“Digger”, direção do grande diretor mexicano Alejandro González Iñárritu (Babel, 21 Gramas e Amores Perros) é um filme farsa, ou seja, mostra uma coisa, mas na realidade é outra.
O protagonista da trama é o magnata do petróleo Digger Rockwell, interpretado por Tom Cruise, quase irreconhecível por trás de várias próteses, que o deixaram idoso e extremamente gordo (me lembrou o personagem vivido pelo ator no hilário “Trovão Tropical”). Digger vive em sua mansão, cercado de funcionários, que maltrata até além da conta, e extremamente carinhoso com uma gata que tem três décadas, e é praticamente moribunda.
Seu mundo começa a mudar quando uma operação de sua empresa no Ártico provoca uma rachadura gigantesca, após uma explosão de metano. Se formam então tremendos icebergs, e um parte descontrolado para o continente europeu. Uma reunião emergencial é convocada, com a participação de militares, cientistas e o presidente dos Estados Unidos, à beira da morte por conta de um câncer anal, vivido por um hilário John Goodman. Eles precisam achar uma solução para a crise ambiental, que poderá destruir toda a Europa.
Então, depois de várias tentativas de destruir o gigantesco iceberg, o filme toma uma virada completamente inesperada – e que não posso contar aqui para não dar um violento spoiler e estragar a surpresa.
“Digger” discute crise climática, influência dos Estados Unidos sobre o planeta e o poder dos grandes magnatas. A produção é grandiosa, bem dirigida, com uma excelente fotografia e Tom Cruise sem medo de interpretar um anti-herói. E além dele e John Goodman, tambpem se destacam Riz Ahmed, Sandra Hüller, Michael Stuhlbarg e Jesse Plemons.
Duração: 2h09
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=TWONhlEX_Nk







