Porto Alegre é o cenário por trás de “Ato Noturno”, thriller erótico dirigido pelos gaúchos Filipe Matzembacher e Marcio Reolon.
A trama acompanha o ator vindo do interior do estado Matias (Gabriel Faryas, que é sósia do cantor oitentista Terence Trent D'Arby), que integra a companhia teatral Tremor, que está para estrear uma peça em Porto Alegre. Ele divide apartamento com o colega de trabalho Fábio (Henrique Barreira), e se relaciona com vários homens através de aplicativos de relacionamentos, conhecendo Rafael (Cirillo Luna), com quem começa a ter encontros frequentes, até descobrir que o parceiro de jogos sexuais é um político em ascenção, que mira a prefeitura da capital gaúcha.
Então vai aparecer uma rivalidade entre Matias e Fábio, quando uma série nacional de TV será filmada em Porto Alegre, e a produção procura um ator gaúcho para ser o protagonista. Os dois então amigos passam a disputar o papel que pode mudar suas vidas, não poupando trapaças e outras vigarices para tentar ganhar a vaga.
Ao mesmo tempo, Matias vê sua relação com Rafael se intensificar, sendo que os dois são obrigados, pelos seus objetivos profissionais, a esconderem a homossexualidade. E as coisas vão piorando, quando descobrem ter fetiche por fazer sexo em lugares públicos, colocando em risco o futuro.
Entre o teatro, a política e a noite, “Ato Noturno” acompanha personagens presos a diferentes formas de encenação, numa jornada de erotismo e perigo.
E em “Ato Noturno” é apresentada como como um personagem central da narrativa. O filme retrata uma cidade que não apenas abriga a história, mas molda afetos, silêncios, conflitos e desejos de um ator e um político com segredos guardados no armário. Lugares icônicos da capital aparecem em seu esplendor, como o Parque da Redenção, a Avenida Mauá, o Theatro São Pedro e a Praça da Matriz.
“Por mais que o filme se enquadre nesse gênero de um neo noir e um thriller erótico, que são gêneros mais ligados ao cinema norte-americano, um consenso que a gente tem ouvido bastante é como conseguimos pegar esses gêneros e fazer deles algo contemporâneo, queer e muito brasileiro. Um neo noir subtropical”, disse o diretor Marcio Reolon.
“O Brasil é isso: a gente vive rodeado por essas potências de desejo, violências e essa política atravessando as nossas vidas o tempo todo”, completou Filipe Matzembacher.
Embora tratem de experiências universais, todos os longas dos diretores até aqui foram ambientados em alguma região do estado do Rio Grande do Sul. “Beira-Mar” foi rodado majoritariamente no litoral, enquanto os demais, foram filmados na capital gaúcha, inclusive “Ato Noturno”, que consolida a ligação dos cineastas com suas origens.
O filme conta ainda em seu elenco com os atores Kaya Rodrigues, Antônio Czamanski, Gabriela Greco e Ivo Müller.
Cotação: bom
Duração: 117 min
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=g8CGFh709lw


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