quarta-feira, setembro 29, 2010

O último exorcismo



O último exorcismo, de Daniel Stamm, é um dos piores filmes de terror lançados recentemente. Filmado em forma de documentário, mostra o reverendo Cotton Marcus (Patrick Fabian, ótimo, apesar da roubada) demonstrando para uma equipe de reportagem como o exorcismo pode ser uma grande farsa. Casacos com aparelhos que produzem gritos, cruzes que soltam fumaça como se estivessem liberando algum espírito, fios pendurados na cama para fazê-la sacudir...
Marcus explica para os repórteres que engana os clientes pois precisa sustentar a família e até comprar um aparelho de audição novo para o seu filho. A câmera mostra o reverendo feliz ao contar uma bolada após realizar um de seus exorcismos.
A brincadeira, porém, fica séria quando o reverendo e a equipe que o acompanha vão até a Lousiana e se deparam com um caso real de uma jovem possuída, Nell (Ashley Bell, na melhor atuação do filme). Ela vive com o pai, um fanático religioso, e um irmão rebelde e cético.
O último exorcismo até provoca alguns pequenos sustos, mas no final não passa de uma cópia descarada de Atividade Paranormal com A Bruxa de Blair, com direito a correria pelo mato e um personagem sendo assassinado diante de uma tremida câmera.

Cotação: ruim
Chico Izidro
twitter: @chicoizidro

Gente Grande














Gente Grande, direção de Dennis Dugan, reúne alguns dos principais comediantes surgidos no humorístico Saturday Night Live na década de 1990: Adam Sandler, Rob Schneider, Chris Rock, David Spade, além do gordinho Kevin James, de King of the Queen, além da bela Salma Hayek.
A história é simples e sem muitas firulas. Um grupo de amigos se encontra 30 anos depois de terem vencido um torneio colegial de basquete para homenagearem o seu recém falecido treinador. Na reunião, eles decidem passar o feriado de 4 de Julho juntos numa casa à beira de um lago, ao lado das respectivas mulheres e filhos. E a partir daí o filme se transforma numa verdadeira bobagem, recheada de piadas ao pior estilo pastelão e escatológicas, onde não faltam caras no estrume, fratulências, tombos e mulheres com roupas sumárias.
Gente Grande mostra cinco homens completamente infantilizados, uma mãe que amamenta o filho de quatro anos, aquele vizinho nervosinho, que coincidentemente é o capitão do time que perdeu o jogo há décadas atrás. E evidente que no final a comédia descamba para o sentimentalismo barato.
E de se perguntar, como Salma Hayek topou fazer tal filme e ainda como esposa de Adam Sandler?

Cotação: ruim
Chico Izidro
twitter: @chicoizidro

terça-feira, setembro 28, 2010

Baarìa - A porta do vento



Há 21 anos o italiano Giuseppe Tornatore encantou o mundo com o sensível Cinema Paradiso. Agora o cineasta tentou realizar o seu Amarcord ou 1900. Porém derrapou em sua pretensão ao tentar Fellini ou Bernardo Bertolucci.
Em Baarìa - A porta do vento, Tornatore conta 40 e poucos anos da Itália, na visão dos moradores da pequena cidade na Sicília. O personagem principal é Peppino Torrenuova, na fase adulta interpretado por Francesco Scianna, um pastor de família paupérrima que consegue ascensão social ao entrar no Partido Comunista Italiano. A história segue seus passos desde a infância, o namoro e o casamento com a bela Sarina (Angela Molina) e o nascimento e a chegada à fase adulta dos filhos.
No período transcorrido em Baarìa, forma como os habitantes do vilarejo pronunciavam em seu dialeto Bagheria, vemos a ascensão e queda do fascismo até os liberais e perigosos anos 1970, com a cidade ja modernizada.
O problema é que em Baarìa, Tornatore não aprofunda a história e nem mesmo os personagens. As cenas parecem pequenos esquetes, que são cortados abruptamente. E o filme, apesar de suas duas horas e meia, fica por demais superficial.

Cotação: regular
Chico Izidro
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Coincidências do Amor



Quando terminou Coincidências do Amor, direção de Josh Gordon e Will Speck, tomei uma decisão que pode ser demais radical para um crítico cinematográfico: não assistir mais comédias românticas. Já havia perdido por demais a paciência com Amor à distância. Pois Coincidências do Amor (no original The Swicht, ou A Troca), ela se esgotou, apesar da maravilhosa Jennifer Aniston, que está virando a rainha desse tipo de filme, apesar de já ter batido nos 40 anos.
Ela é Kassie, que sem conseguir encontrar um parceiro, casar e ter filhos, resolve ser mãe solteira. E para isso decide fazer uma inseminação artificial e consegue um doador de esperma, Patrick Wilson. Só que as coisas não saem como o esperado, já que o material é trocado por descuido por seu melhor amigo, Wally (Jason Bateman, de Hancock).
Após engravidar, Kassie decide sair de Nova Iorque, ficando seis anos fora da cidade, quand decide voltar, reencontrando Wally. O garoto já está crescido e ela acredita ser ele do doador oficial.
O garoto, porém, tem todos as características de seu melhor amigo, que claro, é secretamente apaixonado por ela. E isso não passa despercebido por Wally, que passa quase todo o tempo livre com o menino.
Bem, não é preciso pensar muito para saber o que vai se suceder. E ficamos pensando ter perdido quase duas horas de nossas vidas na sala de cinema vendo filme tão medíocre. Passo.

