quarta-feira, agosto 26, 2026

“PONTO SEM RETORNO” (Point of No Return)

Fotos: 20th Century
“Ponto Sem Retorno”, dirigido pelo veterano Ridley Scott, é baseado no livro “The Dog Stars”, escrito por Peter Heller, e transcorre num futuro pós-apocaliptico, onde a maioria da população mundial acabou morrendo por causa de um violento vírus – e aí vem uma crítica subliminar aos antivacinas, que não aprendem o quanto elas se fazem necessárias para a história da humanidade.
O filme tem como protagonista um mecânico, Hig (Jacob Elordi), que vive isolado num hangar abandonado no Colorado, ao lado de um ex-fuzileiro naval, Bangley (Josh Brolin). Mas com seu cão, passa os dias percorrendo a região em seu pequeno avião, em busca de suprimentos, inclusive ajudando uma comunidade religiosa nas montanhas.
Inquieto e vivendo o luto pela perda de sua mulher e de sua filha pequena, o seu objetivo é sair dali, após escutar uma transmissão de rádio, acreditando que exista um local onde a humanidade possa viver tranquilamente. Por isso, um dia parte, indo parar em uma fazenda também isolada, habitada pela jovem viúva Cima (Margareth Qualey, de A Substância) e seu pai, Pops, um quase irreconhecível Guy Pearce.
Após ser quase expulso do lugar, Hig começa a ganhar a simpatia da dupla. Porém, a calmaria desaba quando são atacados por uma tribo de selvagens, tendo de partir às pressas da fazenda, para mais à frente, encarar outros perigos.
“Ponto Sem Retorno” é um filme com muita ação, suspense, boas cenas de batalhas. E apesar disso, é um requentado de muita coisa que já se viu em filmes pós-apocalípticos. A primeira parte é quase uma cópia de “Eu Sou A Lenda”, com o herói e seu cão vasculhando um lugar abandonado. E depois, surgem as tribos violentas e até canibais pelo caminho. Não tira a força do longa-metragem, mas não traz nada de novo.
Duração: 1h58
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=EpDrdWcksg4

“NOSSO SEGREDO”

Foto: Entre Filmes
A trama foca em uma família preta, que tenta retomar o seu cotidiano ao mesmo tempo em que lida com o luto pela perda do pai. Cada uma das pessoas da casa tem o seu jeito de enfrentar a dor e o silêncio, mas é Tutu, o filho caçula, quem guarda um segredo que pode ajudá-los a confrontar os sentimentos e encontrar um novo caminho.
Duração: 103min
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=p_E7fhQ5EoI

“MUITO PRAZER”

Fotos: Globo Filmes
“Muito Prazer”, de Jorge Furtado, é uma comédia que tem a mesma pegada de filmes impagáveis do diretor, como “Saneamento Básico”, por exemplo. A trama se passa em Porto Alegre, que porém não é identificada, mas em suas cenas iniciais, aparecem imagens das pontes próximas ao Guaíba.
A história fica em Rubem, vivido por Daniel Oliveira, que trabalha como motorista de aplicativo, e totalmente falido. E ele recebe de herança de um tio o decadente Motel Pérola, que está abandonado. A herança, na realidade, para Rubem, significa também ter de resolver as inúmeras dívidas do tio.
Ao chegar no motel, o herdeiro acaba deparando com uma antiga funcionária do lugar, que mora ali por não ter para onde ir, Grace, interpretada por Luisa Arraes.
Depois de um começo de estranhamento entre os dois, chegam num acordo para tirar o motel do buraco. Após alguns tropeços, eles conhecem a técnica em TI Nalva (Samantha Jones, simplesmente sensacional), e criam um plano, onde gravam, com câmeras escondidas nos quartos, os fregueses transando e postando as imagens em sites eróticos. É quando começam a resolver os problemas, mas também a encontrar percalços da era digital.
No entanto, ao serem descobertos, eles terão que provar que os vídeos são falsos, iniciando assim novas filmagens inesperadas para fugirem da cadeia.
A pegada do filme é de muitas tiradas engraçadas, e apesar de “Muito Prazer” falar de sexo, as imagens das pessoas transando são leves, nada de apelativo. E muito, muito divertido. E o trio centra, Daniel de Oliveira, Luísa Arraes e Samantha Jones exibem uma química incrível, passando a impressão de estarem se divertindo muito em cena.
Duração: 1h38min
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=4y7i1Uai9IA

