"A Mulher de Preto 2 - Anjo da Morte", direção de Tom Harper III, tem um início promissor, recuperando a mansão sombria visitada por Daniel Radcliffe, o Harry Potter, no primeiro filme, lançado em 2012. Agora a trama avança alguns anos, transcorrendo durante a II Guerra Mundial, quando diversas crianças são retiradas de Londres, devido aos bombardeios alemães, e enviadas para o interior.
Um grupo delas é levado para a mansão do pântano, afastado do povoado mais próximo, e que devido a uma maldição, já causou a morte de várias crianças e estava desabitado. O começo do filme tem um clima sufocante, soturno, prevendo que virá coisa boa pela frente. Ledo engano. o garotinho órfão Edward (Oaklee Pendergast), traumatizado pela perda dos pais, se mantém calado, mesmo com a insistência das supervisoras de que fale, se entrose com os colegas, que claro, o fazem vítima preferida para o bullying. Sua única ajuda parte d ajovem Eve Parkins (Phoebe Fox), uma das assistentes. E ele é visitado pelo fantasma, que logo estará assustando os moradores do local.
Aos poucos, eventos macabros começam a ocorrer na mansão, provocando o pavor nas pessoas. Mas as cenas dos sustos são tão sem graça, com aquelas aparições vindo do nada, fazendo os personagens correr pelos corredores da mansão, em desabalada carreira, com gritos irritantes. Enfim, nada de novo.
Cotação: ruim
Chico Izidro
quinta-feira, janeiro 29, 2015
quarta-feira, janeiro 21, 2015
"Foxcatcher - A História Que Chocou o Mundo"
Esqueça o apelativo e ridículo subtítulo nacional. "Foxcatcher - A História Que Chocou o Mundo", direção de Bennet Miller, é daquelas histórias comuns que Hollywood consegue transformar numa boa trama, desta vez envolvendo o mundo das lutas greco-romanas, aquela em que os lutadores se agarram, numa dança quase homo-pornográfica.
Baseado em fatos reais ocorridos na segunda metade dos anos 1980 e começo dos anos 1990, mostra o envolvimento do campeão olímpico de 1984, Mark Schultz (Channing Tatum, ótimo) com o milionário John Du Pont (Steve Carrell, excelente e quase irreconhecível atrás da maquiagem). Mark é convidado por Du Pont para integrar sua equipe, a Foxcatcher, que prepara-se para os Jogos Olímpicos de Seul, em 1988. Apesar de sempre ter treinado com o irmão, David (Mark Ruffalo, também ótimo), Mark aceita e vai morar na propriedade do milionário, que aos poucos vai mostrando sua verdadeira faceta.
Obcecado pelo perfeccionismo, patriota ao extremo, Du Pont, sofrendo com o controle da mãe (Vanessa Redgrave), não aceita ser contrariado e não sossega enquanto não leva David para a sua equipe. E os dois viverão momentos conflituosos, que acabarão em tragédia.
Channing Tatum impressiona pelo trabalho corporal que apresenta para viver Mark Schultz. O modo como anda e fala o transformou num brucutu, que aparenta ter pouca inteligência. Enquanto isso Steve Carrell destaca-se pelo olhar enviesado e a voz pausada que adota para interpretar um homem, que devido a linhagem milionária da família, sempre teve o que quis. O filme também mostra a obsessão dos norte-americanos em sempre serem o número 1. Perder não está no pensamento ianque.
Cotação: ótimo
Chico Izidro
Baseado em fatos reais ocorridos na segunda metade dos anos 1980 e começo dos anos 1990, mostra o envolvimento do campeão olímpico de 1984, Mark Schultz (Channing Tatum, ótimo) com o milionário John Du Pont (Steve Carrell, excelente e quase irreconhecível atrás da maquiagem). Mark é convidado por Du Pont para integrar sua equipe, a Foxcatcher, que prepara-se para os Jogos Olímpicos de Seul, em 1988. Apesar de sempre ter treinado com o irmão, David (Mark Ruffalo, também ótimo), Mark aceita e vai morar na propriedade do milionário, que aos poucos vai mostrando sua verdadeira faceta.
