terça-feira, julho 16, 2024

“HORA DO MASSACRE” (Wake Up)

Foto: Imagem Filmes
“Hora do Massacre” (Wake Up) é o mais novo filme do grupo de diretores Road Kill Superstars, ou RKSS - como são conhecidos. O longa traz a história de um conflito sanguinário entre jovens ativistas da geração Z e um assassino obsessivo. Com estreia marcada para o dia 18 de julho, o título conta com distribuição da Imagem Filmes nos cinemas nacionais e promete aterrorizar o público.
A trama de “Hora do Massacre” se desenvolve ao redor de um grupo de jovens ativistas que invade uma loja de móveis a fim de protestar e chamar a atenção para as mudanças climáticas, porém acabam ficando presos com um segurança obcecado por caça primitiva, interpretado por Turlough Convery (Killing Eve). O que começa com um protesto rapidamente se transforma em uma luta por sobrevivência e um massacre onde cada jovem deve fazer o que for preciso para sair vivo de lá.
O coletivo de diretores RKSS é composto por três cineastas: Yoann-Karl Whissell, François Simard e Anouk Whissell, responsáveis pelos filmes “Verão de 84” e “Turbo Kid”, e conhecidos por suas narrativas nada convencionais e uma estética única.
Assim como em seus títulos anteriores, em “Hora do Massacre”, a juventude também é um tema central da história, criando um contraste entre a inocência dos jovens e a violência que os cerca. Algumas de suas maiores inspirações são “Conta Comigo” (1986) e "Os Goonies" (1985).
O filme recebeu atenção internacional, sendo elogiado pela crítica e percorrendo diversos festivais, como o Festival de Cinema de Sitges, Fantastic Fest do Texas, e o Festival de Cinema Fantástico de Paris.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=QnwzRpuyUWk

quinta-feira, julho 11, 2024

“O SEQUESTRO DO PAPA” (Rapito)

Foto: Pandora Filmes
“O Sequestro do Papa” (Rapito) é a nova obra do mestre italiano Marco Bellocchio, atualmente com 84 anos, e baseado em uma história real, ocorrida no Século XIX. A trama tem ao centro o sequestro do menino judeu Edgardo Mortara por autoridades da Igreja Católica, pois foi feita a denúncia de que uma empregada o batizara quando ele estava gravemente enfermo. O motivo alegado para tal atitude era a existência de uma lei que proibia não-católicos de criar crianças católicas. Assim, o menino, ao ser batizado, deixara de ser judeu e roubado de sua família, originária de Bologna.
O incidente ocorreu em 1858, sendo ordenado pelo Papa Pio IX. Durante vários anos, os pais dedicaram seus esforços para recuperar seu filho, mas, apesar dos apelos desesperados da família e até da opinião pública, o Papa permaneceu irredutível. A estrutura do filme é sustentada por vários períodos que marcaram a então Itália, ainda não unificada, e acompanhando o crescimento de Edgardo, que aos poucos vai perdendo a sua identidade e se vendo como um católico.
A história revela um capítulo sombrio da tirania histórica na Igreja, tendo como pano de fundo um país que estava se unificando.
“Naturalmente, o que Edgardo Mortara viveu nunca poderia acontecer hoje, numa época de diálogo aberto e de um papa de mente extremamente aberta. Naquela época, havia de fato a sensação de que a fé católica não podia ser abalada. Este filme não busca colocar um lado contra o outro”, disse o diretor. “O destino deste homem falou comigo e me inspirou. Sua história me encheu de sentimento e tensão. Essas emoções abriram o caminho para moldar o filme. Minha empatia vai claramente para a criança que sofreu um ato de extrema violência”, completou Bellocchio.
Esteticamente, o diretor explica que se inspirou no Realismo e no Romantismo das pinturas do século XIX, no qual se situa a trama. “Esta foi a época em que a Itália se construiu e produziu muitas pinturas representando cenas militares e familiares. Em termos de cenários, figurinos, cores e contrastes, inspiramo-nos na grande tradição do pré-impressionismo na pintura italiana e francesa, como se vê na obra de Eugène Delacroix”.
“O Sequestro do Papa” é um filmaço, e reafirma como a Igreja Católica sempre foi inescrupulosa, podre mesmo, tentando ditar o destino do ser humano.
Cotação: ótimo
Duração: 134 min.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=2O2hJoTXcEw