“DAMA”, CURTA-METRAGEM MUSICAL COM A CANTORA DAYA MORAES, ESTREIA NESTA SEXTA-FEIRA, DIA 28

Foto: Divulgação
Nesta sexta-feira, dia 28 de agosto, estreia “Dama”, curta-metragem musical de ficção protagonizado pela cantora, compositora e apresentadora gaúcha Daya Moraes.
A produção audiovisual estabelece um diálogo direto com o universo de seu novo álbum autoral, “Dama do Jogo”, e marca uma nova etapa na trajetória da artista ao conectar música e cinema em um mesmo projeto.
“Dama” não é uma cinebiografia e não retrata a vida de Daya Moraes. O filme apresenta uma história original protagonizada por Luana, personagem que conduz o público por uma jornada marcada por escolhas, expectativas, amadurecimento e pela necessidade de assumir o controle da própria trajetória.
Luana vive cercada por padrões, expectativas e decisões que parecem sempre ser tomadas por outras pessoas. Ao longo de sua jornada, ela se vê diante da necessidade de rever escolhas, enfrentar medos e romper ciclos para compreender que assumir o próprio caminho também significa lidar com as consequências das próprias decisões.
A narrativa aborda temas como identidade, autonomia, autoestima, liberdade, sonhos interrompidos e recomeços, colocando em perspectiva os desafios enfrentados por mulheres diante das expectativas sociais e das escolhas que atravessam a vida adulta.
“Dama fala sobre aquele momento em que a gente percebe que não pode continuar vivendo a história que outras pessoas escolheram para nós. A Luana é uma personagem, não sou eu, mas existem questões nela que reconheço em muitas mulheres. É sobre ter coragem para olhar para a própria vida, fazer escolhas e entender que sempre existe a possibilidade de recomeçar”, disse Daya Moraes.
Um filme que dialoga com o álbum
Embora possam ser apreciados separadamente, “Dama” e “Dama do Jogo” foram concebidos para dialogar. O curta não é um videoclipe, nem uma adaptação literal das músicas. Trata-se de uma obra de ficção que expande, por meio do audiovisual, questões presentes no universo do álbum.
Enquanto as canções percorrem diferentes momentos da experiência feminina, como autoestima, autonomia, afetos, sensualidade, ambição, desafios financeiros, renúncias e coragem, o filme apresenta esses questionamentos por meio de personagens e situações ficcionais.
São, portanto, duas narrativas complementares construídas em linguagens diferentes. O álbum utiliza a música para explorar emoções, conflitos e estados de espírito; o curta utiliza personagens e imagens para ampliar essas discussões. A proposta integra a pesquisa de Daya Moraes sobre as possibilidades de diálogo entre música e audiovisual e representa uma expansão do formato tradicional de lançamento de um trabalho musical.
Com “Dama”, Daya amplia as possibilidades de seu trabalho autoral e propõe uma relação entre música e cinema na qual cada linguagem preserva sua autonomia, mas contribui para a construção de um universo artístico comum.
SERVIÇO
“Dama” – curta-metragem musical de ficção
Estreia: 28 de agosto de 2026
Onde assistir: www.youtube.com/dayamoraes
Duração: 16 minutos e 22 segundos

quarta-feira, agosto 19, 2026

“SÓ POR UMA NOITE” (One Night Only)

Fotos: Universal Pictures
“Só Por Uma Noite” (One Night Only), é dirigido por Will Gluck – conhecido por filmes como "A Mentira" (2010), "Amizade Colorida" (2011) e "Todos Menos Você" (2023), e tem roteiro assinado pelo cineasta em parceria com Travis Braun. A trama, uma história de amor, é ambientada em um universo distópico onde ter relações sexuais antes do casamento é proibido – e as pessoas tem apenas uma noite por ano para transarem, caso sejam solteiras, em uma janela de 12 horas aberta pelo governo – sim, a história remete diretamente para a cinessérie “Uma Noite de Crime”, mas aqui, ao invés de as pessoas cometerem assassinatos, podem legalmente fazer sexo. E não deixa de ser uma crítica a crescente onda conservadora cristã que cresce nos Estados Unidos.
Então “Só Por Uma Noite” coloca o pizzaiolo Owen (Callum Turner) no caminho da cantora de jingles Allie (Monica Barbaro). Ele tem uma namorada, Malika, que horas antes de ser aberta a janela para os casais irem para a cama, diz que usará a noite para transar com um vizinho. Já Allie é uma solteira que quer deixar a solidão para trás.
E durante horas daquela noite única do ano, Owen e Allie se cruzam pelas ruas de Nova Iorque, enquanto tentam achar alguém para transar. E quando encontram, alguma coisa acontece para evitar que o momento se concretize. O filme tem ótimas piadas e o casal protagonista mostra uma química incrível. “Só Por Uma Noite” é daqueles filmes para quem ainda acredita ser possível achar um amor só para chamar de seu.
A ex-musa adolescente Molly Ringwald, quase irreconhecível, interpreta a mãe de Owen e que namora o personagem de LeVar Burton, ator negro da fantástica série ‘Raízes” (1977) e do seriado “Jornada nas Estrelas: Generations”.
Duração: 1h42 min
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=5QtZALyr3kw

