Alan Turing foi um cientista inglês que ajudou a desvendar a máquina Enigma, que guardava os códigos nazistas na II Guerra Mundial. Porém, sua condição de homossexual custou-lhe caro, e após o conflito ele foi perseguido, teve de se submeter a tratamento químico (na época, o homossexualismo era visto como crime e doença na Inglaterra). E Alan Turing morreu, cometendo suicídio aos 41 anos de idade, no começo dos anos 1950. Pois sua trajetória é contada no ótimo "O Jogo da Imitação", direção de Morten Tyldum.
Turing é vivido por Benedict Cumberbatch, que constrói um personagem com um tanto de altismo, uma espécie de Sheldon Cooper (The Big Bang Theory), vivendo em seu próprio mundo, arrogante, sem traquejo social e que chegou a propor casamento a uma colega, Joan Clarke (Keira Knithley) para esconder sua sexualidade. A trama foca mais exatamente no período da guerra, onde Turing chefia uma equipe, após ter derrubado seu antigo chefe, para descobrir o código Enigma. Porém, com dificuldades de relacionamento com os demais, teve de brigar muito para continuar tocando o projeto adiante.
O filme também se vale de flash-backs, mostrando um Alan Turing entrando na adolescência, vítima de bullying na escola e se apaixonando por um colega que o defendia dos valentões. Agressões que foram um dos motivos para ele se fechar para o mundo.
Cotação: ótimo
Chico Izidro
quinta-feira, fevereiro 05, 2015
"O Destino de Júpiter"
Mila Kunis nasceu na Ucrânia e imigrou com a família para os Estados Unidos aos sete anos de idade, onde obteve o sucesso em Hollywood. Sua trajetória é quase semelhante ao personagem que interpreta em "O Destino de Júpiter", direção de Andy e Lana Wachowski (de Matrix). No filme, Kunis é Júpiter, cuja mãe ao ficar viúva, deixou a Rússia e partiu para os Estados Unidos, onde se instalou em Chicago.
Lá, as duas trabalham como faxineiras para sobreviver. E Júpiter sempre reclama: "eu odeio a minha vida". E ela vai se transformar quando surge o militar meio-homem, meio-lobo Caine (Channing Tatum). Sua missão é proteger Júpiter, pois a garota pertence a uma linhagem nobre e está destinada a ser a rainha do universo. Só que outros seres, liderados pelo lorde Balem (Eddie Redmayne, péssimo) não estão nenhum pouco satisfeitos em ter de entregar o poder para Júpiter, e tentam eliminá-la.
"O Destino de Júpiter" se transforma numa salada de ficção científica, que tenta misturar outras referências, como "Star Wars", "Matrix", "Star Trek" e "O Quinto Elemento". Muita correria, perseguições, explosões, que em determinado momento passam do limite, cansando a paciência do espectador. Não acrescentam nada. Desperdício total de efeitos especiais.
Cotação: ruim
Chico Izidro
Lá, as duas trabalham como faxineiras para sobreviver. E Júpiter sempre reclama: "eu odeio a minha vida". E ela vai se transformar quando surge o militar meio-homem, meio-lobo Caine (Channing Tatum). Sua missão é proteger Júpiter, pois a garota pertence a uma linhagem nobre e está destinada a ser a rainha do universo. Só que outros seres, liderados pelo lorde Balem (Eddie Redmayne, péssimo) não estão nenhum pouco satisfeitos em ter de entregar o poder para Júpiter, e tentam eliminá-la.
"O Destino de Júpiter" se transforma numa salada de ficção científica, que tenta misturar outras referências, como "Star Wars", "Matrix", "Star Trek" e "O Quinto Elemento". Muita correria, perseguições, explosões, que em determinado momento passam do limite, cansando a paciência do espectador. Não acrescentam nada. Desperdício total de efeitos especiais.
Cotação: ruim
Chico Izidro
quinta-feira, janeiro 29, 2015
"Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)"
O ator preso no personagem. Riggan Thomson (Michael Keaton, ótimo), depois de fazer fama no cinema com o super-herói Birdman em três filmes, não aceitou fazer a quarta sequência, acabando por entrar no ostracismo. Anos depois, ele tenta mostrar ser um ator sério, ao produzir, dirigir e atuar em peça de Raymond Carver, em "Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)", dirigido por Alejandro González Iñárritu.
