sexta-feira, agosto 27, 2021

"A Lenda de Candyman" (Candyman)

"A Lenda de Candyman" (Candyman), direção de Nia DaCosta, mas como tem produção de Jordan Peele, é um filme de terror, mas com referências questionando o racismo existente nos Estados Unidos, a exemplo de "Corra" e "Nós". A trama relembra ainda os longas lançados nos anos 1990, sobre a lenda urbana de um espírito assassino conhecido como Candyman (Tony Todd), que surge para as suas vítimas após elas repetirem seu nome cinco vezes enquanto olham para o espelho.
O eixo da obra acontece no complexo habitacional de Cabrini Green, bairro pobre de maioria negra em Chicago nos anos 1970. Mas após 40 anos, ele foi remodelado e agora abriga pessoas de classe alta. E o artista Anthony McCoy (Yahya Abdul-Mateen III) e sua namorada, diretora de uma galeria, Brianna Cartwright (Teyona Parris), se mudam para Cabrini, onde Anthony encontra uma nova fonte de inspiração, ao descobrir sobre a lenda do Candyman, um assassino que tinha um gancho no braço direito, ao invés da mão, e aos poucos começa a ser afetado por sua pesquisa em relação à lenda.
E as pessoas ao seu redor e tomando conhecimento de suas obras de arte, claramente obcecadas por Candyman, começam a ser mortas. E ele mesmo vai se degradando, sem entender exatamente o que está acontecendo.
"A Lenda de Candyman" (Candyman) não deixa de ser uma espécie de Freedy Kruger - mas este assassino aparecia quando as suas vítimas estavam dormindo. Porém, as referências são claras. Enfim, é um bom filme de terror, e confesso que nunca assisti aos três longas anteriores do assassino, mas já separei aqui para ver nos próximos dias.
Cotação: bom
Duração: 90 min
Chico Izidro

segunda-feira, agosto 23, 2021

"Caminhos da Memória" (Reminiscence)

A diretora, roteirista e produtora Lisa Joy seguiu a cartilha de Quentin Tarantino em "Caminhos da Memória" (Reminiscence), apresentando um filme com pegada noir, com várias referências ao cinema de suspense, ficção científica e ação. Na trama, passada em um futuro onde Miami sofreu severas consequências com o aquecimento global e tornou-se praticamente submersa, quase uma Veneza, o investigador particular Nick Bannister (Hugh Jackman) mantém uma clínica ao lado da amiga Watts (Thandiwe Newton), onde atendem uma clientela que deseja reviver momentos marcantes de seu passado, através de uma máquina de leitura da mente.
A vida de Nick começa a mudar, quando ele decide atender uma cliente, a cantora Mae (Rebecca Ferguson), que perdeu as chaves da casa, e deseja recuperá-las. Porém, o simples sumiço das chaves transforma-se em uma enorme paixão dele pela garota, que de repente desaparece. Então o investigador, obcecado por reencontrar a amada, se embrenha em uma missão envolvendo tráfico de drogas, a herança de um milionário corrupto e uma conspiração política na alagada Miami.
A trama tem saltos temporais, indo e voltando no tempo. E dê-lhe referências, desde os filmes policiais Noir dos anos 1940 e 1950, como por exemplo "Relíquia Macabra", "Blade Runner", "A Origem", "Em Um Lugar do Passado", "Contra o Tempo", "Minority Report", entre outros.
A história é interessante, prega o espectador na poltrona, porém se arrasta demais em sua parte final, que aliás, se mostra desnecessária, e com um baita furo de roteiro. Mas tirando isso, dá para curtir, e o casal Hugh Jackman e Rebecca Ferguson (da franquia “Missão: Impossível” e "Dr. Sono") tem uma baita química.
Cotação: bom
Duração: 116 min
Chico Izidro

"Free Guy - Assumindo o Controle" (Free Guy)

"Em Free Guy - Assumindo o Controle", direção de Shawn Levy, temos a história de um caixa de banco, Guy (Ryan Reynolds), que vive uma vida entediante e rotineira. Os seus dias se repetem indefinidamente, como se estivesse preso em um loop - lembra muito o personagem de Bill Murray em "Feitiço do Tempo"(1993), cujos os dias se repetem também. Mas aqui a pegada é diferente. Um dia ele vê uma garota, Molotov Girl (Jodie Comer, a assassina do seriado Killing Eve), e se apaixona por ela. Então, Guy descobre que na realidade ele é um personagem de um brutal videogame.
Porém ele não é o protagonista do jogo, e um simples NPC (Non-Player Character, em inglês), ou seja, aquele personagem nos jogos que serve como mero figurante, levando uma vida pacata e sem muitos acontecimentos importantes em suas ações. Só que com o seu desejo de ficar com a garota, que na realidade é um avatar de uma jogadora. E Guy precisa aceitar sua realidade e lidar com o fato de que é o único que pode salvar o mundo.
O filme é claramente inspirado em um videogame, com cenas rápidas, cheias de efeitos especiais e muitos easter eggs. "Free Guy" tem momentos engraçados e muitas referências a quem joga videogame - e nesse quesito sou um zero à esquerda, pois nunca joguei na minha vida. Ah, outra referência: Guy descobre viver em um jogo, assim como acontece com Jim Carrey em "O Show de Truman", que se descobre a certa altura viver em um reality show e querendo mudar seu destino.
Cotação: bom
Duração: 1h55min
Chico Izidro

sexta-feira, agosto 06, 2021

"O Esquadrão Suicida" (Suicide Squad)