“CORAÇÃO PARTIDO” (Your Heart Will Be Broken/Tvoyo serdtse budet razbito)

Fotos: Paris Filmes
“Coração Partido”, dirigido por Michael Vaynberg, é um filme romântico russo, baseado no livro best-seller homônimo de Anna Jane. A trama acompanha a adolescente Polina (Veronika Zhuravleva), que vai morar com a mãe e o padrasto em uma nova cidade, que nunca é citada no filme.
Na escola, a garota vira alvo de bullying das meninas más (atrizes adultas fazendo papel de garotinhas), mas acaba caindo nas graças do bad boy Bars (Daniel Vegas), que gosta de disputar pegas de moto, é filho de um gângster e temido pelos demais alunos.
O jovem promete proteção para Polina, desde que ela finja ser sua namorada, e siga regras impostas por ele. Evidente que o casal de pombinhos vai acabar se apaixonando, e tendo de conviver com diversos empecilhos para curtir a paixão em paz.
O filme é um apanhado de clichês, o romance entre Bars e Polina não convence. E as histórias paralelas também são desconexas. E a história se arrasta por torturantes duas horas, com atuações que beiram o amadorismo.
Duração: 2h14
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=xgBur5qZoAU

“ANISTIA 79”

Fotos: Embaúba Filmes
“Anistia 79”, documentário dirigido por Anita Leandro, chega em momento simbólico, às vésperas dos 47 anos da Lei da Anistia, que serão completados daqui a uma semana, em 28 de agosto.
E a anistia em questão foi a sancionada em 1979, pelo então presidente da República, João Baptista Figueiredo, que concedeu perdão a pessoas punidas por crimes políticos ou conexos cometidos entre 1961 e 1979, durante a Ditadura Militar A medida permitiu o retorno de exilados, a soltura de presos políticos e ajudou a iniciar a redemocratização, mas também beneficiou agentes do Estado envolvidos em torturas.
“Anistia 79” parte de imagens inéditas da Conferência Internacional pela Anistia e pelas Liberdades Democráticas no Brasil, realizada em Roma, em junho de 1979.
A partir desse material, a diretora reuniu pessoas que aparecem nos registros para revisitar, décadas depois, aquele momento decisivo da luta contra a ditadura militar.
Encontradas pela diretora no acervo da Universidade de Nanterre, nos arredores de Paris, as imagens foram registradas pelo exilado brasileiro Hamilton Lopes dos Santos, que acompanhou durante três dias a conferência realizada no Senado italiano. O material permaneceu guardado por quase meio século até ser recuperado por Anita.
“Não se trata de um filme temático sobre anistia, mas de um filme sobre a emoção de 11 pessoas que viveram esse processo, diante de imagens de arquivo onde elas aparecem”, disse a diretora.
Ao revisitar os registros de 1979 a partir do olhar de quem viveu aquele período, “Anistia 79” recupera expectativas e conflitos que marcaram a luta pela anistia e coloca em perspectiva questões que permanecem em aberto, como a memória da ditadura, a impunidade dos agentes da repressão e os limites da Lei da Anistia, que completa 47 anos na semana que vem.
Participam do documentário com seus depoimentos, a maioria de forte impacto, Luiz Eduardo Greenhalgh,Heloísa Greco,Hamilton Lopes dos Santos,Dirceu Greco Monteiro,Branca Moreira Alves,José Pedro da Silva,Marijane Lisboa,Jean Marc von der Weid,Denise Leal,Mariana Conceição Leal e Denise Crispim.
E “Anistia 79” é mais um daqueles filmes que se faz extremamente necessário, em tempos com pessoas, que não entendem o que foram aqueles anos tenebrosos, e ficam pedindo intervenção militar.
Duração: 1h45
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=TNrhTqO_S34

