Guillaume Gallienne foi criado pela mãe como se fosse afeminado. E ele passou a infância, adolescência e início da fase adulta acreditando ser gay. E o ator decidiu transformar esse fato de sua vida em peça teatral e depois em filme, no divertido "Eu, Mamãe e os Meninos", dirigido por ele mesmo. O ator, que viveu Pierre Bergé em "Yves Saint-Laurent" tem trejeitos femininos, uma voz fina, tanto que os paerentes sempre achavam que fosse sua mãe falando, até olhar para trás e notarem a sua presença. E se espantarem.
Guillaume Gallienne conta de modo irônico e inventivo os anos que passou em casa, ouvindo a mãe chamá-lo para jantar: "Guillaume, meninos, venham jantar". Ele sempre era visto como a menina frágil, e por vezes foi flagrado pelo pai vestindo-se de mulher. No colégio interno, os colegas o chamavam de bicha. Noutro internato, acreditando em sua condição homossexual, apaixonou-se por um colega que o tratava com carinho. Além de interpretar a si próprio em todas as fase de sua vida, Guillaume ainda viveu o papel de sua mãe. Uma mulher distante de seus filhos, mais preocupada com as convenções sociais e administrar uma enorme mansão e seus vários criados. O final de "Eu, Mamãe e os Meninos" é surpreendente.
Cotação: ótimo
Chico Izidro
quinta-feira, maio 15, 2014
"Amante a Domicílio"
Murray (Woody Allen) tem uma ideia genial para ganhar alguma grana após ver sua livraria em Nova Iorque ir à falência: ser cafetão de seu amigo, o florista Fioravante (John Turturro). "Amante a Domicílio" é dirigido pelo próprio Turturo, e traz Woody Allen no papel de Woody Allen, atrapalhado, com frases espirituosas, e vivendo com uma família diferente - ele mora com uma negra e mais três crianças negras. E ele vai arranjando clientes para Fioravante, um homem que se acha feio, mas másculo e seguro. Em seu caminho surgem as belezas Sharon Stone e a deslumbrante Sofia Vergara.
No meio da trama aparece uma viúva judia, Avigal (Vanessa Paradis), alvo da paixão do policial Dovi (Liev Schreiber, hilário). E este núcleo judeu da história provoca as melhores piadas do filme. Que porém em seu final vai perdendo força e graça, ao mostrar um romance fraco e inverossivel de Fioravante com Avigal.
Cotação: bom
Chico Izidro
No meio da trama aparece uma viúva judia, Avigal (Vanessa Paradis), alvo da paixão do policial Dovi (Liev Schreiber, hilário). E este núcleo judeu da história provoca as melhores piadas do filme. Que porém em seu final vai perdendo força e graça, ao mostrar um romance fraco e inverossivel de Fioravante com Avigal.
Cotação: bom
Chico Izidro
quarta-feira, abril 30, 2014
"O Espetacular Homem-Aranha 2 - A Ameaça de Electro"
"O Espetacular Homem-Aranha 2 - A Ameaça de Electro", direção de Marc Webb, tem todos os ingredientes de uma boa aventura - drama, suspense, emoção e ação. Peter Parker (Andrew Garfield) se vê assombrado pelo pai de Gwen Stacy, o falecido policial George Stacy (Denis Leary), a quem prometeu não deixar a garota correr riscos. Por isso, ele, como o aracnídeo, deve se afastar da mulher que ama. Assim, acaba o namoro com Gwen e sofre muito por isso. Ao mesmo tempo, começa a ser perseguido por um antigo fã, que se sentiu rejeitado, Max Dillon (Jamie Foxx), que após sofrer um acidente na Oscorp, transforma-se no lunático Electro.
O filme traz ainda a explicação do que ocorreu com os pais de Peter, vividos por Campbell Scott e Embeth Davidtz, que deixaram o garoto aos cuidados da Tia May (Sally Field). Andrew Garfield está, de novo, muito bem como o Homem-Aranha, e com tremenda empatia com a bonita Emma Stone, que interpreta Gwen Stacy. Aliás, na vida real, os dois são namorados. Jammie Foxx também está excelente como o vilão carente e rejeitado Electro, na medida exata de humor e loucura. "O Espetacular Homem-Aranha 2 - A Ameaça de Electro" é um ótimo filme, com belas cenas do herói pulando de prédio em prédio por Nova Iorque e um dos mais chocantes finais dos últimos tempos.