Cotação: ruim
Chico Izidro
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quarta-feira, setembro 15, 2010

Amor à Distância



O que custaria uma só vez uma comédia ter um final que fugisse ao convencional? Em Amor à Distância, de Nanette Burstein, desde os primeiros minutos já sabemos cada cena que virá em seguida. E como diz o nome, um casal decide manter um relacionamento, mesmo que ela, Erin (Drew Barrymore, aqui já deixando aparecer algumas ruguinhas) viva em San Francisco, enquanto que ele, Garret (o insosso Justin Long, de Duro de Matar 4.0) seja morador de Nova Iorque. Os dois se comunicam com o que há de mais moderno, como skype, msn, e também por telefone, não se importando com o fuso horário das duas cidades. Quando a grana sobra, eles até se permitem pegar o avião e visitar o outro.
A bobagem, porém, é tão grande, que dá vontade de deixar a sala de cinema na metade do filme. Os dois protagonistas já passaram dos 30 anos, mas suas mentalidades são adolescentes.
E para piorar, os personagens coadjuvantes não ajudam. São de lascar e puro clichê. A irmã de Corinne é Christina Applegate (a Kelly Bundy, de Married With Children), que vive estressada, tem um marido bobalhão e uma filha que é uma pentelha. Já os amigos de Garret são aqueles que nunca faltam numa comédia bobinha. Um vive bêbado e chapado, faz as necessidades de porta aberta e parece nunca trabalhar e sempre se mostrando intrometido, enquanto que o outro sonhe em ser um pegador e vive achando que a vida de solteiro é a perfeita, mesmo que viva procurando alguém para se estabilizar.
A trilha sonora é até interessante, pescando algumas pérolas oitentistas, mas nada que não tenha sido utilizada e outros filmes do gênero.
Cotação: ruim
Chico Izidro
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Dist

Destinos Ligados



O título nacional espantará muita gente das salas de cinema - Destinos Ligados não é nada atrativo e se mostra completamente sem falta de imaginação. O original é Mother & Child (Mãe e Filho) e tem direção de Rodrigo Garcia, filho do escritor Gabriel Garcia Marques. O filme se insere na tradição daqueles longas em que a história de seus personagens acabarão por se cruzar - vide 21 gramas, Babel e Short Cuts.

Mas este fator não desmerece Destinos Ligados, que mostra-se um belo filme intimista sobre três mulheres lidando com a maternidade ou a falta dela em Los Angeles.
A parte mais emotiva, porém nunca pedante, fica a cargo de Annette Bening, que interpreta Karen, uma fisioterapeuta solitária, amargurada e assombrada pelo fato de ter, aos 14 anos, ter dado a sua filha para a adoção. Quase cinquentona e vivendo para cuidar da mãe, Karen tem de repensar a vida ao conhecer um novo colega, Paco (Jimmy Smits, de Nova Iorque Contra o Crime).
A gracinha Naomi Watts, de King Kong, por sua vez, também destaca-se no papel de Elizabeth, uma advogada que vive de forma independente e que vai ver tudo mudar ao engravidar de seu chefe (Samuel L. Jackson).
Enfim, Destinos Ligados não precisa ser explicito para deixar tudo bem entendido e se mostrar um filme tocante.
Cotação: bom
Chico Izidro
twitter: @chicoizidro

Par Perfeito



Não foi desta vez que Katherine Heigl acertou. Já escrevi antes que a bonitinha atriz revelada na série médica Grey's Anatomy vem fazendo boas escolhas no cinema. Seus filmes invariavelmente são bobinhos e prontamente esquecíveis. E é este o caso de Par Perfeito, equivocado título nacional para o original Five Killers, direção de Robert Luketic.
Heigl é a desastrada Jen, que numa viagem à França com os pais, conhece o bonitão Spencer (Ashton Kutcher, o eterno Kelso de That 70's Show e marido de Demi Moore). Após um rápido namoro, os dois acabam casando e vão viver uma vidinha tranquila e próxima da monotonia num daqueles típicos condomínios americanos.
A modorra termina no dia em que Spencer sofre um atentado e Jen acaba descobrindo que seu maridão perfeito na realidade não passava de um ex-assassino profissional, que agora se vê perseguido por outros matadores - cinco no total, daí o nome original do filme, que cá para nós lembra muito Sr. e Sra. Smith e dá uma bela "chupada" em Missão Impossível.
A única curiosidade no filme, talvez, seja reverTom Selleck (o detetive Magnum, da sériedos anos 1980) e seu infame bigodinho, no papel de pai de Heigl. Mas vamos torcer para que um dia a gracinha acerte.
Cotação: ruim
Chico Izidro
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“DA MAGIA À SEDUÇÃO: FEITIÇO DO AMOR” (Practical Magic 2)

Fotos: Warner Bros. Pictures “Da Magia À Sedução: Feitiço de Amor” (Practical Magic 2) sai exatos 28 anos depois de "Da Magia à Seduçã...