segunda-feira, agosto 17, 2026

Mostra Infantil Petrobras integra o 54ª Festival de Cinema de Gramado

Foto: Bruno Wilke
O Festival de Cinema de Gramado é o único festival de cinema do Brasil, que tem uma mostra com foco em educação, meio ambiente e sustentabilidade e que contribui para a formação de público para o cinema, com programação de filmes infantis e sessões em escolas.
A Mostra Infantil Petrobras, que faz parte da programação do CINEMA NOS BAIRROS, está na sua terceira edição, tem entrada gratuita, leva cultura e educação através do lúdico a centenas de crianças da rede municipal de Gramado. As escolas serão transformadas em cinemas, gerando ampliação do acesso à cultura audiovisual, fortalecimento do conceito de sustentabilidade, valorização da produção audiovisual regional e nacional, formação de público para o cinema, integração entre cultura, educação e entretenimento e geração de impacto indireto na economia local. Entre os dias 17 e 21 de agosto, em dois horários, manhã e tarde serão apresentados curtas metragens em animações e oficinas que geram reflexões sobre cuidados e responsabilidade com a sustentabilidade. Também faz parte da programação o longa-metragem DPA 4 - O Fantástico Reino de Ondion, de Mauro Lima, oferecido pela Globo Filmes, que integra a parceria do projeto cinema nos Bairros há várias edições.
As escolas municipais EMEF Mozés Bezzi, EMEF Senador Salgado Filho, EMEF Presidente Vargas, EMEF Nossa Senhora de Fátima, EMEF Maximiliano Hahn estão no circuito do cinema nos bairros e vão receber os títulos oferecidos pela Petrobras: O Tubarão Martelo, de Cláudio Fraga e Carlos Magalhães, Mareu, de Nicole Schlegel, Anacleto, o Balão, de Walkir Fernandes, A Turma do Folclore, de Guilherme Lage Marques / Rafael Matinata Béber, Os Novos Brinquedos de Lupita, de Gus Rodriguese o Filme Curta-Metragem vencedor no EDUCAVÍDEO que vai abrir as festividades da 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado. As sessões para os alunos ocorrem em dois horários, às nove e quatorze horas e segunda, quarta e sexta-feira somente pela manhã.
A mostra é realizada em parceria com o EcoCinema – Cinema, Cultura e Sustentabilidade, um projeto de produção e fruição cultural que utiliza o audiovisual como instrumento de democratização do acesso à cultura, educação ambiental e promoção da cidadania. Concebido como uma plataforma itinerante de cinema movida integralmente por energia solar, o projeto materializa o conceito de sustentabilidade ao integrar inovação tecnológica, acesso à cultura, responsabilidade socioambiental e inclusão social. A iniciativa está em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU) e descentraliza a oferta cultural, levando sessões gratuitas a municípios e comunidades que historicamente possuem pouco ou nenhum acesso a equipamentos culturais ou salas de cinema, transformando praças, escolas e outros espaços públicos em verdadeiras salas de exibição a céu aberto. Anualmente, o EcoCinema realiza atividades em diferentes partes da América Latina e da Espanha, totalizando milhares de oficinas educativas e exibições anualmente, atingindo diretamente quase dois milhões de pessoas. Seu principal diferencial é a utilização de uma unidade móvel de cinema autossuficiente energeticamente, alimentada por energia solar, permitindo a realização de sessões em localidades afastadas ou com infraestrutura limitada, sem depender da rede elétrica convencional.
O 54º Festival de Cinema de Gramado é apresentado por Ministério da Cultura, Secretaria de Estado da Cultura e Petrobras. Lei de Incentivo à Cultura. Apresentação: Petrobras. Patrocinador Master: GAV Hotéis e Resorts. Patrocínio: Stella, Persol e Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Copatrocínio: Banrisul Seguros. Hospedagem Oficial: Laghetto Hotéis, Resorts & Experiências. Transmissão Oficial: Canal Brasil. Café Oficial: 3 Corações. Cia. Aérea Oficial: Azul. Mídia Partner: SBT. Apoio: Hasam Group, O2 Pós, Globo Filmes, Vinícola Miolo, RBT Internet, Brutal Fruit e Cinema Paradiso. Apoio Institucional: Fundacine RS, APTC RS, SIAV RS, ACCIRS, Assembleia Legislativa, TVE RS e Museu do Festival de Cinema de Gramado. Agente Cultural: AM Produções. Promoção: Prefeitura de Gramado. Financiamento: Iecine, Pró-Cultura, Secretaria da Cultura, Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Realização: Gramadotur e Ministério da Cultura.
PROGRAMAÇÃO MOSTRA INFANTIL PETROBRAS -54° Festival de Cinema de Gramado
SEGUNDA-FEIRA – 17/08 - PERÍODO DA MANHÃ (09h) — SESSÃO 1
Local: Ginásio da EMEF Mosés Bezzi (Rua AltivoZucoloto, 71 - Várzea Grande)
Filmes / Atividades:
O Tubarão Martelo, de Cláudio Fraga e Carlos Magalhães
DPA 4 - O Fantástico Reino de Ondion, de Mauro Lima
Oficina Interativa na Nave Solar
TERÇA-FEIRA – 18/08 - PERÍODO DA MANHÃ (09h) — SESSÃO 2
Local: EMEF Senador Salgado Filho (R. Côrte Real, 235 - Piratini)
Filmes / Atividades:
Mareu, de Nicole Schlegel
Anacleto, o Balão, de Walkir Fernandes
A Turma do Folclore, de Guilherme Lage Marques / Rafael Matinata Béber
Oficina Interativa na Nave Solar
PERÍODO DA TARDE (14h) — SESSÃO 3
Filmes / Atividades:
O Tubarão Martelo, de Cláudio Fraga e Carlos Magalhães
DPA 4 - O Fantástico Reino de Ondion, de Mauro Lima
Oficina Interativa na Nave Solar
QUARTA-FEIRA – 19/08 - PERÍODO DA MANHÃ (09h)— SESSÃO 4
Local: EMEF Presidente Vargas (R. Vigilante, 134 - Vila Suíça, Gramado) (09h)
Filmes / Atividades:
O Tubarão Martelo, de Cláudio Fraga e Carlos Magalhães
DPA 4 - O Fantástico Reino de Ondion, de Mauro Lima
Oficina Interativa na Nave Solar
QUINTA-FEIRA – 20/08 - PERÍODO DA MANHÃ (09h) — SESSÃO 5
Local Fixo do Dia: EMEF Nossa Senhora de Fátima (R. Adelino Moschen, 189 - Vila do Sol)
Filmes / Atividades:
A Turma do Folclore, de Guilherme Lage Marques / Rafael Matinata Béber
DPA 4 - O Fantástico Reino de Ondion, de Mauro Lima
Oficina Interativa na Nave Solar
PERÍODO DA TARDE (14h) — SESSÃO 6
Filmes / Atividades:
Os Novos Brinquedos de Lupita, de Gus Rodrigues
O Tubarão Martelo, de Cláudio Fraga e Carlos Magalhães
Anacleto, o Balão, de Walkir Fernandes
Mareu, de Nicole Schlegel
Oficina Interativa na Nave Solar
SEXTA-FEIRA – 21/08 - PERÍODO DA MANHÃ (09h) — SESSÃO 7
Local: EMEF Maximiliano Hahn (R. Cerro Largo, 80 - Carniel)
Filmes / Atividades:
Filme Curta-Metragem vencedor no EDUCAVÍDEO
DPA 4 - O Fantástico Reino de Ondion, de Mauro Lima
Oficina Interativa na Nave Solar