Cotação: ótimo
Chico Izidro
O filme traz ainda a explicação do que ocorreu com os pais de Peter, vividos por Campbell Scott e Embeth Davidtz, que deixaram o garoto aos cuidados da Tia May (Sally Field). Andrew Garfield está, de novo, muito bem como o Homem-Aranha, e com tremenda empatia com a bonita Emma Stone, que interpreta Gwen Stacy. Aliás, na vida real, os dois são namorados. Jammie Foxx também está excelente como o vilão carente e rejeitado Electro, na medida exata de humor e loucura. "O Espetacular Homem-Aranha 2 - A Ameaça de Electro" é um ótimo filme, com belas cenas do herói pulando de prédio em prédio por Nova Iorque e um dos mais chocantes finais dos últimos tempos.
Cotação: ótimo
Chico Izidro
"Getúlio"
"Getúlio", dirigido por João Jardim, não pretende ser uma cinebiografia do presidente do Brasil entre 1930-45 e 1950-54. O filme se fixa apenas nos últimos 20 dias da vida de Getúlio Vargas, quando da crise gerada após a tentativa de assassinato do jornalista Carlos Lacerda, inimigo declarado do dirigente brasileiro, na Rua Tonelero, no Rio de Janeiro, em agosto de 1954. Com ótima reconstituição de época, cuidadosa escolha do elenco - muitos dos atores se parecendo com os personagens reais que interpretaram, "Getúlio" não se pretende didático. Ou seja, deve-se conhecer um pouco do que ocorreu naqueles turbulentos dias para não se ficar boiando na trama, quase toda passada dentro do Palácio do Catete, então residência oficial do presidente da República.
Intrigas palacianas, debates políticos e atuações destacadas. Tony Ramos está muito bem na pele de Getúlio Vargas, um homem atormentado, e o que tenta passar na trama, totalmente inocente no atentado, que culminou na morte do guarda-costas de Lacerda, o major-aviador Rubens Florentino Vaz. Alexandre Borges vive Carlos Lacerda, e com tanto vigor, que o personagem incomoda por seu fanatismo para tirar o ex-ditador do poder.
Cotação: bom
Chico Izidro
Intrigas palacianas, debates políticos e atuações destacadas. Tony Ramos está muito bem na pele de Getúlio Vargas, um homem atormentado, e o que tenta passar na trama, totalmente inocente no atentado, que culminou na morte do guarda-costas de Lacerda, o major-aviador Rubens Florentino Vaz. Alexandre Borges vive Carlos Lacerda, e com tanto vigor, que o personagem incomoda por seu fanatismo para tirar o ex-ditador do poder.
Cotação: bom
Chico Izidro
"Yves Saint-Laurent"
"Yves Saint-Laurent", dirigido por Jalil Lespert, traz a vida de um dos maiores estilistas do século XX, desde quando se mostra o garoto-prodígio trabalhando para o ícone fashionista Christian Dior, em meados dos anos 1950, e seu crescimento profissional, ao abrir a própria empresa, com apenas 26 anos. YSL é interpretado com primor por Pierre Niney, que inclusive destacou a afetação do personagem. Já seu parceiro comercial e sexual Pierre Bergé tem como intérprete Guillaume Gallienne, talvez a melhor atuação do filme.
Yves e Bergé fizeram uma parceria como casal de quase 20 anos, mas quando se separaram, permaneceram trabalhando juntos até a morte de YSL em 2008. Aliás, a história é contada em off por Bergé. E tem altos e baixos. O filme não mostra a vida de YSL na infância e adolescência em Oran, na Argélia, já iniciando com o estilista entrando na vida adulta e indo trabalhar para Dior. Porém, em certo momento, o filme se perde no esquema sexo, drogas e bebedeiras do personagem principal. As cenas se sucedem, de forma repetitiva, acabando por cansar.
Cotação: regular
Chico Izidro
Yves e Bergé fizeram uma parceria como casal de quase 20 anos, mas quando se separaram, permaneceram trabalhando juntos até a morte de YSL em 2008. Aliás, a história é contada em off por Bergé. E tem altos e baixos. O filme não mostra a vida de YSL na infância e adolescência em Oran, na Argélia, já iniciando com o estilista entrando na vida adulta e indo trabalhar para Dior. Porém, em certo momento, o filme se perde no esquema sexo, drogas e bebedeiras do personagem principal. As cenas se sucedem, de forma repetitiva, acabando por cansar.
