quinta-feira, março 10, 2016
"A Série Divergente: Convergente" (The Divergent Series: Allegiant)
"A Série Divergente: Convergente" (The Divergent Series: Allegiant), é o terceiro longa-metragem da série passada num futuro distante, onde a sociedade é dividida em castas. O filme é baseado no livro escrito por Veronica Roth e tem como protagonista Shailene Woodley como Tris, uma rebelde, que não aceita o caminho que a sociedade seguiu.
Esta terceira parte se encerra exatamente onde finalizou "Insurgente", que mostrou a queda da antiga líder, Jeanine, vivida por Kate Winslet. Agora, Tris, Quatro (Theo James) não estão satisfeitos com os rumos da mudança da sociedade fechada de Chicago, que põe em confronto as novas líderes Evelyn (Naomi Watts) e Johanna (Octavia Spencer). Assim, Tris e vários amigos decidem sair da cidade e descobrir o que existe além dos muros. Eles vão acabar se deparando com uma sociedade mais evoluída e que é liderada por David, vivido por Jeff Daniels.
Shailene Woodley até se esforça, mas seu personagem vive de caras e bocas de espanto. Os personagens coadjuvantes também não ajudam muito. Uma variedade incrível de estereótipos presentes - especialmente o vivido por Jeff Daniels, que interpreta aqueles dirigentes de duas caras, tendo chiliquinhos quando seus atos são contestados.
"A Série Divergente: Convergente" acaba sendo um filme fraco, quase entediante, que até traz efeitos especiais decentes, mas nada que já não tenha sido mostrado antes. Divergente, Insurgente, Convergente...Detergente...
Veja o trailer: https://www.youtube.com/watch?v=GDh3SK6BYQk
Duração: 2h01min
Cotação: ruim
Chico Izidro
"Meu Amigo Hindu"
"Meu Amigo Hindu" é uma versão cinematográfica da vida de seu diretor, o argentino Hector Babenco, que vive no Brasil desde os 18 anos de idade. A história foca principalmente em um câncer que ele teve de enfrentar no começo dos anos 1990 e que afetou profundamente a sua vida.
Babenco é interpretado aqui por Willem Dafoe, que ganhou o nome de Diego. O ator americano, como sempre, está bem em cena, passando por uma transformação corporal para as cenas de quimioterapia e pós-transplante de medula óssea. Mas devido a sua presença no filme, todo os atores, a maioria deles brasileiros, tiveram de atuar falando em inglês - com o objetivo, também, de entrar no mercado internacional. Mas o estratagema acabou se mostrando fraco, pois deixou as interpretações de Reinaldo Gianechini, Maria Fernanda Cândido, Dan Stulbach, entre outros, engessadas.
E os erros persistem. Apesar de o filme se chamar "Meu Amigo Hindu", este aparece lá pela metade e fica pouco tempo em ação, não justificando o título. Talvez o único acerto de Babenco ocorra quase em seu final, quando o personagem de Diego está curado e encontra a futura esposa, interpretada Bárbara Paz, que interpreta ela mesma, fazendo ainda uma bela homenagem ao clássico "Cantando na Chuva".
Veja o trailer: https://www.youtube.com/watch?v=Lf9u3rs1RXc
Duração: 2h04min
Cotação: regular
Chico Izidro
quinta-feira, março 03, 2016
"A Bruxa" (The Witch)
Primeiro, "A Bruxa" (The Witch), direção de Robert Eggers, não é um filme de terror, mas sim um suspense psicológico. Esqueçam cenas de monstros abrindo a bocarra, ou mulheres com narizes grandes e com verrugas e voando em vassouras.
Pelo contrário, o longa se passa por volta de 1630, na Nova Inglaterra, impregnada pelo fanatismo religioso. A família de William (Ralph Ineson) é expulsa da comunidade, por incrível que pareça, ser mais rigorosa religiosamente do que os outros moradores. William leva, então, a mulher Katherine (Kathe Dickie) e os cinco filhos para morar em um terreno à beira de uma assustadora floresta. No local, eles vão sofrer muito, principalmente em relação à alimentação, escassa, e o isolamento.
Então uma tragédia acontece, quando o bebê da família, que estava sob os cuidados da filha mais velha, Thomison (Anya Taylor-Joy) desaparece. Quem o levou? Um lobo, uma bruxa. A jovem, então, passa a ser vista com desconfiança pelos irmãos e pelos pais. Seria ela uma bruxa? Ou a floresta que cerca a casa da família é assombrada por fantasmas?
O filme não tem cenas para assustar o público. Tudo é construído pela sugestão, pelas longas cenas da floresta, de onde algo possa ou não surgir. A tensão é crescente, com um final totalmente diferente daquilo que estamos acostumados a ver. E com atuações ótimas, em especial a dos atores mirins, com destaque para a protagonista Anya Taylor-Joy.
Veja o trailer: https://www.youtube.com/watch?v=FE-u6RznkGQ
Duração: 1h30min
Cotação: ótimo
Chico Izidro
"Zoolander 2"
O mundo da moda é ridicularizado ao extremo em "Zoolander 2", direção de Ben Stiller. Ele mesmo interpreta o übermodel Derek Zoolander, um pateta com QI baixíssimo, que quinze anos depois do primeiro filmes, está afastado das passaraelas por causa da morte da mulher e da perda da custódia de seu filho. Ele recebe, então, uma proposta para voltar a desfilar e assim vê a oportunidade de recuperar o filho. Com ele retorna o seu amigo e ex-rival, Hansel (Owen Wilson).
