Tuesday, March 08, 2011

Bruna Surfistinha



A atriz Deborah Secco ultrapassou limites para interpretar uma garota de programa no filme Bruna Surfistinha, direção do novato publicitário Marcus Baldini.
A história, como todos sabem, é baseada na vida de Raquel Pacheco, que aos 18 anos de idade deixou a casa dos pais em São Paulo e foi trabalhar num bordel, arregimentando uma enorme clientela. Para inveja das demais meninas da casa. O sucesso chegaria através da internet, quando ela criou um blog contando o seu dia a dia na prostituição e faturando muito.
Bruna, pseudônimo escolhido porque sua cafetina achou Raquel um nome muito caido, e Surfistinha porque os clientes viam nela mais uma garota de classe média (o que ela realmente era) do que vindo da pobreza, também conheceu o inferno ao gastar toda a fortuna adquirida em drogas e festas arrasa-quarteirão. Acabou tendo de trabalhar nos piores inferninhos e para quem fazia programas por boladas, aceitar R$ 20,00 era o fim do mundo.
A atuação de Deborah Secco impressiona, mesmo quando ela, já passada dos 30 anos, tem de se passar por uma garota mal saída da adolescência. E ela não recua nas fortes cenas de sexo.
Bruna Surfistinha tem momentos divertidos, graças também ao bom trabalho de alguns coadjuvantes, como Cássio Gabus Mendes no papel de um cliente apaixonado pela prostituta, ou Fabíula Nascimento como uma das colegas de Raquel no bordel. E Drica Moraes, como a cafetina, está perfeita.
A própria Raquel Pacheco faz uma ponta rapidíssima como uma atendente em um restaurante.
Pena que Bruna Surfistinha deixe de se aprofundar na questão da vida que levam essas meninas. Boa parte do filme se volta mais para as batidas, mesmo que ousadas cenas de sexo protagonizas por Deborah Secco. Fica aquela impressão de que o cinema brasileiro deu mais um passo para trás - tudo sempre acaba em pizza. Neste caso em sexo.
cotação: regular
Chico Izidro

1 comment:

Mariana said...

Quase fui apedrejada quando disse que não havia gostado do filme. Achei a história sem propósito, ou melhor, com um único propósito, incentivar a prostituição e nada mais, não indico o filme, achei que levou o cinema nacional ao velho ambiente degradante.