quarta-feira, agosto 12, 2026

“O FIM DA RUA” (The End of the Oak Street)

Fotos: Warner Bros.
“O Fim da Rua” (The End of the Oak Street), com direção de David Robert Mitchell, é ambientado no começo dos anos 1980, em um daqueles bairros de subúrbio americano, e mostra o casal Denise (Anne Hathaway) e Greg (Ewan McGregor) com seus dois filhos adolescentes, mas vivendo uma crise no casamento. Greg trabalha como entregador de pizza, e ela, dona de casa, sonha em ser escritora.
Mas tudo vira de cabeça para baixo, quando em certa noite uma tempestade misteriosa cai sobre o bairro de Oak Street. Na manhã seguinte, eles descobrem que o local está sendo habitado por seres pré-históricos, como dinossauros famintos por carne fresca, cobras gigantes, e outros perigosos seres voadores.
Denise, Greg e os filhos passam, então, a se preocupar apenas com a sobrevivência e como conseguir sair do bairro – que descobrem, foi transportado para a pré-história. E dê-lhe correrias, mortes cruéis de personagens secundários e confrontos com os seres monstruosos. E adolescente agindo como adolescente, ou seja, fazendo burrices.
“O Fim da Rua” é um bom divertimento para sessão da tarde, ou em uma reunião com os amigos, comendo pipoca e tomando guaraná. Dá seus sustos, tem cenas tensas, um protagonista vai desta para melhor. Porém, numa avaliação mais rigorosa, não passa de uma colagem de muita coisa que já foi feita. O longa-metragem é nada mais do que reciclagem de outros filmes e séries, como “Jumanji”, “Stranger Things”, “Elo Perdido”, “Parque dos Dinossauros”, “La Brea – A Terra Perdida”, entre outros.
Duração: 1h39
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=HIvEeEVBmZM

