quinta-feira, junho 21, 2007

Treze Homens e Um Novo Segredo





No ano do três - Shrek, Piratas do Caribe, Homem-Aranha, chega também no lote Treze Homens e um Novo Segredo (Ocean's Thirteen), de Steven Soderbergh, sequência de Onze Homens e Um Segredo - este uma refilmagem do clássico dos anos 1960 - e Doze Homens e Outro Segredo. E este novo filme consegue apagar a fiasqueira que foi o anterior, fraco por demais. Os trambiqueiros liderados por Danny Ocean (George Clooney) e Rusty Ryan (Brad Pitt) pretendem dar, agora, um golpe para arruinar o dono de um hotel-cassino, Willy Bank (Al Pacino), que destruiu a vida de um dos componentes do grupo, o dândi Reuben (Elliot Gould). Em 13 Homens, o golpe é explicado em seus primeiros 20 minutos. E não há muita surpresa no desenrolar da trama, onde o bando consegue burlar um local seguro o tempo todo e tem apenas 3 minutos e meio para perpetrar o assalto. E a gente sabe que não haverá surpresas, mas não tira o olho da tela. Desta vez, ao contrário do segundo, quando parecia que só os atores estavam se divertindo e o público dormindo, dá para curtir as boas piadas. Mas a trama é por demais fraca e cheia de furos.




Chico Izidro

Shrek Terceiro




Shrek Terceiro, de Chris Miller, é a bola da vez. Muita gente está comparando os episódios, dizendo ser este o mais fraco. Não vejo assim. Desta vez o monstro verdão é o sucessor do trono de Muito, Muito Distante e vai ser pai. Só que ele não está pronto para ser rei e nem...pai. E dê-lhe road-movie, pois Shrek terá de partir, ao lado dos inseparáveis amigos Burro e Gato de Botas em busca do garoto Artur, que também está na fila de sucessão ao trono do reino. No caminho encontram como o Mago Merlin, enquanto que os vilões pretendem dar um golpe de estado. Hilário e como sempre, piadas para adultos rirem muito e visual colorido para prender a atenção das crianças. A melhor cena do filme, porém, está logo em seu início, na morte do Rei Sapo. Só ela já vale o ingresso.




Chico Izidro

Inferno





Três irmãs vivem distantes, mesmo estando na mesma cidade, Paris, em Inferno (L'Enfer), de Danis Tanovic (Terra de Ninguém). Elas carregam um trauma de infância que as separou: o pai foi acusado de pedofilia e acabou preso. O passado, no presente, continua prejudicando a vida das belas. Karin Viard (Céline)é a única que se importa com a mãe, doente e internada num asilo, Marie Gillain (Anne) vive deprimida por ter sido abandonada pelo seu amante e professor universitário. E a lindona Emamnuelle Béart (de O Capitão Tornado) é Sophie, traída pelo marido e que tenta esconder o problema de seus dois filhos pequenos. Um belo drama, que não é apelativo e relembra o melhor do cinema francês intimista.




Chico Izidro

O Amor Pode Dar Certo




O cinema volta e meia tenta levar o público às lágrimas com um dramalhão aonde um casal vai se separar à força: um deles tem uma doença terminar. Pois em O Amor Pode Dar Certo, mais um daqueles títulos sem imaginação das distribuidoras (o original é Griffin & Phoenix, de Ed Stone), não há um doente terminal. E sim dois! Haja lenço. O quarentão, divorciado e pai de dois filhos Griffin (Dermot Mulroney, de O Casamento de Meu Melhor Amigo) sabe ter poucos meses de vida. Então ele conhece e se apaixona pela bonita Phoenix (Amanda Peet, de Meu Vizinho Mafioso). A garota fica envolvida pelo charme do cara, mas resiste o quanto pode. Afinal ela também está para morrer de câncer. Só que cada um esconde do outro o destino de suas vidas. Apesar de beirar o dramalhão, o filme não se prende a cenas de hospital, lacrimosas, pois o casal não quer saber deles e sim curtir o pouco tempo que lhe resta. Para ver acompanhado da cara-metade e de bem com a vida. Caso contrário, passe longe do cinema.