Obcecado pelo perfeccionismo, patriota ao extremo, Du Pont, sofrendo com o controle da mãe (Vanessa Redgrave), não aceita ser contrariado e não sossega enquanto não leva David para a sua equipe. E os dois viverão momentos conflituosos, que acabarão em tragédia.
Channing Tatum impressiona pelo trabalho corporal que apresenta para viver Mark Schultz. O modo como anda e fala o transformou num brucutu, que aparenta ter pouca inteligência. Enquanto isso Steve Carrell destaca-se pelo olhar enviesado e a voz pausada que adota para interpretar um homem, que devido a linhagem milionária da família, sempre teve o que quis. O filme também mostra a obsessão dos norte-americanos em sempre serem o número 1. Perder não está no pensamento ianque.
Cotação: ótimo
Chico Izidro
"Ida"
A jovem Ana será sagrada freira no convento onde foi criada desde criança. Mas semanas antes do evento, a Madre Superiora aconselha Ana a visitar sua única parente viva, Wanda Cruz. Ao chegar na casa da tia, na Polônia do começo dos anos 1960, Ana é maltratada por Wanda, que lhe revela: "Seu nome é Ida Lebenstein, e você é judia. Seus pais morreram no Holocausto". E era isso. Logo Ana está na rodoviária esperando o ônibus para voltar ao convento, quando Wanda, com remorso, vai busca-la.
Isso é o começo de "Ida", direção de Pawel Pawlikowski. As duas, então, começarão uma peregrinação pelo interior da Polônia, onde Wanda irá ajudar Ida/Ana a descobrir a total verdade sobre seu passado e o destino trágico de seus pais. "Ida" chega num tom monocromático, típico dos filmes das décadas de 1950 e 60, mostrando uma Polônia quase rural, paupérrima. E não deixa de ter seu momento road-movie.
O antissemitismo está no ar e no desconfonto das pessoas em falar sobre o que ocorreu com os judeus dujrante a ocupação nazista na II Guerra Mundial. Ida/Ana é vivida por Agata Trzebuchowska, que tem um olhar desolado, triste, desesperançoso. Uma personagem tímida, quase solitária. Já Agata Kulesza tem uma atuação primorosa como Wanda Cruz, uma mulher também solitária, alcoólatra e fumante inveterada, mas sem medo do machismo presente.
E o que fará Ida/Ana ao descobrir sua origem judaica? Voltar às raízes ou se manter na religião que, ela como criança, foi obrigada a abraçar?
Cotação: ótimo
Chico Izidro
Isso é o começo de "Ida", direção de Pawel Pawlikowski. As duas, então, começarão uma peregrinação pelo interior da Polônia, onde Wanda irá ajudar Ida/Ana a descobrir a total verdade sobre seu passado e o destino trágico de seus pais. "Ida" chega num tom monocromático, típico dos filmes das décadas de 1950 e 60, mostrando uma Polônia quase rural, paupérrima. E não deixa de ter seu momento road-movie.
O antissemitismo está no ar e no desconfonto das pessoas em falar sobre o que ocorreu com os judeus dujrante a ocupação nazista na II Guerra Mundial. Ida/Ana é vivida por Agata Trzebuchowska, que tem um olhar desolado, triste, desesperançoso. Uma personagem tímida, quase solitária. Já Agata Kulesza tem uma atuação primorosa como Wanda Cruz, uma mulher também solitária, alcoólatra e fumante inveterada, mas sem medo do machismo presente.
E o que fará Ida/Ana ao descobrir sua origem judaica? Voltar às raízes ou se manter na religião que, ela como criança, foi obrigada a abraçar?
