Sou um fã de carteirinha de Woody Allen desde que vi "Hannah e Suas Irmãs", em 1986. Aí acabei descobrindo suas obras anteriores, dos anos 1970, como "O Dorminhoco", "Annie Hall", "Manhatan" e por aí vai. Então assistir ao novo filme do diretor nova-iorquino, "Magia ao Luar", é um anti-climax total. A trama envolve o mágico Stanley (Colin Firth), um profissional esnobe e arrogante que é contratado por outro médico, menos famoso, para ir ao sul da França. O objetivo: desmascarar a médium Sophie (Emma Stone), que está para se casar com um milionário local e estaria engasnando os incautos.
Totalmente cético, Stanley aos poucos vai conhecendo a jovem e descobrindo que ela realmente aparenta ter poderes mediúnicos, após Sophie mostrar ter conhecimentos sobre a vida íntima da idosa tia dele, Vanessa (Eileen Atkins, de Robin Hood e Could Mountain). Então o mágico começa a mudar seus conceitos, e ficar encantado pela garota de grandes olhos verdes. Deste ponto em diante, a história perde fôlego e fica sem graça, passando de uma trama sobre vigarice para um romance água com açúcar bobo, que em nenhum momento convence. Os diálogos inteligentes e cheios de referências culturais estão presentes, assim como belas imagens do sul francês. E sem contar a reconstituição de época perfeita - já que o filme se passa no final dos anos 1920, e claro, o deleite de Woody Allen com a trilha sonora.
Mas tudo isso é insuficiente para mostrar algo de novo na obra do diretor, que se mostra desta vez sem inspiração. "Magia ao Luar" é cheio de altos e baixos. Quando a história parece que vai engrenar, sofre com falta de ritmo. E os personagens não tem a mínima empatia. Uma pena esperar pela nova obra de Woody Allen e sair decepcionado da sala de cinema.
Cotação: ruim
Chico Izidro
quinta-feira, agosto 28, 2014
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