“COMO VENDER A LUA” (Fly Me to the Moon)

Foto: Sony Pictures
“Como Vender a Lua” (Fly Me to the Moon), direção de Greg Berlandi, é uma grande brincadeira ficcional sobre um acontecimento real e histórico sobre a chegada do homem na Lua em 1969 – e que até hoje muita gente acredita que nunca ocorreu, tendo sido tudo uma grande farsa.
O filme é uma comédia romântica, trazendo dois astros belos à frente, Scarlett Johansson e Channing Tatum envolvidos no pouso da Nasa na Lua, em 1969, evento que ficou conhecido como expedição Apollo 11. Johansson vive a marqueteira Kelly Jones, contratada pelo misterioso Moe Berkus (Woody Harrelson) para ajudar a Nasa a obter mais recursos para a viagem dos astronautas.
Só que ela acaba esbarrando no conservadorismo de Cole Davis (Tatum). E os dois apresentam uma química excepcional em um romance óbvio, mas cativante, alicerçado nas diferenças de suas personalidades.
Além disso, o filme também surpreende com a recriação de época período e dos eventos que envolveram a façanha. Claro que estando em 2024, o longa-metragem tomou algumas liberdades poéticas e politicamente corretas, como uma maior participação das mulheres e negros em tomadas de decisões.
Mas legal é criar uma lenda urbana, que muita gente crê ser verdade, de que o homem nunca pisou na Lua, sendo tudo gravado em estúdio - a Casa Branca considera a missão importante demais para falhar, Jones é instruída a encenar um falso pouso na Lua como um plano B.
A comédia ainda traz uma Scarlett Johansson exalando beleza e sensualidade.
Cotação: bom
Duração: 2h11min
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=Jyf1SAFP0Fg

“TWISTERS”

Foto: Warner Bros. Pictures
"Twisters", que retoma uma franquia popular de desastres naturais dos anos 1990, é dirigido por Lee Isaac Chung, emulando o filme de 1996, estrelado por Bill Paxton (1955-2017) e Helen Hunt. E filmes catástrofes são uma paixão antiga de Hollywood, como por exemplo “Terremoto”, “Inferno na Torre”, “O Dia Depois de Amanhã”, “Impacto Profundo”, “O Dia em que a Terra Parou”, “O Inferno de Dante” e “2012” são alguns exemplos.
Em Twisters, Kate Cooper (Daisy Edgar-Jones) é uma ex-caçadora de tempestades que sofre com o trauma de ter perdido o namorado e amigos durante um tornado. Ela, então, é chamada de volta às pesquisas pelo amigo Javi (Anthony Ramos), o outro sobrevivente da tragédia. Ele quer a ajuda dela para testar um novo sistema experimental de rastreamento meteorológico.
Os dois acabam cruzando com Tyler Owens (Glen Powell), um caçador de tormentas muito ativo no YouTube, e que passa a ser o adversário da dupla, pois parece ter mais o objetivo de levar entretenimento para seus seguidores, ao invés de fazer pesquisas científicas. Porém, desde o início é notável uma tensão sexual entre Kate e Tyler.
E conforme a temporada de tornados vai se intensificando, os rivais vão se aproximando, e colocando suas vidas em risco. E Kate vai descobrindo que Tyler que inicialmente parecia um idiota, mostra que as aparências enganam e ele tem consciência e um bom coração.
“Twisters” não difere muito do original de 1996. Lee Isaac Chung pegou a base do primeiro filme para criar uma história semelhante. Porém sem muitas conexões com o anterior. Os efeitos especiais são impressionantes, bem executados.
A trama é simples, mas no começo me irritei com o histrionismo de alguns personagens, que berram e se requebram sem parar. O que também atrapalha um pouco são alguns termos técnicos, mas existe espaço para discussões, como por exemplo o impacto das mudanças climáticas e como as corporações lucram em cima de tragédias. Mas o filme poderia ser encurtado em uns 30 minutos.
Cotação: regular
Duração: 2h02min
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=sHy44BJeTqk

