quinta-feira, setembro 27, 2007

Nunca é Tarde para Amar



Michelle Pfeiffer tem 40 e poucos anos, é produtora e redatora de um seriado televisivo e não namora há 10, desde que se separou do marido Jon Lovitz - que vive fazendo cirurgias plásticas. Até que surge em seu caminho o ator quase trintão Paul Rudd, que também está em Ligeiramente Grávidos. Ela se apaixona pelo cara, só que resiste ao amor, enquanto tenta cuidar da filha adolescente e chatinha Izzy, que mostra os primeiros sinais de puberdade, em Nunca é Tarde Para Amar (I Could Never Be Your Woman). Antes de tudo, mais um título para a coleção dos piores.
A personagem de Pfeiffer, extremamente magérrima, mas linda, é Rosie, que apaixonada, tem momentos de ciúme quase adolescentes, se veste com roupinhas apertadas e decotadas e com direito a devaneios, onde conversa com a mãe natureza (a atriz inglesa Tracey Ulmann, engraçadíssima). Tirando isso e algumas intervenções histriônicas de Adam (Rudd), o filme é previsível e sem nenhuma novidade em relação a diversos filmes românticos. Mas para quem está apaixonado, pode ser um bom programa.

Os Mensageiros



Apesar de Sam Raimi (Homem-Aranha e Uma Noite Aluciante) na produção, Os Mensageiros (The Messengers, de Oxide Pang Chun e Danny Pang) é de uma chatice absurda. Após vários problemas em Chicago, uma familia se muda para uma casa isolada numa pequena cidadezinha do interior. Lá os filhos do casal começam a ser perseguidos por fantasmas, enquanto corvos voam pelo local toda a vez que uma assombração resolve dar as caras. Nem mesmo com um elenco que conta com Dylan McDermott, John Corbett (de Casamento Grego e Sex and the City) e a bonita Penelope Ann Miller (O Pagamento Final) consegue salvar o filme, que só dá susto em quem for muito medroso. Eu, sinceramente, tive de brigar para não dormir durante os "intermináveis" 90 minutos de projeção.

terça-feira, setembro 11, 2007

As Leis de Família



O cineasta argentino Daniel Burman, do excelente O Abraço Partido, volta à cartaz com mais um belo filme, Leis de Família (Derecho de Família, 2005). Uma Buenos Aires quase atemporal, um jovem advogado, Ariel Perelman (Daniel Hendler) contando sua vida quase sistemática na promotoria pública, nas aulas da faculdade. Até que se apaixona pela aluna e também professora de Pilates Sandra (Julieta Diaz). Tudo em sua vida é planejado: "ela será minha esposa, amanhã farei isso, etc".
Passados dois anos, já casado com Sandra e com um filho, Ariel começa a ser procurado com mais frequência pelo pai, também advogado. Os dois passam a se envolver como não ocorria há muitos anos, pois Perelman pai quer que Perelman filho assuma os seus negócios, não explicando o porquê. Porém Ariel resiste, pois sonhou para si uma vida diferente. O filme é lento, devagar quase parando, mas nem por isso aborrecido. Pelo contrário, é reflexivo, nos fazendo pensar em nossas próprias vidas. Belo e emocionante.

Eu os Declaro Marido e...Larry



Um dos filmes mais politicamente incorretos dos últimos tempos e por isso, hilário: Eu os Declaro Marido e...Larry (I Now Pronounce You Chuck and Larry), de Dennis Dugan (O Paizão). Um bombeiro, Larry (Kevin James, o gordinho do recém-finado seriado King of the Queens) pede a seu melhor amigo Chuck (Adam Sandler), que aceite se casar com ele. Com isso, ele poderá colocar seus filhos como beneficiários em seu seguro de vida.
O problema é que os dois eram vistos como heterossexuais convictos e isso origina uma investigação do governo, que suspeita de fraude. O negócio é os dois passarem a agir como gays, mesmo!, enquanto são ajudados pela linda advogada interpretada por Jessica Biel - que cai de amores por Chuck, que não pode se revelar... Então dê-lhe piadas grosseiras contra os gays, retratados de uma forma extremamente estereotipada, vide uma festinha à fantasia.
No final, porém, a comédia tem uma queda brusca, quando decidiram passar uma lição de moral, com direito a discurso de Richard Chamberlain, ex-galã de novelas americanas e astro do clássico Pássaros Feridos e da série sessentista Dr. Kildare. Há alguns anos ele se declarou gay, depois de anos dentro do armário.

