sábado, fevereiro 28, 2009

SEXTA-FEIRA 13



O mais do mesmo. Esgotado o filão de crimes em série de Jason Vorhees, decidiram refilmar o primeiro exemplar, de 1980. Sexta-Feira 13, de Marcus Nispel, começa com a primeira aparição do psicopata, que está no mundo para vingar a morte da mãe, no acampamento localizado no Cristal Lake. Jason vai matando suas vítimas das formas mais rápidas e cruéis possíveis - e neste filme é mostrado como ele passou a usar a famosa máscara de jogador de hóquei.
Jason Vorhees é claramente inspirado no assassino serial Ed Gein, que também gerou outro filme, este um clássico, Psicose, de Alfred Hitchcock. Em Sexta-Feira 13, o mistério está em saber quando e como será assassinado mais um dos jovens que se arrisca a acampar nas proximidades do tal Lago Cristal. Mesmo assim dá para dar uns pulos de susto na poltrona.

NINHO VAZIO



Criou-se aqui no Rio Grande do Sul uma lei não-escrita de que todo o filme argentino é bom. Talvez pela proximidade e familiaridade dos gaúchos com os "hermanos" e contrariando o resto do país, que veem os argentinos como uma das sete pragas do Egito. Bem, como em todo o cinema feito no mundo, de Buenos Aires chegam coisas boas e coisas ruins e coisas medianas. Ninho Vazio (El Nido Vacio), de Daniel Burman e com Cecilia Roth (presente em 9 de cada 10 filmes produzidos no país vizinho), encaixa-se na faixa de filmes medianos para ruim.
Ninho Vazio é centrado na vida de um escritor, Leonardo (Oscar Martínez), que casado com Martha (Roth), pensa em sua vida sem os filhos, depois que eles saíram de casa - aí a explicação para o tal Ninho Vazio. E com a mulher, que cinquentona, decide voltar a estudar e encher a casa de novoa amigos e colegas.
Ele também tenta recuperar a juventude perdida apaixonando-se por sua dentista (Eugenia Capizzano). O filme, porém, é monótono e deixa no ar uma questão: Leonardo viveu aquilo tudo o que se vê na tela ou tudo foi fruto de sua vasta imaginação, em balada pelo desencanto com a vidinha medíocre que passou a viver?

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Noivas em Guerra (Brides Wars)



Noivas em Guerra (Brides Wars, de Gary Winick) já entra na categoria dos piores filmes do ano. E olhe que estamos apenas no começo de fevereiro. Noivas em Guerra traz como protagonistas Anne Hathaway e Kate Hudson, amigas inseparáveis desde a infância e que sonham em se casar. Calha que as duas têm o casamento marcado para o mesmo dia e horário e nenhuma quer ceder a trocar, para favorecer a amiga. Então a amizade se torna uma inimizade que beira o fanatismo. As duas atrizes estão histriônicas ao extremo, principalmente Hudson, filha de Goldie Hawn, e que até teve um começo promissor, principalmente em Quase Famosos. Depois, parece ter perdido o rumo. Anne Hathaway, de O Diabo Veste Prada e que surgiu no seriado Caia na Real, do canal Fox, em 2000, é mais contida e se mostra mais atriz do que sua parceira de cena. E Candice Bergen, uma das musas dos anos 60 e 70 do século passado, é a organizadora dos casórios. Sua personagem é estereotipada: a mulher fina e arrogante, como em todos os filmes mais recentes dela. Uma coisa é certa: Lá pelos 45 minutos de projeção, a gente sente uma vontade enorme de se levantar e ir embora do cinema.

FOI APENAS UM SONHO (Revolutionary Road )



O diretor Sam Mendes volta ao universo suburbano norte-americano depois do ótimo Beleza Americana. Agora o nome da obra é Foi Apenas Um Sonho, cujo de título original é Revolutionary Road, baseado em romance de Richard Yates, do começo da década de 1960, e que é o nome da rua para onde se muda o jovem casal Wheeler, formado por Leonardo Di Caprio e Kate Winslet, a mesma dupla do bilionário Titanic, e ela esposa do diretor Mendes.
O filme mostra a desesperança da geração da década de 1950. E April (Winslet) sonhava em ser atriz, mas se descobre medíocre. E Frank (Di Caprio) se satisfaz trabalhando em um escritório esfumaçado e traçando uma das secretárias. Perante tanta inércia, April sugere que eles e os filhos se mudem para Paris. Lá ela pretende trabalhar e sustentar Frank, que tentará descobrir sua verdadeira vocação. A questão é: ele realmente ir e será que sua vocação não é mesmo trabalhar num escritório? Como disse uma colega, Foi Apenas Um Sonho é de cortar os pulsos. Não por que seja ruim. Pelo contrário, o filme é ótimo, mas desolador.

