Fotos: Universal Pictures
Quando foi anunciado o novo filme de Steven Spielberg, eu pensei ansioso de que ele iria revisitar a II Guerra, como no genial “O Resgate do Soldado Ryan”, que começa exatamente no dia que marcou a invasão aliada à Europa, pelos aliados, em 6 de agosto de 1944. Porém eu me equivoquei. Porém não é por este motivo que me decepcionei com o longa-metragem.
“Dia D” (Disclosure Day) ou o Dia da Descoberta, vemos o especialista em informática David Kellmer, vivido por Josh O’Connor (de Rivais), fugindo de homens que não sabemos se são de alguma agência governamental ou privada, pois roubou alguns documentos, sob ordens de Hugo (Colman Domingo). Junto com Kellner, na longa escapada, está sua namorada, a ex-noviça Jane (Eve Hewson).
Ao mesmo tempo em que Kellner e Jane tentam se esconder de agentes comandados por Noah (Colin Firth), surge a personagem de Emily Blunt, Margaret Fairchild, garota do tempo de uma pequena emissora de TV de Kansas City, que do dia para a noite recebe poderes sobrenaturais, como falar outras línguas e poder ler o pensamento de outras pessoas.
Os dois, David e Margaret acabam se unindo em meio a um caos que acontece nos Estados Unidos, com a população levando de assalto produtos de minimercados, como se estivesse esperando uma guerra ou uma invasão extraterrestre. E o roteiro de David Koepp baseado em uma história do próprio Spielberg. Os dois já haviam trabalhado juntos em "Jurassic Park" (1993) e "Guerra dos mundos" (2005).
Consegue esconder por boa parte do filme o motivo da fuga de David, que papéis e HDs são aqueles que o personagem carrega em uma mochila – e por que Noah o persegue com tanta vontade. Colin Firth abusou demais e transformou seu vilão em um personagem caricato.
As fugas são estilosas, espetaculares, apesar de inverossímeis ao extremo. A cena do trem é tensa, mas abusa dos malabarismos dos protagonistas Daniel e Margaret. Porém aí, Spielberg revisita o momento em que se viciou em cinema, reproduzindo o momento do acidente que ele relembra em “Os Fabelmans” (2022). Quando criança, o diretor foi levado ao cinema para assistir “O Maior Espetáculo da Terra" (1952), dirigido por Cecil B. DeMille, e onde o clímax é a famosa colisão entre duas seções do trem do circo.
Mas voltando a “Dia D”, o diretor ainda traz reminiscências de dois de seus clássicos, "Contatos imediatos do terceiro grau" (1977) e "E.T. O extraterrestre" (1982). Para mim, Spielberg segue uma crença de que existem realmente extraterrestres e a existência dos monstrinhos verdes são escondidas por organizações governamentais, ou no caso de seu novo filme, de uma agência privada.
E sei lá, mas se os alienígenas do novo filme fossem mais bélicos, até poderia comprar a ideia. Afinal, a humanidade não deu certo, e eles podiam dar um pulinho na Terra para fazer o trabalho do meteoro. Mas ET bonzinho e a população mundial parada, boquiaberta, olhando em seus celulares a revelação da existência desses seres, é pedir demais.
Cotação: regular
Duração: 2h17min
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=cULQTp0ImEM
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