

Meu Nome é Elizabeth, de Jean Pierre Ameris, trata de solidão, de abandono e do final da infÂncia, sob a visão da meiga Betty (a excelente Alba Gaïa Kraghede Bellugi). Filha de um diretor de um manicômio, a garotinha vive praticamente sozinha numa grande mansão no interior de uma cidadezinha francesa no começo dos anos 1970. A irmã mais velha e melhor amiga foi para um internato, o pai passa o dia trabalhando e a mãe (a portuguesa e com carinha de boneca Maria de Medeiros, a Anaïs Nin do clássico Henry e June) vive na cidade com o amante. Abandonada e com a mente fervilhando de fantasias, Betty se agarra num jovem que fugiu do hospício e que ela esconde numa choupana. Ele passa a ser o porto seguro da menina, que na presença do rapaz, não se sente tão isolada do mundo. Um filme tocante, que entanto derrapa em seu fraco e pouco inventivo final. Porém vale a pena ser visto.