Cotação: ótimo
Chico Izidro
"Busca Implacável 3"
Na parte 1, sequestram sua filha. No 2, ele e a esposa é que são vítimas de rapto. Então o que sobraria em "Busca Implacável 3", direção de Olivier Mégaton? Bem, desta vez não existem sequestros e sim fuga. Liam Neeson volta a viver o ex-espião Bryan Mills, que é acusado de matar a ex-mulher, Lenore (Famke Janssen). O jeito é fugir para tentar provar a sua inocência - na vida real, ele ficaria e esperaria a investigação policial, que em poucos minutos provaria não haver provas para incriminá-lo.
Quem afinal matou Lenore e por quê? Mills também tem de proteger sua filha, Kim (Maggie Grace), que além de tudo está grávida. Em sua fuga, Bryan é perseguido pelo inteligente policial Franck Dotzler (Forest Whitaker), que no entanto está sempre um passo atrás do ex-espião.
O personagem de Liam Neeson é praticamente invencível e indestrutível. Ele sobrevive a queda de seu carro de um penhasco, vence cinco gangstêres russos na porrada e sai sem um arranhão, e nunca, nunca é atingido por uma bala, mesmo que ela tenha partido de uma potente metralhadora. E Forest Whitaker faz pela milésima vez o papel de um policial esperto e compreensivo.
Apesar destes absurdos, "Busca Implacável 3" é um filme divertido, não tão bom quanto os dois primeiros. E Liam Neeson foi feito para interpretar este tipo de personagem, depois de ter brilhado como o industrial Oscar Schindler, no maravilhoso "A Lista de Schindler", de Steven Spielberg.
Cotação: bom
Chico Izidro
Quem afinal matou Lenore e por quê? Mills também tem de proteger sua filha, Kim (Maggie Grace), que além de tudo está grávida. Em sua fuga, Bryan é perseguido pelo inteligente policial Franck Dotzler (Forest Whitaker), que no entanto está sempre um passo atrás do ex-espião.
O personagem de Liam Neeson é praticamente invencível e indestrutível. Ele sobrevive a queda de seu carro de um penhasco, vence cinco gangstêres russos na porrada e sai sem um arranhão, e nunca, nunca é atingido por uma bala, mesmo que ela tenha partido de uma potente metralhadora. E Forest Whitaker faz pela milésima vez o papel de um policial esperto e compreensivo.
Apesar destes absurdos, "Busca Implacável 3" é um filme divertido, não tão bom quanto os dois primeiros. E Liam Neeson foi feito para interpretar este tipo de personagem, depois de ter brilhado como o industrial Oscar Schindler, no maravilhoso "A Lista de Schindler", de Steven Spielberg.
Cotação: bom
Chico Izidro
"Minúsculos"
Sabemos que é uma animação, mas no começo somos surpreendidos pela exuberância visual. Tudo tão perfeito, até nos darmos conta de que aquilo ali não são desenhos, mas sim uma filmagem, onde os desenhos serão inseridos. E tudo começa num piquenique, onde um casal deixa toda a comida e sai apressado, já que a mulher está prester a dar a luz. Eles são os únicos humanos que veremos em "Minúsculos", animação dirigida por Thomas Szabo e Hélène Giraud.
Ali perto, uma joaninha se desgarra de sua família, enquanto que formiguinhas pretas começam a se apoderar das sobras do piquenique. A joaninha acaba sendo adotada pelas formiguinhas, e logo se verá no meio de um conflito, quando formigas vermelhas tentam roubar o butim das pretas, que tentam chegar ao seu formigueiro o mais rápido possível. E pelo caminho, vão enfrentando vários percalços.
"Minúsculos" é muito bonito visualmente, com personagens simpáticos. O que pode cansar um pouco é que é praticamente mudo. O máximo que ouvimos são zumbidos dos insetos.
Cotação: bom
Chico Izidro
Ali perto, uma joaninha se desgarra de sua família, enquanto que formiguinhas pretas começam a se apoderar das sobras do piquenique. A joaninha acaba sendo adotada pelas formiguinhas, e logo se verá no meio de um conflito, quando formigas vermelhas tentam roubar o butim das pretas, que tentam chegar ao seu formigueiro o mais rápido possível. E pelo caminho, vão enfrentando vários percalços.