“UMA QUINTA PORTUGUESA”

Fotos: Kajá filmes
“Uma Quinta Portuguesa”, dirigido por Avelina Prat, é um sensível filme português, mostrando a reviravolta na vida de um professor de geografia espanhol, Fernando (Manolo Solo). Certo dia, ele chega em casa e descobre que sua esposa, a croata Milena (Kasia Kapcia) sumiu – ela simplesmente cansou da vida de estrangeira em Madrid, e voltou para a terra natal.
Fernando não consegue encontrar a esposa, simplesmente abandona o apartamento, e decide fazer uma viagem para a vizinha Portugal, onde encontra um jardineiro, Manuel (Xavi Mira), com quem cria uma rápida amizade. O trabalhador está se preparando para ir ao novo emprego, um sítio. Porém, morre repentinamente.
Fernando, querendo achar um sentido para a sua vida, simplesmente assume a identidade do jardineiro, e se apresenta na fazenda de Amália (Maria de Medeiros), no lugar do amigo morto. E assim passa a viver no local, com identidade falsa e criando forte laço com Amália, que passa a desconfiar do novo funcionário. Mas com confiança em Fernando/Manuel, o mantém no emprego. E a trama foca ainda no destino de Milena e uma outra mulher, que surge ocupando o apartamento do professor, também chamada Milena.
“Uma Quinta em Portugal” acaba falando de confiança, descobrimento, renascimento, amizade. Tudo embalado naquele belo sotaque português da Terrinha. Deu vontade de ir a Portugal.
Duração: 1h54
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=E1hKIev6NK0

“HONESTINO”

Fotos: Pandora Filmes
Conheço diversas histórias de guerrilheiros que lutaram contra a Ditadura Militar (e escrever isso me lembra a vez em que escrevi uma reportagem no jornal em que trabalhei 30 anos, sobre os Anos de Chumbo. E o diretor do veículo me chamou e disse que não houve ditadura militar – o puxa-saco queria agradar os bispos que comandam o jornal...depois de uma discussão, eu pedi que se ele fosse suprimir isso, que meu nome não saísse na matéria. No final, saiu governo militar...). Bem, tudo isso só para contar que o estudante personagem deste documentário me era desconhecido.
“Honestino”, dirigido por Aurélio Michiles, e com roteiro de Aurélio Michiles e André Finotti e produção de Nilson Rodrigues, conta a história do jovem Honestino Guimarães, líder estudantil, ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) e um dos mais importantes desaparecidos políticos da Ditadura Militar.
O longa-metragem é uma fusão entre documentário e ficção, e reconstitui a trajetória do líder estudantil da geração de 1968, presidente da UNE e aluno da Universidade de Brasília (UnB). Preso cinco vezes por sua militância política, Honestino foi sequestrado pela Ditadura Militar em 1973, aos 26 anos, e nunca mais foi visto. Seu desaparecimento tornou-se um dos casos mais emblemáticos da violência de Estado durante o regime militar brasileiro.
A narrativa é construída a partir de cartas, poemas, imagens de arquivo e depoimentos de familiares, amigos e companheiros de militância, recuperando não apenas a trajetória política de Honestino, mas também a dimensão humana de um jovem que se tornou símbolo da resistência e cuja história continua inspirando novas gerações. Entre os depoentes estão nomes como Almino Afonso, Jorge Bodanzky, Franklin Martins e Betty Almeida, biógrafa do líder estudantil.
As cenas ficcionais são interpretadas por Bruno Gagliasso, que dá vida a Honestino em momentos reconstruídos a partir dos registros e relatos reunidos pelo filme. A combinação entre documentos históricos, testemunhos e dramatização busca aproximar o público da trajetória de um personagem cuja história foi interrompida pela repressão e cujo paradeiro permanece desconhecido.
Ao recuperar a história de Honestino, o longa também lança um olhar sobre os mecanismos de apagamento utilizados pela Ditadura Militar para silenciar opositores e interferir na memória pública. Sua trajetória é colocada em diálogo com a de outras vítimas da violência de Estado, como Rubens Paiva, Vladimir Herzog e José Carlos da Mata Machado, reforçando a importância da memória como ferramenta de enfrentamento ao esquecimento.
Duração: 1h25min
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=Zpex0lMmUW8