Espíritos 2



Em Espíritos 2, de Banjong Pisanthanakun e Parkpoom Wongpoom, o roteiro brinca de M. Night Shyamalan. Para começar, o filme não tem nenhuma relação com o primeiro, onde um fotógrafo era atormentado pelo fantasma de uma garota que ele atropelara.
Neste, a bela Pim (Masha Wattanapanich) tem lembranças da irmã Ploy. Elas eram gêmeas siamesas, porém a segunda morreu ainda na adolescência e seu fantasma passa a perseguir Pim, que se casou com o namorado Vee (Vittaya Wasukraipaisan). Ele acha que a esposa está doente e pede que ela freqüente um psiquiatra. Pim se opõe, além de guardar um segredo só conhecido pela mãe, que se encontra internada em um hospital.
Porém você fica lá, esperando os sustos, mas nada acontece - até é interessante quando o terror é apenas sugerido. Só que em Espíritos 2, repete-se portas batendo, tombos na escada, o fantasma no espelho, a banheira assombrada. Clichês, clichês. E no final, tem a pegadinha que costuma acontecer nos filmes do M. Night Shyamalan. Dá para ver, mas não espere muito.

Hora do Rush 3



A Hora do Rush 3 e mais ou menos como alguns filmes pornôs: só vale a hora da ação! O resto do tempo é uma "encheção" de lingüiça completamente desnecessária. Tirando as lutas de Jack Chan, como sempre bem coreografadas e onde ele vive se espatifando, nada mais importa neste terceiro volume da série. Desta vez a ação começa em Los Angeles e vai parar em Paris (na HR1, a ação ocorria nos States, na HR2, em Hong Kong), onde a dupla formada por Chan e o irritante e insuportável Chris Tucker tentam proteger a garota que pode levar ao líder de uma organização criminosa milenar. No filme, a presença octogenária do sueco Max von Sidow e do franco polonês Roman Polansky. Porém nem a presença dos dois ícones justifica a ida ao cinema. A Hora do Ruch 3, aliás, tem uma profusão de piadas racistas, não perdoando ninguém - negros, brancos, asiáticos. Passe.

sexta-feira, agosto 31, 2007

CIDADE DOS HOMENS




Acerola (Douglas Silva) e Laranjinha (Darlan Cunha) cresceram...vão fazer 18 anos e querem mudar as suas vidas na favela em Cidade dos Homens, de Paulo Morelli. Extremamente realista e mais violento do que o seriado que nos acostumamos a ver na sexta-feira à noite desde 2002 na tevê, a dupla de amigos aqui continua se metendo em enrascadas. Afinal são azarados desde que vieram ao mundo. Porém agora a maioridade pesa sobre eles.
Acelora já é pai do pequeno Clayton (os gêmeos Vítor e Vinícius Oliveira), que teve com a única namorada, Cristiane, que está de malas prontas para ir trabalhar como babá em São Paulo. Laranjinha, por sua vez, continua na busca incessante pelo pai que não conheceu. Atrás de tudo isso, um Rio de Janeiro sufocante e a briga pelo controle dos morros pelos traficantes. Cidade dos Homens é nu e cru, sem cair em pedantismo. A vida nos morros é cruel e a morte pode estar do lado, ao dobrar uma de suas inúmeras vielas.
Mas também tem bom humor, com piadas afiadas disparadas principalmente por Douglas Silva, que é a cara de Pelé. Ele é melhor ator do que seu parceiro de cena, Darlan, que longe de seu personagem Laranjinha, já decepcionou como o garoto classe média de Meu Tio Matou um Cara.
O filme também tem uma boa sacada, ao relembrar momentos dos dois garotos desde o início da série há cinco anos atrás. Cidade dos Homens é feito para ser visto e revisto.

“DA MAGIA À SEDUÇÃO: FEITIÇO DO AMOR” (Practical Magic 2)

Fotos: Warner Bros. Pictures “Da Magia À Sedução: Feitiço de Amor” (Practical Magic 2) sai exatos 28 anos depois de "Da Magia à Seduçã...