Com sinais de esquizofrênia, já que houve vozes, principalmente do herói que interpretava, e acreditar ter o poder de mover objetos, Thomson sofre para produzir a peça, já que primeiramente se vê trabalhando com um ator medíocre, que por milagre consegue substituir. Só que o substituto é o egocêntrico e desagregador Mike Shiner (Edward Norton, excelente). Ele ainda tem de lidar com a filha rebelde e carente, Sam (Emma Stone) e a namorada, que reclama de sua apatia, Laura (Andrea Riseborough) e o assistente nervoso, Brandon (Zach Galifianakis).
Iñárritu utiliza técnica que se assemelha a um plano-sequência, como se não houvesse cortes na filmagem. A câmera segue os atores pelos corredores do teatro na Broadway, propiciando closes em seus rostos marcados. A trilha sonora também é um achado, apenas o som de uma bateria, que vai num crescendo em cenas mais tensas.
"Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)", de certo modo, tem um grau intenso de ironia ao ser protagonizado por Michael Keaton, que viveu os "Batmans" dirigidos por Tim Burton em 1989 e 1992, e se recusando a fazer uma terceira parte, sendo que eclipsado das telas, e tendo dificuldades para mostrar que era um bom ator.
Cotação: ótimo
Chico Izidro
Com sinais de esquizofrênia, já que houve vozes, principalmente do herói que interpretava, e acreditar ter o poder de mover objetos, Thomson sofre para produzir a peça, já que primeiramente se vê trabalhando com um ator medíocre, que por milagre consegue substituir. Só que o substituto é o egocêntrico e desagregador Mike Shiner (Edward Norton, excelente). Ele ainda tem de lidar com a filha rebelde e carente, Sam (Emma Stone) e a namorada, que reclama de sua apatia, Laura (Andrea Riseborough) e o assistente nervoso, Brandon (Zach Galifianakis).
Iñárritu utiliza técnica que se assemelha a um plano-sequência, como se não houvesse cortes na filmagem. A câmera segue os atores pelos corredores do teatro na Broadway, propiciando closes em seus rostos marcados. A trilha sonora também é um achado, apenas o som de uma bateria, que vai num crescendo em cenas mais tensas.
"Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)", de certo modo, tem um grau intenso de ironia ao ser protagonizado por Michael Keaton, que viveu os "Batmans" dirigidos por Tim Burton em 1989 e 1992, e se recusando a fazer uma terceira parte, sendo que eclipsado das telas, e tendo dificuldades para mostrar que era um bom ator.
Cotação: ótimo
Chico Izidro
"A Teoria de Tudo"
"A Teoria de Tudo", dirigido por James Marsh, é a cinebiografia do físico Stephen Hawking, vítima de Esclerose Lateral Amiotrófica, que atrofia a musculatura, mas não afeta as faculdades mentais. Ele, aos 21 anos de idade, se viu preso numa cadeira de rodas. Quando diagnosticada a doença, os médicos lhe deram no máximo dois anos de vida. Pois ele casou, teve três filhos, separou, casou de novo. E hoje, aos 70 e poucos anos, ainda está trabalhando em suas teorias.
Hawking ficou conhecido mundialmente com o livro Uma Breve História do Tempo, onde busca responder questões como de onde vem o Cosmos e para onde vai? O universo teve começo? Nesse caso, o que aconteceu antes? No filme, o físico é interpretado magistralmente por Eddie Redmayne, já visto em "Sete Dias com Marylin" e "Os Miseráveis". O ator faz um trabalho corporal fantástico, tanto que o próprio Stephen Hawking enviou um e-mail ao diretor James Marsh, dizendo que houve momentos em que pensou estar assistindo a si mesmo na tela.
A história, além de mostrar o avanço da doença de Hawking, também foca e muito no romance entre ele e a jovem Jane (Felicity Jones, de O Espetacular Homem-Aranha 2 - A Ameaça de Electro). O filme, aliás, é baseado em livro da própria Jane Wilde Hawking, intitulado My Life with Stephen. Ela o conheceu são e decidiu permaner ao seu lado mesmo quando diagnosticada a doença.
Cotação: ótimo
Chico Izidro
Hawking ficou conhecido mundialmente com o livro Uma Breve História do Tempo, onde busca responder questões como de onde vem o Cosmos e para onde vai? O universo teve começo? Nesse caso, o que aconteceu antes? No filme, o físico é interpretado magistralmente por Eddie Redmayne, já visto em "Sete Dias com Marylin" e "Os Miseráveis". O ator faz um trabalho corporal fantástico, tanto que o próprio Stephen Hawking enviou um e-mail ao diretor James Marsh, dizendo que houve momentos em que pensou estar assistindo a si mesmo na tela.
