“Supergirl”, dirigido por Craig Gillespie, é baseado na história em quadrinhos “Supergirl: Mulher do Amanhã” ilustrada pela brasileira Bilquis Evely, e tem roteiro escrito pela atriz e filha de pai brasileiro Ana Nogueira. E consegue ser tão ruim quanto o filme da heroína de 1984, protagonizado pela bela Helen Slater e que contava com um elenco de primeira, como por exemplo Faye Dunaway, Peter O’Toole, Mia Farrow e Brenda Vaccaro, que com certeza, estavam precisando pagar o aluguel de suas mansões.
Agora, 42 anos depois, a super-heroína é vivida pela australiana Milly Alcock, do seriado da HBO “Casa do Dragão”, e que talvez seja o único acerto do filme, com sua atuação de uma jovem deprimida, que sofre por não sofrer com a vida na Terra e com fortes lembranças de seu planeta natal. Passa o aniversário de 23 anos bebendo e vomitando em um planeta onde seus superpoderes não funcionam.
E a trama, sim, se passa toda no espaço, com o tema vingança como foco central. E Supergirl se envolve com a adolescente Ruthye Marie Knoll (Eve Ridley), que teve a família assassinada pelo vilão Krem (Matthias Schoenaerts). A jovem parte em busca de vingança, pedindo a ajuda de Kara, que a princípio, nega ajudar a garota – o clichê do herói que recusa a missão, para depois voltar atrás, quando seu cão de estimação, Krypto, é envenenado pelo vilão.
Então as duas saem pela galáxia atrás de Krem, encontrando pelo caminho todos os tipos de alienígenas, entre eles o caçador de recompensas Lobo (Jason Momoa).
O roteiro até mantém diversos elementos fundamentais da história em quadrinhos, como o desejo de vingança de Ruthye, o envenenamento de Krypto, e os traumas da infância de Kara em seu planeta natal, mostrados em interessantes flash-backs. Mas saindo disto, o restante se mostra fraco, sem imaginação, as cenas de ação de “Supergirl” são escuras, não sei se por problema de projeção ou se opção da produção mesmo. Além disso, o filme se mostra uma compilação de várias obras cinematográficas, desde “Star Wars”, com seus mais variados personagens extraterrestres, “John Wick”, com a mocinha só tomando uma atitude depois de que seu cão de estimação é atacado pelo vilão, “Mad Max” e seu vilão genérico Krem, vestindo roupas de couro pretas e o rosto coberto por piercings. E até mesmo “Máquina Mortífera”, com sua personagem principal autodestrutiva, bebendo até cair.
O que se salva é realmente a atuação de Milly Alcock, carismática e convincente como bêbada, mostrando vulnerabilidade. Já Jason Momoa interpreta mais do mesmo em seus personagens cinematográficos, com cara de mau, violento e irônico. Sem graça nenhuma. Enfim, são quase duas horas que demoram a passar.
Duração: 1h50
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=bFD0IU3_TFY




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