“NINGUÉM SAI VIVO DAQUI”

Foto: Gullane+
“Ninguém Sai Vivo Daqui”, dirigido por André Ristum, tem roteiro inspirado no livro “Holocausto Brasileiro”, da jornalista Daniela Arbex, e é uma pancada no estômago.
O diretor descobriu uma conexão pessoal com a história construída a partir do relato de uma jovem internada no Hospital Psiquiátrico Colônia, em Barbacena, interior de Minas Gerais, sob ordens de seu pai para esconder uma gravidez indesejada, mesmo sem qualquer problema de saúde mental.
Ristum ficou surpreso ao descobrir que mais de 70% dos internados no Colônia não tinham diagnóstico psiquiátrico. A trama lembra em muito o genial “Bicho de Sete Cabeças”, dirigido por Laís Bodanzky em 2001.
Em “Ninguém Sai Vivo Daqui”, a história se passa nos anos 1970 de Ditadura Militar. E é quando a jovem Elisa, uma jovem que engravida do namorado é internada à força pelo pai no hospital psiquiátrico Colônia, em Barbacena, sem ter qualquer problema mental. Mas é aquela velha história de hipocrisia – os pais se mostram envergonhados e fodam-se os filhos. No caso de Elisa, foi dada a alternativa de casar com um homem bem mais velho do que ela. Negando-se, acabou pagando caro.
Desde o começo, Elisa ser mostrou inconformada com a situação, o que por vezes foi pior, sofrendo abusos inomináveis, como agressões, estupros, terapia de choque. E planejando uma fuga.
Ristum explicou que o filme é livremente inspirado, com vários arquétipos desenvolvidos ficcionalmente. Personagens como a bela mulher enviada ao hospital por um prefeito, interpretada por Andréia Horta, e uma senhora que não vê seu filho há 30 anos, vivida por Rejane Faria, mostram outras faces da injustiça. E muitas dessas pessoas entravam sãs e acabavam enlouquecendo. Conforme é mostrado no final do filme, mais de 60 mil pessoas morreram neste manicômio.
O diretor optou por filmar em preto e branco por escolha conceitual para refletir a falta de brilho na vida dos internados. "A partir de tudo que comecei a pesquisar, só me vinham imagens em preto e branco na cabeça", explicou o diretor, que também queria cruzar gêneros de suspense e terror. A decisão de filmar em preto e branco foi uma escolha conceitual para refletir a falta de brilho na vida dos internados. "A partir de tudo que comecei a pesquisar, só me vinham imagens em preto e branco na cabeça", explicou o diretor, que também queria cruzar gêneros de suspense e terror.
O longa é protagonizado por Fernanda Marques no papel de Elisa e ainda traz no elenco Andréia Horta, Augusto Madeira, Rejane Faria, Naruna Costa, entre outros.
Cotação: ótimo
Duração: 86 min
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=CKJ3V3SMhNc

“MAXXXINE”