Gritante a diferença entre o primeiro "Esquadrão Suicida", de 2016, e sua nova versão, "O Esquadrão Suicida", que ao contrário de seu antecessor, é um filmaço dirigido por James Gunn. O novo filme tem de tudo, muita violência, humor, ação, além de trazer Apesar de trazer de volta alguns nomes do filme de 2016, como Arlequina (Margot Robbie) e Rick Flag (Joel Kinnaman), apresentou novos personagens e uma participação pra lá de especial de Taika Waititi (diretor e o Hitler de Jojo Rabbit).
Em "O Esquadrão Suicida", um grupo de supervilões é recrutado pelo governo para uma missão em uma ilha remota da América do Sul. O objetivo, informado pela comandante Amanda Waller (Viola Davis) é desmantelar um projeto ultrassecreto, que ameaça a segurança do mundo e, em troca, os prisioneiros têm a pena diminuída. A premissa é a mesma do filme de 2016, mas as semelhanças param por aí.
O novo filme deixa de lado qualquer tentativa de ser levado a sério. Logo no começo, a equipe de vilões que chega na ilha é completamente devastada, mas existe outra turma, entrando pelo outro lado. Comandada pelo Sanguinário (Idris Elba), a trupe conta com o Pacificador (John Cena), Bolinha (David Dastmalchian), Caça-Ratos 2 (Daniela Melchior) e o tubarão Nanaue (com a voz de Sylvester Stallone), todos com superpoderes tão esdrúxulos e engraçados. O resultado é muita bizarrice, com habilidades como jogar bolinhas coloridas ou atacar os inimigos com ratos. Ou seja, a turma vai massacrando todo mundo pelo caminho.
E por pouco Margot Robbie não rouba o filme para sim, como a Arlequina, que já havia ganhado um filme-solo. Aqui mostra um carisma sensacional, protagonizando cenas de ação espetaculares. Mas prestem atenção num personagem secundário, Milton (Julio Cesar Ruiz), que entra mudo e sai calado, mas é um dos personagens mais engraçados do longa. "O Esquadrão Suicida" é para ser visto e revisto, tantas as referências, inclusive com o monstro no ataque final, que lembra muito o boneco gigante de "Ghostbuster", e easter eggs presentes.
Cotação: excelente
Duração: 2h12
Chico Izidro

quarta-feira, julho 21, 2021

"Um Lugar Silencioso - Parte II" (A Quiet Place Part II)

Em 2018, John Krasinski, o Jim, de "The Office" surpreendeu o mundo com o assustador e excepcional "Um Lugar Silencioso". Na trama, o mundo é invadido por criaturas que se alimentam dos humanos, mas como são cegas, elas atacam quando escutam sons.
Então quem quer sobreviver, deve viver em silêncio, tendo como protagonistas a família Abbot, e no final o pai, vivido pelo próprio Krasinski se sacrificava para salvar a mulher, Emily, vivida por sua própria esposa, Emily Blunt, e os filhos Regan (Millicent Simmonds, que é deficiente auditiva) e Marcus (Noah Jupe).
Agora, em sua segunda parte, "Um Lugar Silencioso - Parte II" (A Quiet Place Part II), também dirigida por John Krasinski, começa mostrando como os monstros chegaram na Terra, e interromperam a normalidade dos seres humanos, focando sempre na família Abbott. No decorrer do filme, os Abbot são pessoas errantes, que andam pelo mundo, a procura de um local, onde se sintam seguras, longe do risco de serem devoradas. Mas o perigo não está apenas nas criaturas.
Um novo personagem é introduzido na história, Emmet (Cillian Murphy), que a contragosto acolhe a família, tendo mais empatia por Regan - e a garota dá um show de interpretação, usando praticamente apenas gestos.
Esta parte dois aprimora ainda mais o que foi visto no primeiro filme, trazendo mais tensão, mais ação: a tensão é maior, a ação é mais intensa, o som é ainda mais impactante. E ainda por cima, deixa espaço para uma nova sequência.
Cotação: ótimo
Duração: 97 min
Chico Izidro

sexta-feira, junho 18, 2021

“Espiral: O Legado de Jogos Mortais” (Spiral: From the Book of Saw)