Os dois, porém, se vem envolvidos numa trama que envolve a morte de várias personalidades, como Justin Bieber, que esconde uma conspiração para encontrar a fonte da juventude. Mas atrás de tudo está um plano de vingança de Jacobim Mugatu, vilão interpretado por Will Ferrell, que sem dúvida é a melhor coisa do filme.
"Zoolander 2" tem uma penca de participações especiais, que aceitaram a brincadeira de serem zoados: vai de Sting (que tem várias citações de clássicos do The Police nos diálogos), Billy Zane, Katy Perry, Kiefer Sutherland, Naomi Campbell, Benedict Cumberbatch, Justin Bibier, além de vários estilistas famosos.
O filme tem uma certa graça, por causa das citações e das caras e bocas de Ben Stiller, e até de Kristen Wiig, que vive a estilista Alexanya Atoz, que devido ao excesso de intervenções cirúrgicas mal consegue mexer os lábios.
Veja o trailer: https://www.youtube.com/watch?v=UnyqYT6m3Wc
Duração: 1h42min
Cotação: bom
Chico Izidro
"Um Homem entre Gigantes" (Concussion)
Baseado em fatos reais, "Um Homem entre Gigantes" (Concussion), direção de Peter Landesman, mostra a luta de um médico contra a poderosa NFL, a liga de futebol norte-americana. Em meados da década passada, o dr. Bennet Omalu (Will Smith), neuropatologista forense, após constatar a morte de um ex-esportista, descobre que os jogadores do esporte sofrem reações tardias com os choques produzidos durante uma partida - muitos deles acabam se suicidando.
Mas como vencer um forte conglomerado como a NFL, cujos executivos não aceitaram o diagnóstico de Omalu, que além de tudo era um estrangeiro e nem um pouco interessado no esporte predileto dos americanos? E nisso o filme se perde um tanto. A história é contada de forma burocrática, com Will Smith, que sem dúvida é um bom ator, fazendo caras tristes e voz doce, e seu envolvimento com a futura esposa é muito pouco desenvolvido, não provocando nenhuma empatia com o público.
"Um Homem entre Gigantes" abusa do didatismo, do bom-mocismo do médico e do mau-caratismo dos dirigentes da NFL. E apesar de Omalu ser negro, o racismo não se faz presente. Num mundo real, alguém diria: "o que este negro quer fazer?". Aqui nada. E Omalu, por seu estilo de vida e atitudes, merecia ser comparado a madre Tereza de Calcutá.
Veja o trailer: https://www.youtube.com/watch?v=GitHn6b_v8c
Duração: 2h03min
Cotação: regular
Chico Izidro
"Kung Fu Panda 3"
No primeiro Kung Fu Panda (2008) era contada uma história de superação, com o panda gordinho fazedor de macarrão cumprindo seu sonho, que era dominar as artes marciais. No segundo, de 2011, o panda Po tinha de derrotar uma ameaça à China. E a premissa é a mesma para "Kunf Fu Panda 3", direção de Jennifer Yuh e Alessandro Carloni. Agora, Po é transformado num desastrado professor e tem de enfrentar o violento touro Kai, O Coletor.
Em paralelo, ocorre o encontro de Po com seu pai de sangue, Li. E isto faz crescer o antagonismo com o pai adotivo de Po, o ganso Sr. Pi, uma das coisas mais divertidas do filme, com seu humor, por muitas vezes, involuntário, devido as suas caras e bocas.
"Kung Fu Panda 3" ainda traz um visual caprichado, com ótimas cenas de luta. Mas a história perdeu muito em qualidade em relação a seus antecessores, com muitas piadas repetidas. Ficou cansativo.
Veja o trailer: http://www.foxfilm.com.br/kung-fu-panda-3
Duração: 1h35min
Cotação: regular
Chico Izidro
quinta-feira, fevereiro 25, 2016
"Deuses do Egito" (Gods Of Egypt)
Meu deus, como filmam algo assim? Para começar, os principais personagens egípcios são vividos por atores brancos, mais europeus impossíveis, como Gerard Butler, Brenton Thwaites e Nikolaj Coster-Waldau. Depois, parece que um fã de videogame é que dirigiu as cenas de ação.
E vira um desastre "Deuses do Egito" (Gods Of Egypt), dirigido por Alex Proyas. A história é baseada em lenda egípcia, um povo que tem milhares de anos. O poderoso deus Horus (Nikolaj Coster-Waldau), no dia de sua posse como rei do Egito, é cegado e exilado por seu tio, o impiedoso deus Set (Gerard Butler, mais careteiro, impossível). Logo o reino se torna o inferno na terra, com o povo sendo escravizado e os inimigos de Set mortos. Os deuses, todos têm cerca de três metros de altura.
O jovem ladrão Bek (Brenton Thwaites), descontente com a situação e afastado da namorada Zaya (Courtney Eaton), escravizada por um aliado de Set, decide ajudar Horus, apesar de sua mortalidade. E da antipatia de Horus, que afinal é um deus, mesmo cego. Duas horas depois, o público já está cansado de pancadaria, cenas que remetem a video-games e caretas. Sem contar atores brancos vivendo personagens egípcios, morenos desde sempre.
Veja o trailer: https://www.youtube.com/watch?v=YtJL5FrNakU
Duração: 1h58min
Cotação: ruim
Chico Izidro
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