SIM SENHOR (YES MAN)



Jim Carrey retorna bem as comédias no divertido Sim Senhor (Yes Man, de Peyton Reed). Ele é o deprimido Carl Allen, que após três anos depois de ter levado um chute da namorada, ainda não conseguiu se reerguer. Sua vida se resume ao trabalho, passar na locadora, pegar um filme e se atirar no sofá de casa. Foge dos convites dos amigos para ir a festas ou qualquer coisa que seja. Então é convencido a participar de uma convenção, onde o cara de mau Terence Stamp inventou um método em que a pessoa deve dizer sempre sim para qualquer oportunidade que surgir na sua vida.
Meio contrariado, Carl começa a utilizar o sistema e a sua vida começa a mudar - até arranja uma namorada, a doidinha Allison (a linda Zooey Deschanel, de Final dos Tempos). Claro que como todo roteiro tradicional de Hollywood, existe o reviravolta e uma hora as coisas passam a dar errado para Carl. Nesse momento, ocorre aquela lição de vida, de que ela deve ser curtida em t odos os seus momentos. Isso pesa um pouco a comédia, porém não compromete no seu todo.

AUSTRÁLIA



A Veja destruiu o filme em simples 10 linhas. Foi cruel com o filme de Baz Luhrman. O filme, porém, não é tão ruim. No entanto, a saga de quase 3 horas se perde entre a comédia, o drama e o fantástico. Às vésperas do começo da Segunda Guerra Mundial, a nobre inglesa Sarah Ashley (Nicole Kidman) parte para a fazenda do marido na Austrália, acreditando que ele a está traindo. Ao chegar ao local, no árido norte do país-continente, encontra o marido morto e a fazenda caindo aos pedaços. Logo ela se envolve com o personagem de Hugh Jackman (o Wolverine, de X-Men), que é chamado simplesmente de O Capataz. E os dois se envolvem num romance tórrido, enquanto criam o pequeno aborígene Nullah (Brandon Walters, que é a boa surpresa do filme), e que é perseguido pelo governo australiano - que durante décadas tinha a política de tirar as crianças aborígenes de suas famílias e as darem para as famílias brancas as criarem. Assim, acreditava-se que com o tempo elas perderiam o sangue considerado "sujo" e seriam assimilados pelos homens considerados civilizados e os aborígenes seriam extintos.
Mas voltando ao filme, dois furos constrangedores. Em uma cena ocorre o estouro de uma boiada durante a noite. Mas enquanto os animais correm em desabalada carreira, inexplicavelmente fica dia claro. No final da cena, é noite fechada normalmente. Em outra cena, Sarah e O Capataz se beijam durante uma chuva torrencial e a roupa de Jackman fica molhada e suja. Um minuto depois, ela está limpíssima...
Austrália ainda peca pelos clichês, como o do vilão, Ray Barath, o Bull. Ele é daqueles homens maus que são maus sem explicação. São assim porque o são! Caretas, crimes injustificáveis, etc, etc...
Depois de longos minutos, o filme termina, mas incrivelmente não cansa o espectador, porém nem diverte.

SURPRESAS DO AMOR (FOR CHRISTMASES)



Mais uma daquelas comédias em que não damos um tostão furado. Está lá e não temos mais nada se assistir. Aí você pensa: assistou ou não?
E Surpresas do Amor (For Christmases, de Seth Gordon), apesar do título nacional e de se passar numa época irritante, que é o Natal, satisfaz. Talvez mais pela química do casal Reese Whiterspoon e o grandão Vince Vaughn. Eles se completam e não necessitam de ninguém mais em sua ótima relação, tanto que nas datas festivas, dão um jeito de se mandar para um local distante, longe dos familiares e inventando as piores desculpas para estarem ausentes.
Porém, num Natal em que planejavam viajar para os Mares do Sul, dão de cara com uma névoa que fechou o aeroporto de San Francisco. O jeito é ficar e ter de visitar a parentada. O problema é que são quatro visitas, pois os pais de cada um são separados e constituíram novas famílias.
Aí as famílias têm irmãos, irmãs, sobrinhos, sobrinhas, madrastas, padrastos, todos muito pentelhos. E o espectador pensa, após a primeira visita: como eles vão se virar com as outras três? E os roteiristas se saem bem, criando situações engraçadíssimas, que agrada quem entrou na sala de cinema ao acaso ou por falta de opção.

“DA MAGIA À SEDUÇÃO: FEITIÇO DO AMOR” (Practical Magic 2)

Fotos: Warner Bros. Pictures “Da Magia À Sedução: Feitiço de Amor” (Practical Magic 2) sai exatos 28 anos depois de "Da Magia à Seduçã...