"Minúsculos" é muito bonito visualmente, com personagens simpáticos. O que pode cansar um pouco é que é praticamente mudo. O máximo que ouvimos são zumbidos dos insetos.
Cotação: bom
Chico Izidro
"O Segredo dos Diamantes"
Ao viajar para a casa da avó no interior mineiro, o carro onde está Ângelo (Matheus Abreu) e seus pais, vividos por Dira Paes e Nivaldo Pedrosa, é abalroado por um caminhão. Ângelo sai ileso do acidente, a mãe tem uma perna quebrada, mas o pai leva a pior, e em coma fica entre a vida e a morte nums hospital. Sem plano de sáude, não há muito o que fazer, até que Ângelo fica sabendo de uma lenda de um padre, que 200 anos antes, teria escondido um tesouro na cidade. O garoto, então, tenta desvendar o mistério e achar as joias para tentar salvar a vida do pai em "O Segredo dos Diamantes", de Helvécio Ratton.
Ângelo começa a desvendar pistas, ajudado pelso amigos Julia (Rachel Pimentel) e Carlinhos (Alberto Gouvêa). A trama lembra, e muito, aquelas aventuras que eram contadas na coleção Vagalume, lançada pela Editora Ática nos anos 1970. Uma coisa bem infanto-juvenil, quase bobinha. O problema maior é que os atores são péssimos, principalmente os três protagonistas. Eles parecem estar declamando o texto, beirando o amadorismo. E isso que no longa ainda estão presentes Dira Paes e Rui Rezende, este veterano ator de novelas e que aqui faz o vilão.
Cotação: ruim
Chico Izidro
Ângelo começa a desvendar pistas, ajudado pelso amigos Julia (Rachel Pimentel) e Carlinhos (Alberto Gouvêa). A trama lembra, e muito, aquelas aventuras que eram contadas na coleção Vagalume, lançada pela Editora Ática nos anos 1970. Uma coisa bem infanto-juvenil, quase bobinha. O problema maior é que os atores são péssimos, principalmente os três protagonistas. Eles parecem estar declamando o texto, beirando o amadorismo. E isso que no longa ainda estão presentes Dira Paes e Rui Rezende, este veterano ator de novelas e que aqui faz o vilão.
Cotação: ruim
Chico Izidro
"Acima das Nuvens"
Pode parecer implicância minha, mas Juliette Binoche não me convence, Em "Acima das Nuvens", direção de Olivier Assayas, lá está ela com seu eterno ar sofredor, numa história onde interpreta uma estrela de cinema, Maria Enders. Ao seu lado está outra enjoadinha, Kristen Stewart, que faz sua assistente.
A história se passa na belíssima Suíça, com uma bela fotografia dos Alpes. Palco onde Enders irá ensaiar uma peça que a lançou ao estrelato 20 anos atrás. Só que desta vez ela terá de dividir o palco com uma jovem atriz, Jo Ann (Chlöe Grace-Moretz), que irá interpretar o seu papel original. A atriz de "Kick-Ass" e "Carrie, a Estranha" faz uma vedete problemática e esnobe, que irá perturbar Maria Enders. O contraste entre o antigo e o novo é até interessante, mas Binoche não ajuda, com uma atuação arrastada e desinteressada. O destaque acaba sendo mesmo Chlöe Grace-Moretz.
Cotação: ruim
Chico Izidro
A história se passa na belíssima Suíça, com uma bela fotografia dos Alpes. Palco onde Enders irá ensaiar uma peça que a lançou ao estrelato 20 anos atrás. Só que desta vez ela terá de dividir o palco com uma jovem atriz, Jo Ann (Chlöe Grace-Moretz), que irá interpretar o seu papel original. A atriz de "Kick-Ass" e "Carrie, a Estranha" faz uma vedete problemática e esnobe, que irá perturbar Maria Enders. O contraste entre o antigo e o novo é até interessante, mas Binoche não ajuda, com uma atuação arrastada e desinteressada. O destaque acaba sendo mesmo Chlöe Grace-Moretz.
Cotação: ruim
Chico Izidro
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