“CLUBE DO CINEMA EXIBE CORRA, LOLA, CORRA, NO GOETHE”

Fotos: X-Filme Creative Pool
O Clube de Cinema de Porto Alegre exibe, no próximo sábado, 15 de agosto, às 10h15, o cult “Corra, Lola, Corra” (1998), do diretor alemão Tom Tykwer. Realizada em parceria com o Goethe-Institut Porto Alegre, a sessão acontece no auditório da instituição, com entrada gratuita e aberta ao público.
O título já dá a ideia: temos muita ação, montagem frenética e um inesquecível cabelo vermelho-fogo de Lola (Franka Potente). “Corra, Lola, Corra” acompanha uma jovem que recebe um telefonema desesperado de seu namorado, Manni. Ele perdeu uma grande quantia de dinheiro e precisa recuperá-la em apenas 20 minutos. A partir daí, Lola atravessa as ruas de Berlim em uma corrida contra o tempo, enquanto pequenos acontecimentos parecem ser capazes de alterar o rumo da história.
Um dos filmes alemães mais populares de todos os tempos, e um dos mais marcantes da década de 1990, "Corra, Lola, Corra" combina ação, romance, animação e experimentação narrativa em um cenário tão acelerado quanto sua protagonista.
A exibição integra a parceria entre o Clube de Cinema de Porto Alegre e o Goethe-Institut Porto Alegre, voltada à divulgação e à valorização da cinematografia alemã.
Serviço
Exibição de “Corra, Lola, Corra” (Tom Tykwer, Alemanha, 1998)
Local: Auditório do Goethe-Institut Porto Alegre
Endereço: Rua 24 de Outubro, 112, Moinhos de Vento, Porto Alegre
Quando: sábado, 15 de agosto
Horário: 10h15
Entrada: gratuita e aberta ao público
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=M7V8eEBS5ec

quarta-feira, julho 22, 2026

“FUTURO FUTURO”

Fotos: Vulcana Cinema
“Futuro Futuro” é o quarto longa do diretor gaúcho Davi Pretto que, depois de “Castanha” (2014), “Rifle” (2016) e de “Continente” (2024), transformou sua cidade natal, Porto Alegre, em uma metrópole futurista.
O filme é uma ficção-científica de baixo orçamento que se passa em um futuro distópico e investiga o perigo, a estupidez e o absurdo da inteligência artificial em um futuro precarizado, assolado pela constante crise ambiental e o sofrimento coletivo.
“Futuro Futuro” teve inspiração na literatura ciberpunk de William Gibson e Philip K. Dick. A trama acompanha K (Zé Maria Pescador), um homem de 40 anos que perdeu a memória e é acolhido por Silvio (João Carlos Castanha), um clickworker solitário de 60 anos, na região mais empobrecida de uma cidade constantemente castigada pelas chuvas torrenciais. Ao experimentar um dispositivo de inteligência artificial altamente viciante durante um curso voltado a pessoas afetadas pela síndrome, K inicia uma jornada marcada pelo absurdo e pela tragédia em busca de compreender sua identidade e encontrar um lugar no mundo.
Para interpretar K, personagem protagonista, o diretor escalou o potiguar Zé Maria, ator conhecido por seus trabalhos em filmes como “O Clube dos Canibais” (2018) e “Paloma” (2022), além da série “Maria e o Cangaço” (2025).
Além de Zé Maria Pescador, o filme conta também com João Carlos Castanha (que batiza e protagoniza o primeiro filme do cineasta), Carlota Joaquina, Clara Choveaux, Higor Campagnaro, Olivia Torres e Gabriela Greco.
“Futuro Futuro” foi rodado em apenas 16 dias em Porto Alegre. A produção teve suas filmagens interrompidas por meses devido à maior enchente da história do estado, em maio de 2024. Ironicamente, um filme distópico que se deparou com uma distopia real inimaginável. Depois que a enchente inundou locações que ainda fariam parte das filmagens, e diante de recursos escassos para concluir as diárias, Davi decidiu incorporar radicalmente imagens de inteligência artificial, tanto como o elemento distópico previsto na história, quanto como uma solução para terminar o filme.
Para o cineasta, usar imagens IA para refletir sobre os riscos dessa tecnologia é um gesto necessário para investigar essa tecnologia. “Qualquer alternativa para conter os avanços da IA infelizmente não recai sobre decisões individuais em não usá-la. Estamos falando de uma tecnologia que atualmente 7 em 10 brasileiros afirmam usar diariamente. Há ainda um medo crescente de quem não usa acabar ficando para trás no mercado de trabalho, isso é sabido. Pensar que a responsabilidade está no indivíduo é uma distração similar ao conceito da pegada individual de carbono, criado como campanha de marketing de uma gigante empresa de petróleo para desviar o real debate do climático. Data centers de bilhões de reais para treinar IAs são criados anualmente no Brasil com incentivo e apoio dos governos locais e federal. Muitos desses data centers não divulgam para quais plataformas IA elas prestam serviço. Se há ainda alternativas, é através de grandes organizações coletivas", afirmou Pretto.
"Ao imaginar um futuro marcado pela inteligência artificial e pelos impactos da tecnologia, o filme Futuro Futuro convida o público a refletir sobre os rumos do desenvolvimento tecnológico e seus efeitos na vida cotidiana. Patrocinador do longa, o BNDES acredita na força do audiovisual brasileiro para estimular o diálogo e a reflexão crítica sobre temas relevantes para sociedade, sem abrir mão da emoção e do engajamento com o público", pontua Marina Moreira, superintendente da Área de Relacionamento, Marketing e Cultura do BNDES.
Duração: 1h24
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=W1dU0ahmzks

