Ashton Kutcher encarnou muito bem a figura do empresário da informática Steve Jobs em "Jobs". A cinebiografia foca no surgimento da Apple, uma empresa de garagem, ainda em meados dos anos 1970, e o modo ditatorial empregado por Jobs para fazer fama e fortuna. Ou seja, o diretor
Joshua Michael Stern não endeusa o homem. Aliás, o mostra cruel e por vezes sem sentimentos. Como quando não aceita a gravidez da namorada, e a manda para fora de casa. Ou de colocar o lado profissional acima das amizades.
O problema de "Jobs" é a superficialidade colocada em cena. O filme começa com Steve na faculdade, e vai pulando etapas numa rapidez absurda, sem aprofundar detalhes da vida do empresário. Pelo menos, ele não é mostrado como a única cabeça pensante da Apple, que tinha na figura do nerd Steve Wozniak (Josh Gad) o ser mais prático. Kutcher está bem como Steve Jobs, recriando seu caminhar vacilante e quase corcunda. "Jobs" é um filme que deixa a desejar.
Cotação: regular
Chico Izidro
quinta-feira, setembro 12, 2013
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