Baseado no clássico homônimo da literatura mundial escrito pelo franco-argelino Albert Camus (1913-1960), “O Estrangeiro” ((L’Étranger), é dirigido por François Ozon. A obra já havia ido para as telas em 1967, pelas mãos de Luchino Visconti e com Marcelo Mastroianni como o protagonista.
Esta nova versão, filmada toda em preto e branco, é estrelada por Benjamin Voisin, parceiro de Ozon em “Verão de 85”, que aqui vive o jovem Meursault, um francês que vive em Argel, na Argélia dos anos 1930. Ele trabalha em um escritório, mas pede uns dias de folga depois que recebe a notícia de que sua mãe, que vivia em um asilo, morreu.
Meursault vai ao funeral, onde não demonstra sentimentos pela perda, e depois, passa os dias a vagar por Argel com a recente namorada, Marie (Rebecca Marder). Vão ao cinema, bares, à praia, quando ocorre a tragédia. O jovem acaba, depois de um desentendimento, assassinando um jovem árabe, à sangue-frio.
O episódio provoca sua prisão, e um julgamento. A visão da acusação não é apenas no assassinato, mas também a postura e a personalidade do jovem, visto como uma pessoa indiferente a tudo e todos. Ele não parece se importar nem com o destino dele mesmo...
O filme é reflexivo, tanto que em quase toda a sua primeira parte, não existem diálogos, apenas o dia a dia de Meursault, e apenas uma trilha sonora tensa – aliás, nos créditos é tocada a sensacional “Killing an a Arab”, hit de 1979 do The Cure. Aliás, outro destaque de “O Estrangeiro” é sua excepcional reconstituição de época...tudo é bem cuidado, desde as roupas, os carros, os penteados.
Cotação: ótimo
Duração: 2h03
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=7e3DoPyFH0M


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