“Xica da Silva”, dirigido por Cacá Diegues, de 1976, e baseado no livro "Memórias do Distrito de Diamantina da Comarca do Serro Frio" (1868), de João Felício dos Santos, retorna aos cinemas em uma versão restaurada em 4K, em comemoração aos seus 50 anos de seu lançamento.
Apesar de retratar figura real e histórica – Xica da Silva, cujo nome verdadeiro era Francisca da Silva de Oliveira nasceu por volta de 1732, e foi uma mulher negra escravizada que conseguiu alforria, acumulando grande fortuna e tendo papel de destaque na elite de Diamantina (então Arraial do Tejuco, em Minas Gerais) durante o século XVIII –, o filme é praticamente uma comédia, por vezes beirando o escracho e a sexualidade tão forte no cinema nacional nos anos 1970.
Xica da Silva é vivida por Zezé Motta, que era propriedade do comerciante Sargento-mor (Rodolfo Arena), sendo usada sexualmente por ele e o filho José (Stepan Nercessian), em Arraial do Tejuco (hoje Diamantina).
Abusada e sem papas na língua, a escrava acaba virando objeto de desejo do Contratador João Fernandes, um representante do governo e um dos homens mais ricos do império português, que chega à cidade e é interpretado por Walmor Chagas.
Encantado por aquela mulher, ele acaba primeiro a comprando do Sargento-mor, e tempos depois recebe a alforria, transformando a localidade quase em seu reino particular, devido a proteção de João Fernandes. Ele faz todos os desejos de Xica da Silva, que começa a atrair o ódio da elite local, principalmente dona Hortência (a inesquecível Elke Maravilha, hilária).
A produção aposta no humor, erotismo e irreverência para apresentar as vivências de uma personagem real que rompeu barreiras. Em seu lançamento, o filme levou mais de 3 milhões de espectadores aos cinemas.
Duração: 1h57
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=UEEevjNB9L8




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