quinta-feira, outubro 04, 2007

Resident Evil 3



Resident Evil é um video-game que, sinceramente, desconheço (nunca joguei na vida, nem mesmo Pac-Man...). Bom, este jogo se tornou uma cinesérie de relativo sucesso, com a bela atriz Milla Jovovich (pronuncia-se Iôvoviti), de O 5º Elemento e Joana D'Arc de Luc Besson, e agora chega em sua terceira parte. Nela, a personagem Alice continua fugindo dos zumbis que tomaram conta da Terra, ao mesmo tempo em que é seguida por um cientista, claro, loucoi, pois o seu sangue possui o anti-vírus para combater a epidemia. Então no cerca dos noventa minutos de filme, Alice encontra um comboio de sobreviventes liderado por Claire (Ali Larter, a Nick de Heroes), que procura um lugar seguro e livre dos zumbis. No meio de muito tiro, sangue, cabeças explodindo, evocações de Mad Max, Os Pássaros de Hitchcock, Extermínio, Planeta dos Macacos. Apenas para os fãs do gênero.

Instinto Secreto (Mr. Brooks)



Pena que os distribuidores nacionais subestimem a inteligência do espectador. Para eles, a história tem de ser sempre explicada nos títulos, pois temem que as pessoas deixem de ir ao cinema assistir aos filmes, se não estiver no cartaz aquele subtítulo idiota ou mesmo um novo nome para a película. Mr. Brooks, de Bruce A. Evans, é simples e sugestivo, demonstrando que esse senhor deve ser um cara legal. Mas no Brasil lhe empurraram um Instinto Secreto. Tá, vá lá.
Mr. Brooks é um inspirado Kevin Costner, exemplar pai de família, empresário, filantropo e eleito o homem do ano em Portland, Oregon. Só que ele também é um serial killer, identificado como o assassino da digital. Pensando em se aposentar, e atormentado pelo seu inconsciente (William Hurt, de O Beijo da Mulher-Aranha), com quem mantém delirantes bate-papos - o personagem é claramente esquizofrênico) -, ele é flagrado em seu último crime e passa a ser chantageado pelo doidão Sr. Smith (Dane Cook), que por sua vez é o suspeito da detetive Tracy Atwood (Demi Moore, de volta as telonas, com direito a sua voz roupa e extrema magreza, mas já mostrando que os anos estão pegando pesado com ela). Um verdadeiro jogo de gato e rato. Filme surpreendente e que tem o poder de prender o espectador do início ao final. Mr. Brooks, afinal, será pego?

O Vigarista do Ano



Richard Gere nunca recebeu o mérito que merece. Apesar de ter protagonizado dezenas de filmes de sucesso, suas atuações sempre foram acrescidas de um porém...Mas Gere é um bom ator, vide o Vigarista do Ano (The Hoax, de Lasse Hallström, alguém aí lembrou do inesquecível filme sueco Minha Vida de Cão?), em que interpreta o escritor Clifford Irving, que escreve uma falsa biografia do milionário, excêntrico e recluso Howard Hugues (interpretado em O Aviador, de Martin Scorcese, por Leonardo Di Caprio), nos anos 70 do século passado. Além da bela atuação, Richard Gere tem a companhia do sempre bom Alfred Molina (o Diego Rivera, de Frida, e Dr. Octopuss, de Homem-Aranha 2), que faz o seu quase abobalhado parceiro. O elenco ainda tem Marcia Gay Harden (Pollock) e a francesinha Julie Delpy (Antes do Amanhecer). Prestem atenção à reconstituição de época - praticamente perfeita e fascinante. Um dos grandes filmes do ano.

quinta-feira, setembro 27, 2007

Festival do Cinema Fantástico


Você é chegado a um cineminha de terror? Então não perca o Festival do Cinema Fantástico, que começa nesta-feira, dia 28 de setembro, e vai até o dia 7 de outubro nas salas P.F Gastal, na Usina do Gasômetro, Eduardo Hirtz, na Casa de Cultura Mario Quintana, e Cine Santander, no Santander Cultural. São várias sessões diárias, com cerca de 30 títulos, com ingressos a R$ 4,00. Alguns dos filmes da mostra: Ratos (Itália, 1984), Predadores da Noite (Itália, 1980), A Última Esperança da Terra (EUA, 1971), Zombie 2 (Itália, 1979), Calafrios (Canadá, 1975), Sangue de Pantera (EUA, 1942), Vampiros de Alma (EUA, 1956) e o clássico Monstros (Freaks, de Tod Browning, EUA, 1932).