A história, além de mostrar o avanço da doença de Hawking, também foca e muito no romance entre ele e a jovem Jane (Felicity Jones, de O Espetacular Homem-Aranha 2 - A Ameaça de Electro). O filme, aliás, é baseado em livro da própria Jane Wilde Hawking, intitulado My Life with Stephen. Ela o conheceu são e decidiu permaner ao seu lado mesmo quando diagnosticada a doença.
Cotação: ótimo
Chico Izidro
"Grandes Olhos"
"Grandes Olhos", de Tim Burton, começa com Margaret Keane (Amy Adams) fugindo de casa com a filha, deixando para trás um marido abusador. Artista plástico, logo está procurando emprego na San Francisco na segunda metade dos anos 1950. E uma mulher separada, com uma filha pequena, não era bem vista pela conservadora sociedade. Logo ela conhece o pintor Walter Keane (Christoph Waltz), e eles casam para ela não perder a guarda da filha.
Passado um tempo, suas obras, onde destacam-se as figuras de crianças com grandes olhos, tristes e suplicantes. Mas quem leva os créditos é seu marido, Walter, que alega ser suas as pinturas, pois diz ele, teria mais reconhecimento, já que o trabalho de uma mulher não era levado tão a sério. O dinheiro começa a entrar, mas anos depois, cansada dos desmandos de Walter, Margaret decide pedir o reconhecimento de sua obra. Que lhe é negado.
"Grandes Olhos" acaba nos tribunais, com Margaret brigando com Wlater para provar quem era o verdadeiro autor dos quadros. A justiça daria razão para Margaret, ao colocar os dois frente à frente, obrigando-os a pintar um quadro. Ela pintou uma tela a óleo, mas quando Walter foi convidado a fazer a mesma coisa, ele alegou estar com dor no ombro e por isso não poderia pintar.
O filme é um diferencial na obra de Tim Burton por não ser soturno. Nele é retratada uma época onde as mulheres eram vistas apenas como donas de casa, sem muita capacidade intelectual. Amu Adams está muito bem na pele de Margaret Keane, mas Waltz, de novo rouba a cena, com seu jeito cínico, por vezes patético. A cena no tribunal, onde ele é seu próprio advogado, é hilária.
Cotação: ótimo
Chico Izidro
Passado um tempo, suas obras, onde destacam-se as figuras de crianças com grandes olhos, tristes e suplicantes. Mas quem leva os créditos é seu marido, Walter, que alega ser suas as pinturas, pois diz ele, teria mais reconhecimento, já que o trabalho de uma mulher não era levado tão a sério. O dinheiro começa a entrar, mas anos depois, cansada dos desmandos de Walter, Margaret decide pedir o reconhecimento de sua obra. Que lhe é negado.
"Grandes Olhos" acaba nos tribunais, com Margaret brigando com Wlater para provar quem era o verdadeiro autor dos quadros. A justiça daria razão para Margaret, ao colocar os dois frente à frente, obrigando-os a pintar um quadro. Ela pintou uma tela a óleo, mas quando Walter foi convidado a fazer a mesma coisa, ele alegou estar com dor no ombro e por isso não poderia pintar.
O filme é um diferencial na obra de Tim Burton por não ser soturno. Nele é retratada uma época onde as mulheres eram vistas apenas como donas de casa, sem muita capacidade intelectual. Amu Adams está muito bem na pele de Margaret Keane, mas Waltz, de novo rouba a cena, com seu jeito cínico, por vezes patético. A cena no tribunal, onde ele é seu próprio advogado, é hilária.
Cotação: ótimo
Chico Izidro
"A Entrevista"
O polêmico "A Entrevista", dirigido por Seth Rogen e Evan Goldberg, e que chegou a causar problemas diplomáticos entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte por provocar o ditador Kim Jong-un, é uma comédia boba e escrachada, e que inclusive toma liberdade ao mudar os rumos da história.
Na trama, o idiota apresentador Dave Skylark (James Franco), famoso por entrevistar celebridades - numa das cenas iniciais, ele consegue uma confissão do rapper Eminen, que revela ser gay - mas não é visto como um jornalista sério, e seu produtor Aaron Rapaport (Seth Rogen) consegue uma entrevista com o ditador norte-coreano Kim Jong-un (Randall Park), que é um fã do programa deles. Ao saber do projeto, a CIA entra em contato com a dupla, e pede uma coisa: que ela mate o ditador, envenenando-o.
Ao chegar em Pyongyang, Skylark e Rapaport são recebidos por um simpátivo e carente Kim Jong-un. E claro que os planos da CIA vão para o buraco, quando Skylark se encanta com o ditador - mulherengo, brincalhão, humorista.