Cotação: regular
Chico Izidro
"Inatividade Paranormal 2"
Como as comédias atuais conseguem ser tão sem graça? Algo inexplicável. É o caso de
"Inatividade Paranormal 2", direção de Michael Tiddes. A história é batida, com tentativas de brincar com cenas de filmes de terror. O resultado acaba sendo pífio. A trama se passa exatamente um ano após o término da parte 1. Malcolm (Marlon Wayans) tenta recomeçar a vida ao lado da nova namorada, Megan (Jaime Pressly), e mãe de dois adolescentes. Claro que eles se mudam para uma casa mal-assombrada, e ele começa a descobrir indícios de que um fantasma está a espreita no novo lar.
Toda a história é contada através da câmera subjetiva, ou seja, vemos o filme pela ótica de um personagem que está sempre filmando o ambiente. E "Inatividade Paranormal 2" tenta parodiar filmes como "A Entidade", "Invocação do Mal", "Possessão" e "Sobrenatural", brincando ainda com estereótipos raciais. Afinal, Malcolm é negro e a namorada Megan é branca, e o vizinho é hispânico, e age como um trabalhador braçal. No começo, as piadas até divertem, mas se tornam repetitivas. E o filme se perde em cenas desnecessárias, por exemplo, quando Malcolm transa com uma boneca. Sem sentido.
Cotação: ruim
Chico Izidro
"Inatividade Paranormal 2", direção de Michael Tiddes. A história é batida, com tentativas de brincar com cenas de filmes de terror. O resultado acaba sendo pífio. A trama se passa exatamente um ano após o término da parte 1. Malcolm (Marlon Wayans) tenta recomeçar a vida ao lado da nova namorada, Megan (Jaime Pressly), e mãe de dois adolescentes. Claro que eles se mudam para uma casa mal-assombrada, e ele começa a descobrir indícios de que um fantasma está a espreita no novo lar.
Toda a história é contada através da câmera subjetiva, ou seja, vemos o filme pela ótica de um personagem que está sempre filmando o ambiente. E "Inatividade Paranormal 2" tenta parodiar filmes como "A Entidade", "Invocação do Mal", "Possessão" e "Sobrenatural", brincando ainda com estereótipos raciais. Afinal, Malcolm é negro e a namorada Megan é branca, e o vizinho é hispânico, e age como um trabalhador braçal. No começo, as piadas até divertem, mas se tornam repetitivas. E o filme se perde em cenas desnecessárias, por exemplo, quando Malcolm transa com uma boneca. Sem sentido.
Cotação: ruim
Chico Izidro
quinta-feira, abril 17, 2014
"Divergente"
"Divergente", direção de Neil Burger, é o primeiro filme de uma trilogia trazendo uma heroína futurista, a exemplo de "Jogos Vorazes". A trama se passa num futuro apocalíptico. O mundo foi destruído por uma guerra e em sua reestruturação, a sociedade foi dividida por grupos: Amizade, Erudição, Audácia, Abnegação e Sinceridade. Os jovens, quando chegam aos 16 anos de idade, são submetidos a testes para saber a qual grupo vão entrar. Eles também tem a opção de optar, mas caso não sejam aprovados nos testes subsequentes, não podem escolher outros grupos e nem voltar para suas famílias. Ou seja, tornam-se párias.
O divergente do título se refere aquela pessoa que não se adequa a nenhum dos grupos, pois tem uma mescla de todas as aptidões. E por isso é visto como um destruídor do sistema, assim é caçado e morto. E é aí que se enquadra a heroína Beatrice (Shailene Woodley), que opta por entrar no grupo dos audaciosos, que agem como os guardiões da cidade de Chicago, onde se passa a trama futurista, tendo de esconder suas qualidades. "Divergente" acaba sendo um bom filme de ficção cientítica, bem esquematizado e superior ao seu congênere, no caso, "Jogos Vorazes".
Cotação: bom
Chico Izidro
O divergente do título se refere aquela pessoa que não se adequa a nenhum dos grupos, pois tem uma mescla de todas as aptidões. E por isso é visto como um destruídor do sistema, assim é caçado e morto. E é aí que se enquadra a heroína Beatrice (Shailene Woodley), que opta por entrar no grupo dos audaciosos, que agem como os guardiões da cidade de Chicago, onde se passa a trama futurista, tendo de esconder suas qualidades. "Divergente" acaba sendo um bom filme de ficção cientítica, bem esquematizado e superior ao seu congênere, no caso, "Jogos Vorazes".
Cotação: bom
Chico Izidro
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