Foto: Universal Pictures
“Maxxine”, dirigido por Ti West, encerra a trilogia iniciada em 2022 com “X - A Marca da Morte” e “Pearl”, todos tendo a atriz com raízes brasileiras Mia Goth como protagonista – ela é neta da atriz Maria Gladys.
No primeiro filme, Goth vive a jovem e bela Maxine e também a idosa Pearl, dona de uma fazenda onde um grupo de atores vai para gravar uma fita pornô. No segundo longa, lançado também em 2022, ocorre a apresentação da personagem em sua juventude e o início da psicopatia da personagem-título, que tem o sonho de se tornar uma estrela do cinema.
Agora, em “Maxxxine”, Mia Goth volta a viver Maxine Minx, que decide seguir sua busca pela fama em Los Angeles. A trama se passa na década de 1980, em Hollywood, e Maxine é uma conhecida atriz de filmes pornôs, mas que pretende entrar no cinema dito sério, mesmo que para isso procure vaga em uma sequência de filme der terror de baixo orçamento, intitulado “A Puritana 2”.
Porém, enquanto se prepara para os testes, ela é perseguida por um detetive inescrupuloso, vivido com vigor por Kevin Bacon. De acordo com ela, Maxine teria contas a pagar pelo passado, ao mesmo tempo que um serial killer, conhecido como Night Stalker, comete assassinatos cruéis, apavorando os moradores da cidade (ele realmente existiu e foi responsável pela morte de 13 pessoas nos anos 1980 em Los Angeles e São Francisco. Seu nome era Richard Ramírez). Porém, ela não pretende deixar que esses problemas impactem sua bela carreira.
Ti West apresenta em “Maxxxine” várias referências aos anos 1980, seja pela trilha sonora poderosa, que traz até a maravilhosa voz rouca de Kim Carnes, quanto ao visual exagerado da época, e citações a vários filmes de terror e suspenses como “Psicose”, “Halloween”, “Comunhão”, “The Texas Chainsaw Massacre” e “Escravo de uma Paixão”, este estrelado pela atriz Theda Bara, responsável pela popularização da palavra "vamp", abreviação de vampiro, na sétima arte.
“MaXXXine” foi filmado com equipamentos dos anos 1980, buscando autenticidade na estética.
Além da bela Mia Goth, “Maxxxine” conta ainda com Kevin Bacon, Elizabeth Debicki (a princesa Diana do seriado The Crown), Michelle Monaghan,Bobby Cannavale, Halsey e Lily Collins e Giancarlo Esposito.
Cotação: ótimo
Duração: 1h44min
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=Vvq74Dw19VU

quarta-feira, julho 03, 2024

“MEU MALVADO FAVORITO 4” (Despicable Me 4)

Universal Pictures
Então o vilão Gru chega ao seu quarto longa-metragem, “Meu Malvado Favorito 4” (Despicable Me 4), dirigido por Chris Renaud. E nesta sequência, Gru, que virou agente da Liga Antivilões, enfrenta um novo inimigo, Maxime Le Mal, que tem um poder sobre as baratas, argh, tornando-se ele mesmo um híbrido.
E o baratão foge da prisão e passa a ameaçar Gru, e sua família, formada pela esposa Lucy, as filhas adotivas Margo, Edith e Agnes, e o pequeno Gru Jr, sim, agora Gru é pai natural de um bebê que não dá a mínima para ele. A família, então, se vê obrigada a entrar no serviço de proteção, mudando de cidade e até de nome.
No novo lar, as meninas tentam se adaptar ao novo colégio e Valentina incentiva Gru a tentar viver uma vida mais simples, longe das aventuras perigosas. Neste meio tempo, eles também conhecem Poppy, a vizinha adolescente que é uma aspirante à vilã.
E o que isso tudo diz? Diz que Gru perdeu aquilo que lhe dava graça, a vilania. O personagem perdeu seu humor, tornando-se um ser fragilizado, sem personalidade – ele chega a implorar para ser aceito no clube da cidade, e tem medo de uma adolescente...
O politicamente correto estragou um baita vilão, o acovardou. E isso tirou graça do filme. O que se salva são os minions, que seguem em suas trapalhadas e seu linguajar intraduzível, e a trilha sonora, que destaca o Tears for Fears...no mais, uma chatice monumental.
Cotação: Fraco
Duração: 1h34min
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=K6_h-8VQJe0

“DA MAGIA À SEDUÇÃO: FEITIÇO DO AMOR” (Practical Magic 2)

Fotos: Warner Bros. Pictures “Da Magia À Sedução: Feitiço de Amor” (Practical Magic 2) sai exatos 28 anos depois de "Da Magia à Seduçã...