No papel de Kim Jong-un, está Randall Park, que nem de longe se assemelha ao norte-coreano, mesmo sendo baixinho e gordinho. Na parte final de "A Entrevista", o filme remete a "Bastardos Inglórios", de Quentin Tarantino, devido a um banho de sangue proporcionado nas telas e com a alteração da história, que não dá para contar aqui. O personagem de James Franco chega a irritar, de tão estúpido, em filme de comédias bobinhas e rasteiras.
Cotação: regular
Chico Izidro
Na trama, o idiota apresentador Dave Skylark (James Franco), famoso por entrevistar celebridades - numa das cenas iniciais, ele consegue uma confissão do rapper Eminen, que revela ser gay - mas não é visto como um jornalista sério, e seu produtor Aaron Rapaport (Seth Rogen) consegue uma entrevista com o ditador norte-coreano Kim Jong-un (Randall Park), que é um fã do programa deles. Ao saber do projeto, a CIA entra em contato com a dupla, e pede uma coisa: que ela mate o ditador, envenenando-o.
Ao chegar em Pyongyang, Skylark e Rapaport são recebidos por um simpátivo e carente Kim Jong-un. E claro que os planos da CIA vão para o buraco, quando Skylark se encanta com o ditador - mulherengo, brincalhão, humorista.
No papel de Kim Jong-un, está Randall Park, que nem de longe se assemelha ao norte-coreano, mesmo sendo baixinho e gordinho. Na parte final de "A Entrevista", o filme remete a "Bastardos Inglórios", de Quentin Tarantino, devido a um banho de sangue proporcionado nas telas e com a alteração da história, que não dá para contar aqui. O personagem de James Franco chega a irritar, de tão estúpido, em filme de comédias bobinhas e rasteiras.
Cotação: regular
Chico Izidro
"Caminhos da Floresta"
"Caminhos da Floresta" é um musical que junta vários personagens dos contos de fada, como Chapeuzinho Vermelho, Cinderela, João do Pé de Feijão e Rapunzel, e dirigido por Rob Marshall. Mas apesar de unir estes personagens e ter uma excelente atuação de Meryl Streep, o filme carece de maior emoção e como no estilo que se propõe, as músicas são muito heterogêneas, não havendo nenhuma que se destaque e que possa ser lembrada logo após a sua exibição.
Na história, um padeiro e sua mulher, vivivos por James Corden e Emily Blunt, não conseguem ter um filho. Até descobrirem ter sido enfeitiçados pela bruxa má, vivida por Meryl Streep, que se vingou do pai dele, que roubou pertences dela décadas atrás. Então a bruxa propõe um pacto ao casal: eles terão três noites para lhe trazer quatro elementos: um capuz vermelho como sangue, cabelo amarelo como espiga de milho, um sapato dourado como ouro e um cavalo branco como o leite. Todos eles objetos pertencentes aos personagens de conto de fadas. Se eles conseguirem o que ela pede, o feitiço será tirado e o padeiro e sua mulher terão um herdeiro.
Apesar de momentos bens inspirados, como o lobo interpretado por Johnny Depp, que ataca Chapeuzinho Vermelho e sua avó, ou Cinderela (Anna Kendrick) sofrendo nas mãos da madrasta (Christine Baranski) e de suas filhas, ou a presença de Meryl Streep, do meio para o final, o filme perde em movimento, tornando-se cansativo, com músicas sem inspiração.
Cotação: regular
Chico Izidro
Na história, um padeiro e sua mulher, vivivos por James Corden e Emily Blunt, não conseguem ter um filho. Até descobrirem ter sido enfeitiçados pela bruxa má, vivida por Meryl Streep, que se vingou do pai dele, que roubou pertences dela décadas atrás. Então a bruxa propõe um pacto ao casal: eles terão três noites para lhe trazer quatro elementos: um capuz vermelho como sangue, cabelo amarelo como espiga de milho, um sapato dourado como ouro e um cavalo branco como o leite. Todos eles objetos pertencentes aos personagens de conto de fadas. Se eles conseguirem o que ela pede, o feitiço será tirado e o padeiro e sua mulher terão um herdeiro.
Apesar de momentos bens inspirados, como o lobo interpretado por Johnny Depp, que ataca Chapeuzinho Vermelho e sua avó, ou Cinderela (Anna Kendrick) sofrendo nas mãos da madrasta (Christine Baranski) e de suas filhas, ou a presença de Meryl Streep, do meio para o final, o filme perde em movimento, tornando-se cansativo, com músicas sem inspiração.
Cotação: regular
Chico Izidro
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