin Scorsese, que inclusive faz uma ponta como um fotógrafo lambe-lambe, não mostra só a vida de um garoto órfão que vive numa estação de trem da Paris de 1931. Traz também a história do cinema desde os seus primórdios, quando os irmãos Lumière filmaram a chegada na estação, assustando aqueles neófitos espectadores dos estertores do século XIX. Entre eles o mágico Georges Mélies, que transformaria-se num dos primeiros cineastas a lidar com a ilusão. E não é o cinema mais do que ilusão?
Hugo é vivido por Asa Butterfield, de O Menino do Pijama Listrado. Ele perdeu o pai, rápida aparição de Jude Law, num acidente e é adotado pelo tio, que trabalha acertando os relógios da estação de trens de Paris. E lá Hugo passa os dias e noites tentando consertar um robô, chamado à época de autômato, que esconderia um segredo de seu pai. Sua vida começa a transformar-se quando conhece Isabelle (Chloë Grace Moretz, de 500 Dias Com Ela e Kick-Ass). A garota possui, sem saber, as respostas que darão novo sentido ao destino de Hugo. Uma delas é o seu guardião, Papa Georgés (Ben Kingsley). Amargurado, ele parece odiar o menino, que o faz ter lembranças que desejava soterrar.
Scorsese acertou a mão em cheio em A Invenção de Hugo Cadret. O trabalho é realizado em um meticuloso 3D, com Paris sendo recriada à perfeição. Não só a capital francesa. Em cena inesquecível, o diretor mostra o mundo dos sonhos, ou em outras palavras, os bastidores das filmagens de algumas obras de Georges Mélies, que realizou mais de 500 filmes em toda a carreira, mas acabou esquecido ao começar a I Guerra Mundial.
Chloë Grace Moretz é uma das melhores revelações infantis dos últimos tempos, enquanto que o veterano Ben Kinsgley (Gandhi), como sempre, acaba roubando a cena, como sempre. E a agradável surpresa é o policial da estação ferroviária, interpretado por Sacha Baron Cohen, ele mesmo, o Borat. Cada cena em que surge é um deleite. Ele vai do perigoso perseguidor de crianças órfãs, que encaminha ao Juizado de Menores, ao tímido cara apaixonado pela florista.
Enfim, A Invenção de Hugo Cadret é uma verdadeira ode ao cinema e os cinéfilos vão ficar maravilhados.
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