Tuesday, January 19, 2010

AVATAR



James Cameron não pode ser considerado o maior cineasta da história do cinema. Mas sim o mais lucrativo. Em AVATAR, ele lota cinemas, assim como fez com Titanic, longa de 12 anos atrás, que lançou Leonardo Di Caprio para o estrelato. AVATAR, no entanto, não vai criar nenhuma febre sobre algum ator ou atriz, felizmente (e ainda mais nestes tempos de amores incompriensíveis por vampiros). O filme é de uma beleza visual estrondosa, ainda mais se visto na tecnologia 3-D, bem que para mim trouxe uma tremenda dor de cabeça. E lá pelas duas horas e pouco de projeção, a minha paciência já havia ido para o ralo.
A história não traz nenhuma novidade. Um soldado tetraplégico tem a possibilidade de voltar a andar, mesmo que virtualmente, através de um avatar criado por uma empresa que pretende dominar o planeta Pandora: Sam Worthington é Jake Sully, que infiltrado na tribo dos Na'vi (seres gigantescos e azuis), tem de convencê-los a abrirem mão de um de seus maiores símbolos. Porém, ao verificar como eles vivem, ao mesmo tempo que se apaixona pela filha do líder dos Na'vi, Jake Sully muda de lado, tendo de combater os seus antigos líderes, numa profusão de clichês. Duas delas: o cientista sem escrúpulos Selfridge (Giovani Ribisi, de O Resgate do Soldado Ryan) e o coronel fanático Quaritch (Stephen Lang, caricatural ao extremo). Tem ainda a cientista estranha e fumante inveterada interpretada por Sigourney Weaver, sim, ela mesma, de Aliens.
AVATAR, enfim, tirando o seu visual, não tem nada de mais. Mas os admiradores da obra consideram que James Cameron agiu pensando ecologicamente, o tema em voga no momento (o homem deve cuidar da natureza, para que ela não o destrua)...

1 comment:

Mariana said...

Concordo contigo, avatar é só imagem, não tem conteúdo.

Abraço!