quinta-feira, julho 16, 2026

54ª FESTIVAL DE GRAMADO DIVULGA CURADORIA E CURTAS BRASILEIROS DA MOSTRA COMPETITIVA

Foto: Divulgação
Doze produções de sete estados diferentes integram a mostra competitiva de curtas-brasileiros do 54º Festival de Cinema de Gramado. Os finalistas foram selecionados por Chico Izidro, jornalista, escritor e crítico de cinema; Alice Urbim, jornalista, produtora e diretora; Cavi Borges, diretor, produtor e distribuidor; Danny Barbosa, atriz, roteirista, diretora e produtora; e Taty Behar, comunicóloga.
"A seleção foi um misto de desafio e prazer. Desafio porque era preciso escolher aproximadamente dez por cento, entre quase mil obras; prazer porque, ao exercitar a retina crítica, nos deparamos com uma diversidade que mostra caminhos novos para o cinema nacional. Nosso critério privilegiou, além da qualidade estética e do rigor técnico, filmes cujas narrativas tragam urgências de discurso e olhares sensíveis sobre temas que merecem ganhar espaço nas telas. Buscamos trabalhos que provoquem reflexões, ampliem perspectivas e deem vez a vozes pouco escutadas. A curadoria precisou contemplar a multiplicidade cultural do país desde a sua primeira etapa — olhares femininos e masculinos, raciais, trans e intergeracionais, além das distintas regionalidades que compõem o Brasil", destaca a comissão de curadores.
Confira os filmes selecionados:
- “A Menina que Queria Ser Pedra” (MG), de Jackson Abacatu. 9’
- “As Gêmeas” (RJ), de Vanessa Aguiar. 11’
- “Divino: Sua Alma, Sua Lente” (MT), de Clea Torres e Gilson Costa, com codireção de Divino Tserewahú. 20’
- “Fúrias” (RS), de Nica Maleoa. 18’
- “Graxa e o Zepelim” (PE), de Camilo Soares. 21’
- “Maior que a Casa Toda” (RO), de Fabiano Barros e Neto Cavalcanti. 15’
- “Mulher Papaya” (SP), de Camila Tarifa. 19’
- “Pão Doce” (SP), de Wesley Gabriel Silva Santos. 17’
- “Pique-Pega” (RJ), de Mia Lima Rocha. 12’
- “Revelação” (RJ/SP/FR), de Gabriela I. Gaia. 17’
- “씨발 (Shibal)” (SP), de João Rubio Rubinato. 20’
- “Um Passeio” (SP), de Thalles Cabral e Fernanda Rocha. 16’

“PONTO SEM RETORNO” (Point of No Return)

Fotos: 20th Century “Ponto Sem Retorno”, dirigido pelo veterano Ridley Scott, é baseado no livro “The Dog Stars”, escrito por Peter Heller,...