Chico Izidro

quarta-feira, junho 06, 2007

ZODIACO




Zodiaco, de David Fincher (Seven e Clube da Luta) prima pelo não-sensacionalismo. Em duas horas e meia, este filme sobre um serial killer baseado em fatos reais, prefere a visão das pessoas envolvidas na captura do assassino auto-intitulado Zodiaco. Ele apavorou San Francisco e cercanias entre o final dos anos 60 e metade dos 70 do século passado. E nunca foi pego. O assassino mandava para a polícia e jornais locais pistas cifradas e surgiram vários suspeitos, porém sempre faltaram provas para incriminar alguém. Em Zodiaco, o próprio fica em segundo plano, e são detalhadas as investigações policiais e jornalísticas (até lembrando em certo ponto o clássico Todos Os Homens do Presidente em sua narrativa).Na primeira parte, o destaque é do sempre excelente Robert Downey Junior como o repórter do San Francisco Chronicle, que tenta ajudar a polícia, e aí entra o bom Mark Ruffalo como o principal investigador. Na segunda metade, se destaca Jack Gyllenhaal (de Um Dia Depois do Amanhã e Brockback Mountain) como o cartunista Robert Graysmith, que dedicou boa parte de sua vida na tentativa de achar o Zodiaco. O filme, aliás, é baseado no livro do cartunista, lançado em 1986 e de muito sucesso nos States. Todas as pessoas envolvidas na tentativa de captura do serial killer tiveram suas vidas pessoais destruídas. O filme é longo e nunca cansativo prendendo e muito a atenção, com atuações soberbas de todos os citados e também da vasta gama de coadjuvantes. Para ver e rever.
Chico Izidro

NÃO POR ACASO




A sensação de que algo fica faltando em Não Por Acaso, de Philippe Barcinski. O filme trata de solidão, perda, recomeço, porém não convence. Lembra muito - guardadas as devidas proporções a filmes como 21 Gramas e Amores Brutos - por sua tentativa de contar histórias paralelas que em algum momento se cruzam. Em Não Por Acaso, a vida do engenheiro de trânsito Ênio (Leonardo Medeiros) mudará. Recluso, fechado, ao perder a ex-mulher num acidente de trânsito ele terá a chance de conquistar o amor da filha Bia (Rita Batata), que ele não viu crescer. Talvez seja a parte mais tocante da história. Já Rodrigo Santoro, o marceneiro Pedro, tentará recomeçar a amar com a bela Lúcia (Letícia Sabatella), que viria a substituir a namorada Teresa (Branca Messina), morta no mesmo acidente. Porém esta história, apesar de carregar no amor, não decola. E ainda tem uma trilha sonora terrível, talvez a pior dos últimos tempos. Pelo menos o filme é curto e quando você começa a se irritar, já acabou.



Chico Izidro

Totalmente Apaixonados




Todo mundo sonha com um relacionamento estável, sólido, blá, blá, blá...E o cinema gosta de se reinventar neste tema. Às vezes acerta, outras erra feio. É o caso de Totalmente Apaixonados (Trust The Man), de Bart Freundlich. Dois casais - um casado há anos e com dois filhos, vive uma forte crise, pois ele, David Duchovni (Arquivo X) só pensa "naquilo" e ela, Juliane Moore (Fim de Caso), está preocupada com o lado profissional. Já o outro par está em crise, pois ela, Maggie Gyllenhaal, quer casar e ter filhos, e ele, Billy Crudup (Quase Famosos), ainda não saiu da adolescência, apesar de estar com 38 anos. Traições, separações, umas boas piadas aqui e ali e um final extremamente confidencial, com aquelas patéticas palmas dos figurantes...e para fechar, que homem, em sã consciência, deixaria de beijar e transar com a personagem da deusa Eva Mendes, só porque ela diz: ah, sou casada e meu marido ficou em casa. Insano.




Chico Izidro

“DA MAGIA À SEDUÇÃO: FEITIÇO DO AMOR” (Practical Magic 2)

Fotos: Warner Bros. Pictures “Da Magia À Sedução: Feitiço de Amor” (Practical Magic 2) sai exatos 28 anos depois de "Da Magia à Seduçã...