O Vidente



Veja O Vidente, de Lee Tamahori, e com Nicolas Cage como se estivesse devorando uma história em quadrinhos. E das boas. Ele é Chris, um mágico de Las Vegas que tem o dom de prever o futuro - apenas dois minutos, desde que esteja envolvido nele. Mas o governo americano, na pele da sempre excelente Juliane Moore, acredita que o vidente possa ajudar na descoberta de um atentado terrorista em Los Angeles. Só que Chris não pretende se envolver no incidente e foge, sendo ajudado por Liz (a beleza Jessica Biel- que lábios!!!). Muitos efeitos especiais - repare na cena em que Chris persegue os terroristas numa fábrica ou quando ele escapa dos federais numa reserva indígena. E Nicolas Cage, com um dos piores cabelos da história do cinema, parece se divertir muito na pele de seu personagem.

Ligeiramente Grávidos



O que pode acontecer após uma noite de bebedeiras? Uma gravidez indesejada. Pior se acontecer entre dois jovens completamentre diferentes e com projetos de vida totalmente opostos. É o que acontece em Ligeiramente Grávidos (Knocked Up), de Judd Apatow, o mesmo de O Virgem de 40 Anos. Alison Scott (Katherine Heigl, do seriado Grey's Anatomy) vai a uma boate junto com a irmã Debbie (Leslie Mann, esposa do diretor e dona de uma voz muito irritante) para comemorar a promoção na emissora de tevê em que trabalha, e lá conhece Ben (Seth Rogen, considerado um dos melhores roteiristas da nova geração e que participou de vários seriados televisivos, onde geralmente seus personagens são semelhantes ao do filme, um jovem fumante de maconha e fã de cultura inútil). Os dois acabam transando, mas na pressa, acabam deixando a camisinha pra lá. Semanas depois, chega a notícia e os dois têm de entender, mesmo sem estarem emocionalmente envolvidos.
E enquanto a loira sonha com o sucesso profissional e tem de esconder a barriga cada vez mais crescente, Seth quer curtir sua maconha com os amigos e projetar, apenas projetar um site onde as atrizes de Hollywood são mostradas nuas.
A comédia tem seus altos e baixos e as citações ao universo pop são intensos - quem não está acostumado com revistas em quadrinhos, seriados, filmes de ação, poderá não entender algumas das piadas. Ligeiramente grávidos, no final, tenta mostrar que, no final, chega uma hora em que temos de amadurecer, sem ser pedante. O problema é que, chega um momento em que perde o fôlego, mas nada que diminua a boa história.

Hairspray - Em busca da Fama



Travolta relembra seus momentos de dançarino de Os Embalos de Sábado à Noite no musical Hairspray - Em Busca da Fama, de Adam Shankman, e refilmagem do clássico trash homônimo de 1998, dirigido então por John Waters. Só que desta vez Travolta está embaixo de quilos e quilos de espuma, no papel ou na "pele" da fofíssima Edna (no original papel interpretado pelo travesti Divine), mãe da adorável gordinha Tracy (a estreante Nickki Blonsky).
O filme trata de preconceito e de como acabar com ele, na Baltimore no início dos anos 1960. Tracy quer dançar em um programa de televisão local, que só aceita jovens bonitos e brancos. E ela é baixinha e gordinha, totalmente fora dos padrões. E esbarra na malvada Velma - Michelle Pfeiffer num surpreendente papel de má, pois quase sempre ou sempre interpreta as heroínas - e sua filha Amber (Brittany Snow, do finado seriado American Dreams, que era transmitido pela Sony nos sábados à noite entre 2002 e 2004). Além disso, o filme mostra a luta dos negros contra o apartheid oficial presente na sociedade americana daqueles anos barra-pesada.
Para quem gosta de musicais é um prato cheio, pois quase não há pausa entre uma música e outra. Todo o elenco está afiado e ocorrem cenas antológicas, como a dança de Travolta e Christopher Walken no quintal.

“DA MAGIA À SEDUÇÃO: FEITIÇO DO AMOR” (Practical Magic 2)

Fotos: Warner Bros. Pictures “Da Magia À Sedução: Feitiço de Amor” (Practical Magic 2) sai exatos 28 anos depois de "Da Magia à Seduçã...