“Espiral: O Legado de Jogos Mortais” (Spiral: From the Book of Saw), dirigido por Darren Lynn Bousman, que também esteve no comando dos filmes 2, 3 e 4 longas da saga original, é mais um thriller de investigação policial, só que usando a estrutura de “Jogos Mortais” como inspiração. A trama surgiu de uma ideia do ator e comediante Chris Rock, fã da cinessérie. E ele interpreta o detetive Ezekiel "Zeke" Banks (Chris Rock), reconhecido por ter revelado um esquema de corrupção policial na delegacia onde trabalha, e por isso sofre o boicote de seus colegas.
Então ele recebe como parceiro, o novato William (Max Minghella, da série The Handsmade Tale), e os dois têm de investigar uma série de assassinatos na trilha de um possível imitador do maníaco JigSaw, que também gosta de brincar com suas vítimas, as convidando para jogar o jogo onde se não seguirem as regras, acabam morrendo de forma violenta. A coisa começa a ficar mais pesada quando Zeke detecta que a série de assassinatos visam os seus colegas de delegacia, e incluindo o seu pai, o ex-chefe de polícia aposentado Markus Banks.
Desta vez, o personagem Jigsaw (Tobin Bell, que morreu no capítulo final da série) não está presente. Com uma mente brilhante para criar armadilhas mortais, agora, ele foi substituído por um fã, que usa dos mesmos recursos (mensagens cifradas, o conhecido boneco e engenhosos quebra-cabeças), cuja vingança está focada num distrito policial. E ele usa como máscara uma cabeça de porco - a imagem faz sentido pelo significado – policiais são chamados pejorativamente de “pigs” (porcos) na língua inglesa.
O filme é repleto de flashbacks e com roteiro que segue regras do thriller policial, com várias viradas na trama, trazendo clichês, mas que são um deleite para o espectador, que se prestar atenção, vai sacar logo a identidade do assassino. Afinal, tudo se trata de vingança.
Chris Rock (recorrente em comédias e criador do seriado Todo Mundo Odeia o Chris), se esforça e tem sucesso no papel de Zeke, sem apelar para as piadinhas. Outro nome de peso é Samuel L. Jackson, no papel do pai do investigador. E de presente, a beleza Marisol Nichols como a chefe de polícia Angie Garza – no meio de tanta violência e sangue, um colírio para aliviar a tensão.
Cotação: bom
Duração: 1h35min
Chico Izidro

quinta-feira, junho 03, 2021

“Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio” (The Conjuring: The Devil Made Me Do It)

Idealizado e dirigido por James Wan, a cinessérie “Invocação do Mal” chega agora a sua terceira parte, com “Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio” (The Conjuring: The Devil Made Me Do It), desta vez tendo o diretor Michael Chaves, de “A Maldição da Chorona” no comando. Os filmes são protagonizados pelo casal de investigadores de atividades paranormais Ed (7 de setembro de 1926 – 23 de agosto de 2006) e Lorraine Warren (31 de janeiro de 1927 – 18 de abril de 2019), que existiram na vida real. Eles são interpretados por Patrick Wilson e Vera Farmiga nos três filmes.
Neste novo exemplar, baseado em fatos reais, a dupla é chamada para investigar e tentar defender o jovem Arne (Ruairi O'Connor), que assassinou o senhorio da casa onde morava, e que estaria possuído por um demônio quando cometeu o crime. O caso ocorrido em 1981 marcou por ser a primeira vez na história dos Estados Unidos que uma pessoa acusada de assassinato alega ter tido uma possessão demoníaca como defesa. Aí aparecem Ed e Lorraine Warren, que decidem ajudar a provar a inocência do rapaz.
O filme aproveita para prestar homenagens ao clássico “O Exorcista”, de 1973. Logo no começo, quando da chegada de um padre, saindo de um táxi, na casa de um garoto possuído. E este mesmo menino tendo o corpo todo distorcido, exatamente como a personagem Regan, vivida por Linda Blair na icônica obra de terror.
Mas é difícil embarcar na teoria de possessão demoníaca. O assassinato do senhorio ocorre durante uma festinha regada a álcool, e certamente drogas. Certamente o rapaz acusado de assassinato estava drogado e em uma alucinação, matou o outro cara. Aí forçaram a barra com o demônio...E o casal vai defender um assassino...tá bom.
Apesar da premissa furada, Vera Farmiga e Patrick Wilson seguem bem em seus papéis, sendo a alma e o coração da franquia. E a empatia deles consegue fazer a trama funcionar, apesar de não dar muitos sustos na audiência.
Cotação: regular
Duração: 1h52min
Chico Izidro

“DA MAGIA À SEDUÇÃO: FEITIÇO DO AMOR” (Practical Magic 2)

Fotos: Warner Bros. Pictures “Da Magia À Sedução: Feitiço de Amor” (Practical Magic 2) sai exatos 28 anos depois de "Da Magia à Seduçã...